O projeto bilionário tornará a Bolívia a maior produtora de lítio do mundo
O governo da Bolívia, liderado por Luis Arce, finalmente escolheu o consórcio chinês liderado pela empresa Contemporary Amperex Technology (CATL), com a CMOC Group e Guangdong Bangpu Cycle Technology, também da China. A análise demorou cerca de um ano e a escolha foi feita entre ao menos 20 concorrentes, onde o vencedor saiu com a possibilidade de explorar lítio na Bolívia, que é o elemento
essencial para a produção das baterias de carros elétricos.
O acordo do consórcio liderado pela CATL foi feito com a estatal boliviana Yacimientos
de Litio Bolivianos (YLB), traduzida como Depósitos de Lítio Boliviano. A estatal lidera a
aprovação de um projeto que exigirá 1 bilhão de dólares e transformará a Bolívia
no maior produtor de lítio do mundo.
Para onde vai o bilhão investido na exploração de lítio?
O destino dos investimentos assegurados pelo contrato de US$ 1 bilhão é a construção de estradas, instalação de base e infra-estrutura e fornecimento de energia. Assim, a Bolívia poderá ter os depósitos de lítio conhecidos mais ricos do mundo, com 21 milhões de toneladas, e aproveitá-los.
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Em 2019, o governo da Bolívia revogou a parceria com a empresa alemã ACI Systems, e teve início a disputa pelo contrato de exploração de lítio. O projeto havia sido lançado há apenas um ano, e garante a exploração do Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, com a maior reserva de lítio do planeta.
Apesar de a Bolívia ter as maiores reservas de lítio do mundo, o país possui poucos meios locais para desenvolvê-las. A assinatura de contrato em La Paz, com o próprio presidente boliviano, Luis Arce, prevê o início da operação comercial e exportação de baterias de lítio no primeiro trimestre de 2025.
Gigante CATL da China também tem parceria no Brasil
A CATL, da China, e a companhia brasileira Moura, realizaram uma parceria em 2020. A empresa venceu uma disputa da qual participaram todas as grandes montadoras de veículos do mundo. A parceria permitirá a importação das células com as quais a Moura monta sua planta de Belo Jardim – conjunto elétrico que hoje já equipa, por exemplo, os caminhões elétricos da Volkswagen Caminhões, em Resende. A expectativa é que em breve a Moura possa montar no Brasil os conjuntos que recebe hoje da CATL.
