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Injeção de hidrogênio em motores diesel nas operações offshore: pesquisa revolucionária lidera pela Shell Brasil, Ocyan e LZ Energia revela grande potencial

Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 20/04/2024 às 13:34
Atualizado em 20/04/2024 às 14:03
Projeto de hidrogênio em motores diesel offshore da Shell com Ocyan e LZ Energia para reduzir emissões de gases.
Representação visual do projeto H2R de Shell, Ocyan e LZ Energia, implementando hidrogênio em motores diesel para operações offshore sustentáveis.
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Projeto revolucionário da Shell Brasil explora hidrogênio para reduzir emissões em motores diesel de operações offshore

Em um movimento estratégico para liderar a descarbonização da indústria offshore, a Shell Brasil, em colaboração com a Ocyan e a LZ Energia (unidade de negócios Protium Dynamics), está investindo em um inovador projeto de pesquisa e desenvolvimento. Esta iniciativa, que recebe um aporte de R$17,7 milhões viabilizados por meio da cláusula de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) da Agência Nacional de Petróleo (ANP), mira na integração do hidrogênio em motores diesel utilizados em operações offshore para significativa redução de emissões de gases de efeito estufa.

O projeto, denominado H2R (Hidrogênio para Reduzir Emissões e Consumo), tem mostrado potencial para diminuir até 10% das emissões de gases de efeito estufa e reduzir os custos operacionais. A tecnologia envolvida está sendo desenvolvida para permitir a injeção segura e eficiente de hidrogênio em motores de combustão interna, como aqueles em navio-sonda e navio-tanque, sem necessidade de alterações significativas nas estruturas das embarcações.

A Shell obtém ótimos resultados com essa tecnologia

Eli Gomes, gerente de projetos de Tecnologia da Shell, comenta sobre o progresso do projeto: “Estamos otimistas com os resultados do projeto H2R. A tecnologia que estamos desenvolvendo visa permitir a redução do consumo de combustível e das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo decisivamente para a descarbonização da indústria de óleo e gás offshore.”

O desafio de armazenar e transportar hidrogênio em operações offshore está sendo enfrentado com uma solução inovadora que inclui a produção de hidrogênio embarcado sob demanda. Este sistema inteligente é capaz de coletar dados continuamente dos motores, interpretá-los e calcular a quantidade exata de hidrogênio a ser produzida e injetada.

Os motores diesel continuam eficientes apesar da injeção de hidrogênio

Igor Zornitta Zanella, diretor da LZ Energia, destaca a eficiência proporcionada pelo hidrogênio: “O hidrogênio funciona como um catalisador que otimiza a queima do combustível. Adicionando pequenas doses de hidrogênio, a queima ocorre com menor atraso de ignição e de maneira mais homogênea, o que resulta em uma queima mais completa e eficiente. Isso significa que menos combustível é necessário para realizar o mesmo trabalho.”

Desde 2015, a LZ Energia tem conduzido estudos e testes com esta tecnologia em motores de caminhões. Os resultados obtidos demonstram reduções significativas no consumo de diesel e nas emissões. A tecnologia, agora patenteada pela LZ Energia, também recebeu recentemente uma qualificação internacional da DNV, uma renomada certificadora independente de gerenciamento de risco, fortalecendo ainda mais o desenvolvimento e a implementação do projeto.

Menos emissões de carbono

Rodrigo Chamusca, gerente executivo de Negócios Digitais e Tecnologia da Ocyan, ressalta a importância do projeto para a sustentabilidade: “Esta aprovação é crucial para o desenvolvimento do projeto e está alinhada com o compromisso da Ocyan de zelar pela sustentabilidade e neutralizar sua pegada de carbono até 2035.”

A Shell Brasil reafirma seu compromisso com a inovação ao investir cerca de R$ 500 milhões anualmente em pesquisa e desenvolvimento, destinando cerca de 30% desses recursos para projetos voltados para a Transição Energética. Este projeto não só promove um futuro mais limpo e sustentável mas também coloca a Shell, a Ocyan e a LZ Energia na vanguarda das tecnologias de redução de carbono no setor offshore.

****Comunicado a imprensa no dia 19/04/2024****

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Paulo Nogueira

Eletrotécnica formado em umas das instituições de ensino técnico do país, o Instituto Federal Fluminense - IFF ( Antigo CEFET), atuei diversos anos na áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção. Hoje com mais de 8 mil publicações em revistas e blogs online sobre o setor de energia, o foco é prover informações em tempo real do mercado de empregabilidade do Brasil, macro e micro economia e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões e correções, entre em contato no e-mail informe@clickpetroleoegas.com.br. Vale lembrar que não aceitamos currículos neste contato.

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