À medida que o governo continua a apoiar as fontes renováveis de energia, o setor de energia solar está destinado a se tornar uma força ainda mais significativa no panorama energético nacional, promovendo uma transição para um futuro mais verde e sustentável.
No cenário atual, onde o debate sobre a viabilidade e a eficácia das políticas de incentivo à energia solar ganha destaque, uma questão se destaca: seria mais benéfico para o mercado nacional incentivar a compra de equipamentos nacionais ou importá-los? Com a emergência de equipamentos nacionais de energia solar, o Brasil se encontra em um ponto de inflexão crucial, navegando entre as opções de fomentar a produção local ou depender de importações.
A energia solar no Brasil, mesmo diante de uma crise global desencadeada pela pandemia, registrou um impressionante crescimento de 45%, segundo a AB Solar. Este avanço não teria sido possível sem os incentivos ao setor, que têm sido fundamentais para tornar a energia solar uma opção cada vez mais atraente no país.
Desafios e oportunidades para a produção nacional
Apesar do crescimento, apenas 3% dos painéis solares instalados no Brasil são de fabricação nacional, com a China dominando a produção mundial. A falta de incentivos específicos para a indústria nacional tem sido um obstáculo, evidenciado pela isenção de impostos em 2021 para 109 equipamentos relacionados à energia solar, que, embora tenha beneficiado os consumidores, desafiou os fabricantes nacionais.
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Mudanças positivas no horizonte
Recentemente, o governo brasileiro começou a voltar sua atenção para os produtores nacionais, com a aprovação do decreto 11456, visando expandir o apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores para incluir o mercado de energia solar. Este decreto representa um marco, promovendo a redução a zero de alíquotas de diversos impostos sobre a matéria-prima para a fabricação de módulos fotovoltaicos, estimulando assim a produção interna e a inovação.
Esta iniciativa do governo não só promete melhorar a produção interna e gerar empregos, mas também incentiva fontes de energia renováveis, contribuindo para a redução dos custos de instalação fotovoltaica e fortalecendo a indústria nacional. Com a isenção de impostos sobre matérias-primas essenciais, a expectativa é de uma redução significativa nos custos dos equipamentos, tornando a energia solar ainda mais acessível e viável para os brasileiros.
A medida de isenção de impostos sobre a matéria-prima dos módulos fotovoltaicos é um passo promissor para fortalecer a indústria nacional de energia solar, fomentando um ambiente de crescimento sustentável e inovação. A decisão de priorizar a produção nacional não apenas beneficia o mercado interno, mas também posiciona o Brasil como um líder em energia solar sustentável na América Latina.