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Início John Deree, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter desligam mais de 50 mil funcionários e demissões em massa preocupa trabalhador brasileiro

John Deree, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter desligam mais de 50 mil funcionários e demissões em massa preocupa trabalhador brasileiro

24 de janeiro de 2023 às 23:55
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John Deree, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter desligam mais de 50 mil funcionários e demissões em massa começam a preocupar trabalhadores brasileiros
Foto: Demissão em massa/Freepik-ks

Empresas como John Deere, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter sofrem com o cenário econômico atual e geram demissão em massa no mundo inteiro. Até então, mais de 55,4 mil colaboradores já foram demitidos, deixando muitos brasileiros preocupados.

Empresas como John Deere, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter, juntas, perderam trilhões de dólares nos últimos meses, e isso acabou gerando um processo de demissão em massa. O Google, por exemplo, anunciou na última sexta-feira (20) a demissão de 12 mil colaboradores no mundo inteiro, o que representa 6% de sua força de trabalho. Dois dias antes, a Microsoft também oficializou o corte de 10 mil colaboradores.

O mesmo acontece com John Deere, Riachuelo, Amazon, Twitter e Meta. Juntas, em apenas três meses, estas grandes empresas já desligaram mais de 50 mil profissionais.

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John Deere demite 85 funcionários brasileiros

A montadora de máquinas agrícolas, John Deere, que produz colhedoras de cana e pulverizadores, localizada no sudoeste de Goiás, anunciou a demissão de 85 trabalhadores. Em nota, a empresa afirma que os contratos com estes trabalhadores já foram finalizados, visto que havia um prazo determinado e o processo já está acontecendo da forma mais transparente possível.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat) informou que no começo de dezembro de 2022, a John Deere informou planejar demitir cerca de 200 de seus funcionários, devido a uma redução de quase 30% nos volumes de pulverizadores produzidos de 2022 para 2023.

John Deere explica sobre as demissões

De acordo com John Deere, a queda saiu de 2.550 para aproximadamente 1.700, sendo assim, quase 850 equipamentos deixaram de ser produzidos, o que trouxe a necessidade de reduzir pessoal. De lá para cá, diversas reuniões foram feitas entre o SIMECAT e John Deere, onde a entidade sugeriu medidas para evitar a demissão em massa, como o uso de banco de horas e lay off.

Apesar de não existir um consenso, logo após a reunião, a empresa agrícola John Deere baixou os números de colaboradores demitidos de 200 para 130. Carlos Albino de Rezende Júnior, presidente da entidade, conseguiu que a companhia não desligasse outros 45 colaboradores. Estes profissionais terão mudanças de cargo e uso de banco de horas.

O executivo destaca que permanece em reunião com a empresa para que seja possível fornecer benefícios aos 85 colaboradores demitidos.

Grupo dono das lojas Riachuelo fecha suas portas e demite cerca de 2 mil profissionais

Outra grande empresa brasileira a realizar uma demissão em massa no país foi o Grupo Guararapes, que controla as lojas Riachuelo em Fortaleza. No começo deste mês foi responsável pela demissão de cerca de 2 mil profissionais da Guararapes Confecções.

O grupo afirma que sua produção será focada em Natal, no Rio Grande do Norte, entretanto dados mostram que os prejudicados não devem conseguir uma rápida recolocação no mercado de trabalho. O Grupo destaca em nota que a decisão de demissão em massa compõe o planejamento estratégico da corporação, que visa otimizar a operação fabril para intensificar a diversidade, eficiência e competitividade dos produtos.

Guararapes Confecções destaca que o modelo de negócio integrado da empresa permanece inalterado, não impactando a cadeia de fornecimento no país. O controlador da Riachuelo afirma em nota que todos os colaboradores que foram demitidos e impactados pelo fechamento da companhia em Fortaleza contarão com assistência e um pacote extra, como auxílio neste período. As máquinas de costura industrial foram doadas às costureiras e, aos outros colaboradores, foi oferecido um adicional de mais um salário.

Enjoei desliga 31 funcionários

O brechó virtual Enjoei demitiu 31 funcionários também na última sexta-feira (20). Houve também a interrupção de contratos com colaboradores que atuavam no regime de pessoa jurídica. Segundo fontes, devido ao clima interno da empresa, o corte de colaboradores já era esperado.

Apesar do processo de demissão ter sido “tranquilo”, a Enjoei não disponibilizou nenhum pacote de benefícios adicional aos prejudicados, como fizeram outras empresas. Em nota, a Enjoei confirmou a dispensa, ressaltando que o processo acontece para se alinhar os projetos e desafios para os próximos anos. O brechó virtual também afirmou que o arranjo permitirá a priorização de alguns projetos de curto e médio prazo.

A Enjoei pontua que segue focada em disponibilizar a melhor solução de consumo colaborativo para seus dois milhões de clientes e vendedores e o mais efetivo resultado para seus acionistas, parceiros e, claro, seus profissionais.

