Pentágono anuncia contratos bilionários com Lockheed Martin e RTX para produção e exportação de mísseis avançados a aliados estratégicos.
O Pentágono anunciou, no fim de julho, a concessão de US$ 7,8 bilhões em contratos à Lockheed Martin e à RTX Corporation. O objetivo é fabricar milhares de novos mísseis para a Força Aérea e a Marinha dos Estados Unidos, além de diversos aliados internacionais.
Maior contrato da história do AMRAAM
A RTX Corporation ficará responsável pela produção do míssil ar-ar AMRAAM, em um acordo avaliado em US$ 3,5 bilhões. Segundo o Pentágono, trata-se do maior contrato já firmado no programa AMRAAM. O pacote inclui sistemas de telemetria e produtos de suporte de engenharia.
O AMRAAM é conhecido por sua flexibilidade e potência, podendo ser instalado em diversas aeronaves de combate para ataques ar-ar ou utilizado como arma de lançamento terrestre para defesa aérea.
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Opera em diferentes altitudes e consegue interceptar alvos altamente manobráveis.
Além das forças armadas norte-americanas, o fornecimento será feito para aliados na Europa, Ásia e Oriente Médio. Entre os países da OTAN que receberão o armamento estão Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Hungria, Bélgica, Espanha, Holanda, Lituânia, Polônia, Suécia e Finlândia.
Ucrânia e Suíça também estão na lista. Na região Indo-Pacífico, os mísseis irão para Austrália, Japão e Taiwan. Israel e Kuwait completam o grupo no Oriente Médio.
Produção do JASSM e do LRASM
A Lockheed Martin, por sua vez, receberá US$ 4,3 bilhões para fabricar o Míssil Conjunto Ar-Superfície Standoff (JASSM) e o Míssil Anti-Navio de Longo Alcance (LRASM).
Ambos serão utilizados pela Força Aérea e Marinha dos EUA e enviados a países aliados, como Polônia, Holanda e Finlândia, além do Japão.
O JASSM é um míssil de cruzeiro de longo alcance, capaz de ultrapassar 500 milhas náuticas. Possui sistema GPS resistente a interferências e ogiva de 450 kg com alta precisão.
Seu design discreto o torna adequado para ataques furtivos contra alvos terrestres.
O LRASM foi criado para destruir embarcações e alvos marítimos a distâncias superiores ao alcance inimigo. Opera em velocidade subsônica, possui navegação inteligente e pode manobrar após o lançamento.
A Marinha o define como uma arma antissuperfície de última geração, projetada para superar sistemas de defesa aérea.