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Mesmo com décadas de atrasos, a Transnordestina já deve iniciar operações parciais ainda em 2025, transportando grãos entre Piauí e Ceará, antes da conclusão total prevista só para 2028

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 29/08/2025 às 19:25
Mesmo após décadas de espera, Transnordestina só ligará sertão ao litoral em 2028, mas promete transformar agronegócio com 1.206 km de ferrovia
Mesmo após décadas de espera, Transnordestina só ligará sertão ao litoral em 2028, mas promete transformar agronegócio com 1.206 km de ferrovia
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Transnordestina terá primeiros trens de grãos já em 2025, mas obra completa de 1.206 km só deve ser concluída em 2028 após investimento de R$ 15 bilhões

A Transnordestina é um dos maiores projetos ferroviários do Brasil e, mesmo com sucessivos atrasos, deve finalmente dar início às operações parciais no fim de 2025. O primeiro trecho em funcionamento vai ligar áreas produtoras de grãos do Piauí ao Ceará, permitindo o escoamento por meio de portos secos e reduzindo custos logísticos para o agronegócio nordestino.

Segundo o governo e a concessionária responsável, a entrega integral da Transnordestina só deve ocorrer em 2028, após um investimento total de R$ 15 bilhões. Até lá, a ferrovia seguirá em obras em diversos trechos, principalmente no Ceará, onde estão os lotes considerados mais desafiadores.

O que já está em andamento no Ceará

No estado do Ceará, a Transnordestina avança em três frentes: o lote 8, no Maciço de Baturité, já em construção; o lote 10, entre Baturité e Aracoiaba (51 km), que deve ter contrato assinado até setembro; e o lote 9, que vai de Aracoiaba até Caucaia, considerado o mais difícil por atravessar áreas montanhosas e com previsão de contratação em outubro.

Esses trechos são fundamentais porque conectam a ferrovia à região metropolitana de Fortaleza, permitindo acesso direto ao Porto do Pecém, considerado estratégico para exportações agrícolas e minerais. A conclusão desses lotes é essencial para viabilizar o fluxo contínuo de cargas.

Primeiras cargas em 2025

A previsão é que no fim de 2025 circulem os primeiros trens de grãos em trecho parcial da Transnordestina, ligando o Piauí ao Ceará. O transporte será feito por meio de terminais intermodais já em construção em Quixeramobim, Iguatu e Missão Velha, que funcionarão como portos secos para recebimento e distribuição de cargas como milho, soja, fertilizantes e cimento.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, mais de 4 mil empregos diretos já foram criados, e a expectativa é que esse número aumente à medida que os novos contratos de obras forem assinados.

Prazos e fases da obra

O cronograma prevê que a fase 1 da Transnordestina, equivalente a cerca de 90% do traçado, seja concluída até setembro de 2027. Já a fase 2, que vai ligar São Miguel do Fidalgo a Eliseu Martins (PI), começará em 2026 e deve terminar em junho de 2028, quando a ferrovia completa estará em operação.

O investimento de R$ 15 bilhões combina recursos públicos e privados, e o governo aposta que a ferrovia será um divisor de águas para a competitividade regional.

Impactos esperados para o Nordeste

A conclusão da Transnordestina deve transformar a logística do Nordeste. Com a nova ferrovia, os custos de transporte de grãos e minérios devem cair, ampliando a competitividade do agronegócio local. Além disso, o projeto deve atrair investimentos internacionais e fortalecer a integração econômica entre o sertão e os portos do litoral.

Especialistas apontam que a Transnordestina será decisiva para consolidar o Porto do Pecém como um dos mais importantes do país, criando um corredor logístico estratégico que pode reposicionar o Nordeste no mapa do comércio internacional.

A Transnordestina chega a 2025 como um projeto que mistura atraso histórico com promessa de transformação econômica. A operação parcial já no próximo ano deve ser um marco, mas o verdadeiro impacto só virá após a conclusão total em 2028.

E você, acredita que a Transnordestina finalmente vai cumprir seu papel estratégico para o Nordeste? Ou teme que novos atrasos comprometam os resultados? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem acompanha de perto essa obra histórica.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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