Uma cozinha de bambu que encanta o mundo! Localizada a 14 km do centro histórico de Chiang Mai, essa jóia combina beleza, funcionalidade e sustentabilidade
Imagine um lugar onde a natureza abraça a arquitetura e a comida ganha vida em meio a arrozais e lagos. Na Tailândia, a Escola de Culinária Zabb e Lee, construída quase inteiramente de bambu, conquistou o coração de arquitetos e gourmets ao vencer o prestigiado A+Awards 2025, premiação da Architizer que celebra os espaços mais incríveis do planeta. Localizada a 14 km do centro histórico de Chiang Mai, essa jóia ecológica combina beleza, funcionalidade e sustentabilidade, provando que é possível cozinhar com estilo e cuidar do meio ambiente.
Um oásis gastronômico em meio à natureza na Tailândia
A Escola de Culinária Zabb e Lee, apelidada de The Bull, nasceu em uma fazenda orgânica cercada por paisagens de tirar o fôlego, na Tailândia. Projetada pelo estúdio Chiangmai Life Architects, a escola reflete uma filosofia que une materiais naturais, como terra e bambu, às demandas modernas de engenharia. “Nosso objetivo é criar espaços que respirem harmonia com o ambiente, sem abrir mão de funcionalidade ou beleza”, afirma Markus Rosel, fundador do estúdio, em entrevista ao site ArchDaily. O projeto começou com um pavilhão, mas o sucesso foi tanto que logo cresceu para dois e, depois, três espaços distintos.
Design que surpreende e inspira
O que torna The Bull tão especial? A resposta está no design. Três áreas principais: preparação, cozimento e alimentação, são conectadas por uma estrutura longa, formando um layout fluido e acolhedor. Cada espaço é coberto por cúpulas feitas de arcos de bambu entrelaçados, que criam uma sensação de amplitude surpreendente. “Quando você entra, sente como se o espaço fosse muito maior do que parece por fora”, conta Ploy Thongchua, chef e proprietária da escola, em depoimento à World Architecture News. À noite, a iluminação suave destaca as linhas orgânicas do bambu, transformando o ambiente em um convite à contemplação.
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Bambu: o herói da sustentabilidade e resistência na Tailândia
O bambu é a estrela dessa construção. Além de ser leve e resistente, ele absorve dióxido de carbono enquanto cresce, resultando em uma pegada de carbono praticamente nula. Sua resistência à tração e flexibilidade o tornam perfeito para a Tailândia, onde tremores de terra e ventos fortes são comuns. Mas não é só isso: o bambu precisa de tratamentos específicos contra umidade, fungos e insetos para garantir durabilidade, como explica o engenheiro tailandês Somchai Ratanakorn em artigo publicado no Journal of Sustainable Architecture. “Com o cuidado certo, o bambu pode durar décadas, rivalizando com materiais tradicionais como o concreto”, diz ele.
Um prêmio que celebra ecologia e hospitalidade sustentável
A vitória no A+Awards 2025, na categoria Edifício de Hospitalidade Sustentável, não foi por acaso. O júri destacou a forma como The Bull integra ecologia e funcionalidade. “Este projeto é um exemplo brilhante de como a arquitetura pode ser inovadora e respeitar o planeta”, afirmou o painel de jurados em comunicado oficial no site da Architizer. Além do prêmio do júri, a escola também conquistou o coração do público, aparecendo entre os finalistas da votação popular.
The Bull é prova de que a arquitetura pode ser bela, funcional e sustentável
A Escola Zabb e Lee vai além de um espaço para aprender culinária. Ela é uma prova de que a arquitetura pode ser bela, funcional e sustentável ao mesmo tempo. O uso criativo do bambu, aliado a técnicas modernas de engenharia, mostra como a Tailândia está na vanguarda de projetos que respeitam a natureza. “Estamos orgulhosos de mostrar ao mundo que o bambu não é só um material do passado, mas do futuro”, celebra Ploy Thongchua.
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