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Fortuna de R$ 227 bilhões faz brasileiro ser eleito novamente o mais rico do país em 2025, marca histórica representa o maior patrimônio já registrado pela Forbes

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 31/08/2025 às 06:40
Fortuna de R$ 227 bilhões faz brasileiro ser eleito novamente o mais rico do país em 2025, marca histórica representa o maior patrimônio já registrado pela Forbes
Foto: Fortuna de R$ 227 bilhões faz brasileiro ser eleito novamente o mais rico do país em 2025, marca histórica representa o maior patrimônio já registrado pela Forbes
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Eduardo Saverin lidera a Forbes em 2025 como o brasileiro mais rico, com R$ 227 bilhões — maior fortuna já registrada no país.

Em 2025, o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook e investidor global, consolidou-se como o homem mais rico do Brasil pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o ranking da revista Forbes. Sua fortuna, estimada em R$ 227 bilhões, representa a maior cifra já registrada por um brasileiro desde a criação da lista.

Esse marco não é apenas um número impressionante: ele simboliza a transformação da economia mundial, em que os setores de tecnologia e inovação passaram a superar indústrias tradicionais e redefiniram o perfil dos maiores bilionários do planeta.

De São Paulo para Harvard: a origem de uma história bilionária

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Nascido em São Paulo em 1982, filho de uma família de origem judaica, Saverin mudou-se para os Estados Unidos ainda na juventude. Ingressou na Universidade de Harvard no início dos anos 2000, onde conheceu Mark Zuckerberg e se tornou um dos cofundadores do Facebook.

Saverin foi o primeiro investidor da rede social e desempenhou um papel decisivo nos seus primeiros anos, embora sua participação tenha se reduzido após disputas judiciais.

O acordo final garantiu a ele ações multimilionárias, que se tornariam a base de sua fortuna bilionária conforme o Facebook (hoje Meta) se transformou em uma das maiores empresas de tecnologia do planeta.

A virada estratégica: de sócio do Facebook a investidor global

Após sair da operação direta do Facebook, Saverin migrou para o universo do venture capital, criando a empresa B Capital Group, com sede em Cingapura.

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Com essa iniciativa, ele passou a investir em startups de alto crescimento nos setores de saúde, fintechs, inteligência artificial, logística e e-commerce. Essa diversificação, somada à valorização de ativos tecnológicos na última década, fez sua fortuna crescer de forma exponencial.

Em 2025, além das participações indiretas na Meta, Saverin detém posições em centenas de empresas globais, muitas delas com atuação decisiva na Ásia — mercado que ele adotou como residência e foco estratégico.

R$ 227 bilhões: o maior patrimônio da história de um brasileiro

A marca de R$ 227 bilhões é histórica porque nunca antes um brasileiro havia registrado uma fortuna tão elevada nos rankings globais da Forbes. Para efeito de comparação:

  • Jorge Paulo Lemann, referência histórica entre os bilionários nacionais, possui cerca de R$ 104 bilhões em 2025 — menos da metade de Saverin.
  • Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, sócios da 3G Capital, aparecem abaixo de R$ 70 bilhões cada.
  • Outros magnatas brasileiros, como Rubens Ometto (Cosan) e André Esteves (BTG Pactual), orbitam entre R$ 40 e R$ 60 bilhões.

Isso significa que Saverin concentra mais riqueza individual do que a soma de diversos bilionários tradicionais brasileiros.

O impacto do setor de tecnologia no ranking

O caso de Eduardo Saverin segue um padrão global: a ascensão de bilionários ligados à tecnologia. Nos Estados Unidos, Jeff Bezos (Amazon), Elon Musk (Tesla/SpaceX/X) e Mark Zuckerberg (Meta) já figuram no topo mundial há anos.

A diferença é que, no Brasil, as maiores fortunas sempre estiveram ligadas a bancos, bebidas, energia e agronegócio. Saverin quebra essa lógica ao representar a nova economia digital.

Seus investimentos em empresas emergentes de saúde digital, inteligência artificial e finanças descentralizadas fazem dele um dos principais atores do capital de risco internacional, reforçando a visão de que as maiores fortunas do futuro estão ligadas à inovação tecnológica.

O contraste com a economia brasileira

Enquanto Saverin atinge R$ 227 bilhões, o Brasil enfrenta uma realidade de forte desigualdade social. Em 2025, o salário mínimo foi fixado em R$ 1.502 mensais, pouco mais de US$ 300 por ano ao câmbio atual.

Esse contraste é brutal: a fortuna de Saverin equivale a mais de 150 milhões de salários mínimos anuais, uma proporção que escancara a distância entre a elite globalizada e a realidade da maioria dos brasileiros.

Além disso, estudos indicam que menos de 1% da população brasileira concentra quase 50% da riqueza nacional, reforçando o debate sobre concentração de renda e oportunidades.

Eduardo Saverin e os bilionários do mundo

No ranking global da Forbes de 2025, Saverin aparece entre os 30 mais ricos do planeta, dividindo espaço com nomes como Elon Musk, Bernard Arnault, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg.

Ainda que esteja distante do topo absoluto — dominado por fortunas superiores a US$ 200 bilhões —, Saverin é hoje o brasileiro mais bem posicionado da história nesse cenário.

Esse protagonismo o coloca como símbolo de uma nova geração de empresários brasileiros que não se limitam ao mercado interno, mas se projetam globalmente como investidores, executivos e inovadores.

Perspectivas: o futuro de Saverin e a nova economia

Analistas de mercado acreditam que a trajetória de Saverin está longe do fim. Com o avanço de setores como inteligência artificial, biotecnologia, fintechs e energias limpas, seu portfólio tende a valorizar ainda mais.

Além disso, sua base em Cingapura — um dos centros financeiros mais dinâmicos do mundo — garante acesso privilegiado a mercados em crescimento, como Índia, Sudeste Asiático e África, regiões que devem liderar o crescimento global nas próximas décadas.

Se o ritmo se mantiver, é possível que Saverin ultrapasse a marca de R$ 300 bilhões já nos próximos anos, consolidando ainda mais sua posição histórica.

O bilionário que simboliza a era da inovação

Eduardo Saverin é hoje mais do que o homem mais rico do Brasil: ele representa a transição de um país cuja elite econômica era dominada por indústrias tradicionais para um novo ciclo, em que a tecnologia e a inovação definem quem lidera o ranking da riqueza.

Com R$ 227 bilhões, ele não apenas quebra um recorde histórico, mas também envia um recado: o futuro da economia está no investimento globalizado, em startups e em setores disruptivos que moldarão as próximas décadas.

Saverin tornou-se um símbolo da nova economia mundial — e seu nome está definitivamente gravado como o maior bilionário brasileiro de todos os tempos.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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