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Falta de combustível esvazia praias e sufoca o turismo em Cuba

Escrito por Keila Andrade
Publicado em 22/02/2026 às 12:20
Praia deserta em Cuba com cadeiras vazias e sinal improvisado de falta de combustível, ilustrando impacto da escassez de petróleo no turismo local.
Escassez de petróleo reduz voos, paralisa serviços e deixa praias vazias em Cuba, afetando diretamente o turismo, um dos principais setores da economia do país.
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Escassez de combustível afeta voos, hotéis e serviços, esvazia destinos turísticos e expõe a fragilidade do setor em Cuba, segundo pesquisa com companhias aéreas e trabalhadores locais.

O contraste entre sol, areia e praias vazias virou símbolo de uma crise que se aprofunda em Cuba. O bloqueio do petróleo e a consequente escassez de combustível passaram a sufocar o turismo, um dos pilares da economia do país. Segundo uma pesquisa com companhias aéreas e trabalhadores do setor, praticamente todos os segmentos foram afetados de forma repentina, do transporte aéreo aos serviços básicos nos destinos.

De acordo com reportagem do InfoMoney, a falta de combustível interrompeu rotas, reduziu frequências de voos e encareceu operações. Como resultado, hotéis operam com baixa ocupação e atividades turísticas enfrentam cancelamentos em cadeia. Assim, praias antes movimentadas exibem um cenário de esvaziamento incomum.

Combustível escasso paralisa a cadeia do turismo

A crise não se limita aos aeroportos. Sem combustível suficiente, ônibus turísticos reduzem circulação, transferes atrasam e serviços essenciais operam com restrições. Além disso, geradores passam a funcionar por menos horas, o que compromete iluminação, climatização e abastecimento em hotéis e restaurantes.

Enquanto isso, trabalhadores relatam jornadas reduzidas e perda de renda. Guias, motoristas, funcionários de hotéis e pequenos comerciantes sentem o impacto imediato. Portanto, a escassez se espalha por toda a cadeia, atingindo desde grandes operadores até negócios familiares.

Voos, conexões e cancelamentos

As companhias aéreas ajustaram malhas para lidar com a falta de querosene de aviação. Em alguns casos, voos internacionais sofreram cortes ou passaram a operar com menos frequência. Consequentemente, turistas encontram menos opções de chegada e saída, o que desestimula novas reservas.

Além disso, conexões internas também foram afetadas. Com menos combustível, deslocamentos entre cidades turísticas se tornaram mais lentos e imprevisíveis. Assim, destinos dependentes de fluxo contínuo de visitantes enfrentam quedas bruscas de demanda.

Hotéis vazios e serviços reduzidos

Hotéis relatam baixa ocupação e adotam medidas de contenção. Em paralelo, serviços como passeios, eventos e atividades culturais foram suspensos ou encurtados. Por outro lado, alguns estabelecimentos tentam manter operações mínimas para preservar empregos.

Ainda assim, o clima é de incerteza. Sem previsibilidade de abastecimento, gestores evitam campanhas de promoção e adiam investimentos. Dessa forma, o turismo perde tração justamente em um período que poderia ajudar a aliviar pressões econômicas.

Contexto econômico e dependência energética

Cuba depende de importações de petróleo para sustentar transporte e geração de energia. Quando esse fluxo sofre interrupções, os efeitos se espalham rapidamente. Historicamente, o país já enfrentou crises semelhantes, mas o atual contexto global e regional intensifica os impactos.

Segundo o InfoMoney, a pesquisa com trabalhadores e empresas indica que o choque foi abrupto. Em poucos dias, operações precisaram ser revistas. Assim, a dependência energética expõe a vulnerabilidade do turismo, setor que exige logística estável e custos previsíveis.

Repercussão entre trabalhadores e turistas

Trabalhadores descrevem queda imediata de gorjetas e comissões. Ao mesmo tempo, turistas relatam dificuldades com deslocamento e horários. Apesar disso, muitos destacam a hospitalidade local e a tentativa de manter serviços funcionando.

Por outro lado, operadores alertam que a imagem do destino pode sofrer se a situação persistir. Portanto, a recuperação tende a exigir tempo e coordenação entre governo, empresas e parceiros internacionais.

O que pode mudar nos próximos meses

A curto prazo, o setor busca soluções de contingência, como priorização de rotas e racionalização de serviços. Entretanto, a retomada plena depende da normalização do abastecimento. Enquanto isso, destinos alternam dias de operação reduzida com tentativas de manter a experiência do visitante.

A médio prazo, especialistas apontam a necessidade de diversificar fontes de energia e reforçar a resiliência logística. Assim, o turismo poderia enfrentar choques com menor impacto.

Praias vazias como alerta econômico

As praias desertas funcionam como um alerta visual. Elas mostram como um problema energético pode se transformar rapidamente em crise turística. Em um país onde o turismo sustenta empregos e receitas, o bloqueio do petróleo gera efeitos que vão além do setor.

Por fim, a situação em Cuba evidencia a importância de cadeias de suprimento estáveis para destinos turísticos. Sem combustível, o sol e a areia permanecem, mas o fluxo de visitantes desaparece.

Keila Andrade

Jornalista há 20 anos, especialista em produção e planejamento de conteúdos online e offline para estruturas do marketing digital. Jornalista, especialista em SEO para estruturas do marketing digital (sites, blogs, redes sociais, infoprodutos, email-marketing, funil inbound marketing, landing pages).

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