A empresa agradece a contribuição de cada funcionário que a deixa hoje, e afirma que prestará todo o apoio e suporte. Quando fundada em 2020, as ações da Enjoei foram definidas a R$ 10, 25 cadam no piso da faixa indicativa, passados pouco mais de dois anos, as ações da Enjoei acumulam queda maior que 80%, fechando o pregão da última sexta (20) cotados a R$ 1,02.

Gigantes do setor de tecnologia demitem quase 55 mil colaboradores ao redor do mundo

Companhias gigantes como Amazon, Google, Microsoft e Twitter realizam demissão em massa no mundo inteiro e o número de prejudicados já chega a 55,4 mil.

Twitter

O Twitter, após ser comprado por Elon Musk, realizou demissões extremas de 3,7 mil funcionários. Segundo o chefe de segurança e integridade da empresa, Yoel Roth, afirmou no dia 4 de novembro que as demissões afetaram cerca de metade dos colaboradores.

Funcionários processam Twitter após serem informados sobre demissõe

A redução da força afetou cerca de 15% do setor de segurança, com a equipe de moderação de linha de frente recebendo o menor impacto.

Elon Musk confirmou a demissão em massa e comenta que infelizmente não há escolha, tendo em vista que a empresa está perdendo mais de US$ 4 milhões por dia. Todos que saíram receberam 3 meses de indenização, o que é 50% a mais do que o exigido legalmente.

Meta

No dia 9 de novembro, Mark Zuckerberg, presidente executivo da Meta, anunciou a demissão de mais de 11 mil colaboradores, representando cerca de 13% de sua força de trabalho, sendo o maior corte da história da companhia. Zuckerberg ressalta que a desaceleração macroeconômica e o aumento da concorrência fizeram com que a receita da empresa fosse muito menor que o esperado.

Segundo a agência Reuters, a Meta, cujas ações perderam mais de dois terços de seu valor, afirma que também planeja cortar gastos e estender seu congelamento de contratações até o primeiro trimestre deste ano.

Os gastos com o metaverso, universo paralelo anunciado como o futuro da internet, preocupava investidores da companhia. Até então, a unidade de metaverso, Reality Labs, resultou em perdas de US$ 9,44 bilhões em receita, somando-se aos US$ 10 bilhões do ano anterior. A empresa projeta que as perdas aumentarão ainda mais em 2023.

Microsoft

No dia 14 deste mês, a Microsoft anunciou que cortará mais de 10 mil colaboradores até os meses de abril e junho deste ano. Este corte representa cerca de 5% da base total de colaboradores, segundo a própria empresa.

Em uma nota à equipe, Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, afirma que a gigante no setor de tecnologia ainda está lidando com uma queda no mercado de computadores pessoais após o fim da pandemia. A multinacional está passando por mudanças importantes e é necessário notar que, apesar de estar eliminando cargos em alguns setores, continuará a contratar em áreas-chave estratégicas.

Amazon

No começo deste ano, Andy Jassy, presidente executivo da Amazon, anunciou que a onda de demissão em massa na empresa continuará e mais de 18 mil funcionários serão prejudicados. Jassy afirma que as revisões que levaram ao plano de demissões tem como intuito priorizar o que é mais essencial para os clientes e a saúde a longo prazo dos seus negócios.

A Amazon conta com mais de 1,5 milhão de trabalhadores, incluindo pessoal dos depósitos, sendo a segunda maior empregadora dos EUA. Este plano não é novo, visto que em novembro do ano passado a empresa planejava demitir cerca de 10 mil funcionários de cargos de tecnologia e corporativos.

Alphabet (Google)

Na última sexta-feira (20), a empresa matriz do Google, anunciou um plano global de demissão em massa que tem como objetivo cortar 12 mil colaboradores, seguindo a tendência de outras empresas citadas acima, aplicando uma reestruturação em larga escala. A medida da companhia impacta equipes em toda a corporação, incluindo recrutamento e alguns cargos corporativos, assim como algumas equipes de engenharia e produtos.

A demissão representa cerca de 6% de sua força de trabalho, de acordo com a agência de notícias Reuters. Segundo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, a companhia decidiu reduzir sua força de trabalho em cerca de 12 mil colaboradores devido a uma resposta a uma realidade econômica distinta.

Entenda o real motivo das demissões em massa 

Analistas observam as demissões de companhias como John Deere, Riachuelo, Amazon, Google, Microsoft e Twitter como uma junção de vendas baixas, declínio da pandemia e menos anúncios, dada a atual situação econômica dos EUA.

Segundo Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação e professor da FGV, diversas dessas empresas se expandiram em 2020 e, nos anos seguintes, houve uma queda. No auge da pandemia, a digitalização aumentou. Todos estavam em casa, recebendo auxílio do governo e muitas pessoas gastaram mais online.

Desse modo as Big techs precisavam de pessoas para suportar a demanda, mas este crescimento não se manteve após a flexibilização do isolamento gerado pela covid. Para se ter uma noção, as bigtechs, citadas anteriormente, estão em um mau momento e apenas nos últimos 12 meses, já perderam cerca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.


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