Descubra como a inflação nos EUA e as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros estão elevando os preços de alimentos como carne moída, café e farinha de mandioca, afetando consumidores americanos.
A combinação da inflação nos Estados Unidos com a imposição de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros tem pressionado diretamente o bolso dos consumidores americanos. Alimentos típicos do Brasil, como farinha de mandioca, café, leite em pó e carne moída, registraram aumentos significativos, prejudicando especialmente a comunidade de imigrantes brasileiros no país.
A medida, implementada pelo governo norte-americano em agosto de 2025, visa proteger a indústria local, mas traz impactos claros no custo de vida de quem consome produtos importados.
Inflação: Preços disparam nos supermercados americanos
Segundo relatos de brasileiros residentes nos EUA, produtos essenciais do Brasil tiveram alta expressiva.
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A carne moída, por exemplo, mais que dobrou de preço, passando de US$ 17 para US$ 34,99. A farinha de mandioca subiu 59,6%, o café 50%, e o leite em pó teve aumento de US$ 7,99 para US$ 9,99.
O maior choque, relata a brasileira, veio com o preço da carne moída, que registrou um aumento de aproximadamente 106%. ‘No Walmart, uma marca que antes custava US$ 17 agora está saindo por US$ 34,99’, contou.
Esse movimento reflete não apenas a inflação interna dos Estados Unidos, mas também os efeitos diretos das tarifas de 50% aplicadas sobre produtos brasileiros.
Consumidores relatam dificuldade para manter a alimentação habitual, especialmente aqueles que dependem de ingredientes tradicionais do Brasil.
O impacto das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros
Em agosto de 2025, o presidente norte-americano anunciou tarifas de 50% sobre diversos produtos importados do Brasil.
No entanto, especialistas alertam que essas tarifas elevadas acabam sendo repassadas ao consumidor final, provocando aumento de preços e eventual escassez de produtos.
Itens básicos, como café e carne moída, tornam-se significativamente mais caros, prejudicando tanto consumidores quanto pequenos negócios que dependem da importação desses produtos.
Tarifas, rebanho em queda e praga ameaçam carne nos EUA
A alta no preço da carne nos Estados Unidos não se resume à tarifa de 50% aplicada pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, entre eles a carne bovina.
De acordo com análise do Agro Estadão, outros fatores internos também pressionam o mercado.
O rebanho bovino norte-americano soma hoje 94,2 milhões de cabeças, número 1% inferior ao do ano passado.
Apesar de uma leve recuperação em relação a janeiro — quando o estoque foi o menor desde 1951 —, a oferta ainda é considerada limitada frente à demanda.
Outro desafio é a chegada da bicheira Novo Mundo, conhecida como “devoradora de gado”, pela fronteira com o México.
Essa praga, cujas larvas se alimentam de tecidos vivos em feridas dos animais, levou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a anunciar um investimento de até US$ 750 milhões na construção de uma biofábrica no Texas.
O objetivo é produzir moscas estéreis em laboratório para conter a disseminação do parasita.