Em meio à flexibilização e preços competitivos, o mercado livre de energia atrai milhares de consumidores.
Nos primeiros oito meses de 2023, o Brasil testemunhou uma mudança significativa na forma como as empresas adquirem sua energia. Uma onda crescente de corporações tem navegado em direção ao mercado livre de energia, impulsionadas pelas vantagens de selecionar fornecedores e estabelecer condições contratuais personalizadas. Surpreendentemente, mais de 4,8 mil unidades consumidoras ingressaram no ambiente nesse período, superando o número total do ano anterior (4,6 mil), de acordo com estatísticas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.
Atualmente, o mercado livre detém 35.542 consumidores, o que corresponde a 37% do consumo total de energia no Brasil. Maioritariamente, são indústrias e empresas de médio e grande porte, com destaque para os setores de Comércio e Serviços, que buscam ampliar suas opções e autonomia.
-
Escócia cria tijolo feito com mais de 95% de entulho reciclado, elimina a queima em forno e tenta reinventar uma peça usada em obras há quase mil anos
-
Em Taipei, 1,5 milhão de garrafas plásticas recicladas deixaram de ser lixo, viraram blocos de construção e formaram um pavilhão de nove andares para uma exposição internacional
-
Favelas na Índia pintaram telhados de branco para enfrentar calor de 46 °C, refrescar casas abafadas, melhorar o sono, reduzir gasto de energia e aliviar até o esforço da geladeira
-
De 30 cooperados a uma agroindústria que reúne 390 famílias, da reforma agrária paraibana, parte para um salto histórico, a primeira indústria de leite em pó de cabra da agricultura familiar do Nordeste, um projeto de R$ 3,75 milhões para enfrentar a seca do Semiárido
Por que essa crescente atração pelo mercado livre?
Talita Porto, líder no Conselho de Administração da CCEE, destaca o panorama promissor. “Um clima propício e o crescimento tímido da demanda nos últimos tempos fizeram os preços despencarem, tornando o mercado livre extremamente atraente. E, sem dúvida, as comercializadoras estão focadas em abordar clientes menores, antecipando-se à iminente abertura em janeiro de 2024”, comenta.
A flexibilização para adesão ao mercado livre tem sido uma das principais bandeiras do setor. Com a colaboração do Ministério de Minas e Energia – MME e da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, a CCEE busca simplificar os critérios de entrada. Uma conquista recente foi a Portaria MME nº 50/22, que a partir do próximo ano permitirá que todos conectados em alta tensão possam optar pela migração.
Sem dúvida, a CCEE, entidade que viabiliza transações de compra e venda de energia em todo território nacional, já está se preparando para essa revolução. Além de intensificar suas operações, lançou recentemente um sistema de assinatura eletrônica avançada, fundamentada em tecnologias de blockchain, tornando o processo de adesão mais ágil e seguro.
Perfil dos Novos Consumidores
A maioria dos novos adeptos ao mercado livre de energia provém dos setores de Comércio e Serviços, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, dada a alta industrialização desses locais. No entanto, quando se trata de consumo propriamente dito, são as indústrias relacionadas ao segmento metalúrgico que historicamente consomem mais eletricidade em território brasileiro.
Fonte: Fábio Souza

Seja o primeiro a reagir!