Governo lança estudo para um complexo rodoviário de 151 km no litoral, com objetivo de otimizar a mobilidade e logística na região. O projeto, que conta com três trechos, busca reduzir congestionamentos e fortalecer o turismo e o transporte de cargas.
No cenário das grandes obras de infraestrutura, projetos ambiciosos frequentemente prometem transformar a mobilidade e o desenvolvimento regional.
Recentemente, uma iniciativa no Paraná tem chamado a atenção por sua magnitude e potencial impacto no litoral do estado.
Embora ainda em fase de estudos, as expectativas são altas para as mudanças que podem surgir.
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A Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL) avança com o projeto de um complexo rodoviário de 151 quilômetros, visando melhorar o acesso aos portos de Antonina e Paranaguá, bem como integrar a malha viária do estado com Santa Catarina e São Paulo.
O primeiro passo para a implantação desse sistema será a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Socioeconômica, Ambiental e Jurídica (EVTEA-J), cujo processo de seleção de empresas já está em andamento.
Divisão dos trechos das rodovias no litoral
O complexo rodoviário será dividido em três segmentos, cada um desempenhando um papel fundamental para a otimização do trânsito e melhoria do transporte de cargas e passageiros:
Trecho 1: Conectará a BR-277 (Marta) à BR-116 (Alpino), com 55 quilômetros de extensão, incluindo um novo acesso de 10 quilômetros ao Porto de Antonina.
Trecho 2: Focará na conexão entre a BR-277 (Marta) e a BR-376, na divisa com Santa Catarina, abrangendo 62 quilômetros.
Trecho 3: Criará um elo entre o Trecho 2 e a PR-508, contornando a parte norte da Baía de Guaratuba, totalizando 24 quilômetros.
Fases do estudo
O EVTEA-J será conduzido em duas etapas distintas:
Fase preliminar: Envolve estudos ambientais, de tráfego, geológicos/geotécnicos, socioeconômicos e de traçado.
Fase executiva: Compreende a análise técnica das alternativas, definição e cálculo de custos e benefícios, comparação entre custos e vantagens, além da elaboração de matrizes de risco e recomendações finais.
Investimento e prazo
O investimento previsto para a elaboração do estudo é de aproximadamente R$ 4,16 milhões, com um prazo de execução de 15 meses a partir da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço.
Impactos e benefícios esperados
Segundo a SEIL, a implantação das novas rodovias visa não apenas melhorar o fluxo logístico dos portos paranaenses, mas também facilitar o deslocamento de turistas, especialmente na alta temporada.
O projeto também promete reduzir os congestionamentos e minimizar o impacto ambiental do tráfego rodoviário excessivo na região.
Nos últimos anos, bloqueios simultâneos em rodovias como a BR-376, BR-277 e PR-410, devido a fortes chuvas e deslizamentos, causaram transtornos significativos para moradores e transportadores de cargas.
A nova infraestrutura pretende oferecer rotas alternativas seguras, evitando que situações semelhantes voltem a isolar o litoral paranaense.
Participação pública e sustentabilidade
A SEIL reforçou seu compromisso em ouvir a população e os diversos setores envolvidos, incluindo transportadores, ambientalistas e gestores municipais.
A integração com projetos em andamento, como a construção da Ponte de Guaratuba, também será considerada para garantir uma solução de mobilidade eficiente e ambientalmente equilibrada.
Próximos passos para as rodovias no litoral
Após a conclusão dos estudos, o Governo do Paraná avaliará, juntamente com a sociedade, a viabilidade de implantação do complexo rodoviário na totalidade ou parcialmente.
A SEIL continuará acompanhando todas as etapas do processo, garantindo que a execução do contrato siga os padrões técnicos e regulatórios estabelecidos.
O projeto representa uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento do litoral paranaense, buscando equilibrar progresso econômico, mobilidade e sustentabilidade.
Se implementado conforme planejado, pode se tornar um marco na infraestrutura do estado.
Você acredita que esse projeto transformará o litoral do Paraná em um novo polo econômico e turístico? Deixe sua opinião nos comentários!