Aeroporto de R$ 1 bilhão tem menos de 10 passageiros diários. Estrutura grandiosa serve até para armazenar arroz. Um verdadeiro “elefante branco”!
O Você já ouviu falar de um aeroporto que mais parece uma cidade fantasma? Pois é, no Sri Lanka existe um gigante de R$ 1 bilhão que recebe menos de 10 passageiros por dia.
Mas como uma obra tão cara e ambiciosa se tornou quase inútil? A resposta está em um planejamento mal executado e em expectativas que nunca se concretizaram.
Localizado em Hambantota, a apenas quatro horas da capital Colombo, o Aeroporto Internacional Mattala Rajapaksa foi construído com a promessa de transformar a região em um polo turístico.
-
Gênio nos gramados, Neymar também brilha nos negócios com inauguração que reuniu 20 mil pessoas só na abertura
-
Cidade do interior de São Paulo, considerada por muitos como a mais bonita do Brasil, inspira roteiro turístico
-
Fim da engenharia no Brasil? Falta de interesse dos jovens e escassez de mão de obra expõem crise silenciosa no setor
-
Mercado Livre avança no Brasil: compra de farmácia em SP abre caminho para venda de medicamentos on-line
Inaugurado em 2013, o projeto fazia parte de um conjunto de iniciativas presidenciais que, no papel, eram grandiosas.
Segundo fontes locais, o então presidente Mahinda Rajapaksa acreditava que o aeroporto seria um atrativo para turistas asiáticos e ocidentais, mas a realidade acabou sendo bem diferente.
Um aeroporto fantasma
A estrutura multimilionária, que deveria movimentar milhares de turistas e gerar desenvolvimento, agora é conhecida como o “aeroporto mais solitário do mundo”.
Com uma média de apenas 10 passageiros diários, o Mattala Rajapaksa tem terminais de carga aérea e balcões de check-in praticamente desertos.
“O local mais silencioso do mundo,” como foi apelidado, simboliza uma das maiores falhas de planejamento do país.
Promessas não cumpridas
De acordo com analistas locais, o projeto foi financiado por empréstimos chineses e tinha como objetivo impulsionar o turismo e a economia local.
Porém, os turistas nunca vieram. Mahinda Rajapaksa, presidente na época, vislumbrava hotéis, cassinos e outras infraestruturas para transformar a região. Mas, sem a demanda prometida, o local ficou às moscas.
Para agravar ainda mais a situação, os altos custos de operação e manutenção do aeroporto têm sido um fardo para o governo.
Com pouca receita proveniente de voos, os terminais de carga foram alugados para armazenar arroz da região. Sim, um aeroporto de R$ 1 bilhão armazenando colheitas!
Além disso, o estacionamento, originalmente planejado para centenas de aviões, agora serve como garagem para aeronaves não utilizadas.
Um futuro incerto
O destino do Aeroporto Mattala Rajapaksa continua indefinido. Segundo algumas fontes, empresas indianas e russas demonstraram interesse em assumir a administração do local.
No entanto, os detalhes sobre essas possíveis negociações ainda não foram divulgados. Enquanto isso, os balcões de atendimento permanecem desertos, e os voos raros fazem o aeroporto parecer um monumento ao desperdício de dinheiro público.
Lições a serem aprendidas
O “elefante branco” de Hambantota levanta questões importantes sobre planejamento e gestão de projetos públicos.
É um lembrete de que nem todo investimento em infraestrutura resulta em desenvolvimento econômico, especialmente quando as expectativas não correspondem à realidade.
Esse caso também alerta sobre os riscos de depender de financiamentos externos para projetos ambiciosos, sem garantir o retorno esperado.
E você, leitor, o que acha do desperdício de recursos em obras como essa? Será que o Aeroporto Internacional Mattala Rajapaksa ainda pode ser salvo? Ou vai continuar sendo um exemplo de promessas vazias? Deixe sua opinião nos comentários!
Por que 10 pessoas não podem ter que viajar, enquano bilhões tem o direito a mobilidade. Mobilidade é privilégio? Indas e vindas é o grande motor do que se pode chamar civilização.
Com certeza essas informações serve para muitos de nós ficar em alerta à certas decisões em nossos projetos
e iniciativas,
sabendo que em tudo à riscos e nada devemos fazer por puro impulso , emoção ou ilusão