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É quase inacreditável, mas todo o ouro já extraído na história — 216.265 toneladas — caberia em um cubo de 22 metros de lado, do tamanho de um prédio de sete andares

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 04/08/2025 às 09:52
É quase inacreditável, mas todo o ouro já extraído na história da humanidade — cerca de 216.265 toneladas — caberia em um cubo de apenas 22 metros de lado, o equivalente à altura de um prédio de sete andares
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Todo o ouro já minerado no mundo cabe em um cubo de 22 metros. Entenda por que esse metal raro continua sendo símbolo de riqueza, segurança e poder global.

É difícil de acreditar, mas toda a quantidade de ouro já extraída pela humanidade em milhares de anos de história cabe dentro de um simples cubo com apenas 22 metros de lado — aproximadamente a altura de um prédio de sete andares. Pode parecer pouco para um elemento que moldou impérios, provocou guerras, sustenta economias e serve até hoje como reserva de valor para países e investidores. Mas essa é exatamente a natureza do ouro: extremamente escasso, precioso e simbólico.

Segundo estimativas amplamente aceitas, a quantidade de ouro já minerado ao longo da história totaliza 216.265 toneladas, uma cifra impressionante quando expressa em números absolutos, mas surpreendentemente modesta quando traduzida em volume físico.

Ouro: a escassez que sustenta seu valor por milênios

Diferente de outros recursos naturais, o ouro não pode ser sintetizado ou impresso. Ele é finito, exige exploração em profundidades cada vez maiores, e sua extração depende de processos complexos e caros. Essa escassez física é justamente o que garante seu valor estável ao longo do tempo, tornando-o um dos ativos mais confiáveis da história humana.

Se juntássemos todo o ouro do mundo, extraído desde as primeiras civilizações até hoje, ele caberia com folga dentro de um único prédio comercial. Ainda assim, o ouro movimenta trilhões de dólares no mercado global.

Montante considerado: apenas ouro minerado de forma oficial e legalizada

Vale destacar que os dados apresentados ao longo deste conteúdo se referem exclusivamente à quantidade de ouro extraída de forma legal e registrada por órgãos oficiais e entidades internacionais, como o World Gold Council. Estimativas relacionadas a mineração ilegal ou não declarada, que ainda ocorre em diversas regiões do mundo, especialmente em áreas de garimpo informal, não foram incluídas nos cálculos.

Portanto, embora o volume total citado — 216.265 toneladas — seja o mais aceito globalmente, ele pode não refletir com exatidão o montante real de ouro em circulação, considerando a existência de atividades não regulamentadas.

Mineração de ouro: 2/3 de todo o ouro foram extraídos após 1950

Embora o ouro seja conhecido e utilizado há mais de 6.000 anos, cerca de dois terços de todo o volume já minerado foi retirado do solo apenas nas últimas sete décadas. Esse salto produtivo foi impulsionado por:

  • Avanços tecnológicos na mineração e processamento de minérios,
  • Expansão do mercado financeiro global, que passou a usar o ouro como lastro e ativo de proteção,
  • Crescente demanda por ouro na indústria eletrônica, joalheria e investimento.

A corrida pelo ouro ganhou força principalmente após a Segunda Guerra Mundial, com o fortalecimento dos Estados Unidos como potência global e a padronização de reservas internacionais com base em metais preciosos.

Onde está o ouro do mundo? Distribuição por usos e localizações

De acordo com o World Gold Council, o ouro já extraído está distribuído em quatro grandes categorias:

  • Joalheria: cerca de 46% de todo o ouro está em forma de joias.
  • Reservas oficiais de governos e bancos centrais: 17%.
  • Investimentos (barras, moedas, ETFs): 21%.
  • Uso industrial e outros: 16%.
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Em termos geográficos, os países com as maiores reservas conhecidas e extrações acumuladas são África do Sul, China, Rússia, Austrália e Estados Unidos.

O Brasil também possui importantes reservas e jazidas auríferas, com destaque para regiões como Minas Gerais, Pará e Mato Grosso, que contribuem significativamente para o mercado global de ouro.

A mineração de ouro hoje: desafios e impactos

Apesar do valor econômico, a mineração de ouro enfrenta críticas e desafios cada vez maiores. A extração envolve alto impacto ambiental, consumo de grandes volumes de água e o uso de substâncias tóxicas como mercúrio e cianeto em garimpos ilegais, principalmente na Amazônia.

Empresas do setor têm investido em práticas sustentáveis e na rastreabilidade do ouro, especialmente com o crescimento da pressão de investidores internacionais por ESG (governança ambiental, social e corporativa).

Além disso, a mineração artesanal e ilegal continua sendo um problema crítico, alimentando crimes ambientais e conflitos sociais em regiões remotas.

Por que o ouro continua sendo uma reserva de valor?

O ouro tem características únicas que explicam por que continua sendo considerado um dos ativos mais seguros do mundo:

  • Não se degrada, não enferruja e pode ser facilmente moldado.
  • Alta liquidez: pode ser trocado por moedas em praticamente qualquer país.
  • Resistência a crises: em tempos de instabilidade financeira ou geopolítica, o ouro geralmente se valoriza.
  • Oferta limitada: como vimos, todo o estoque mundial cabe em um único cubo de 22 metros.
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Essas qualidades fazem com que bancos centrais, investidores e até países inteiros utilizem o ouro como proteção contra inflação, desvalorização cambial e colapsos econômicos.

Ouro é mais do que metal: é história, poder e permanência

O ouro não é apenas valioso por seu brilho ou raridade. Ele representa poder, estabilidade e herança cultural. Desde as coroas dos faraós do Egito até os sistemas monetários do século XX, o ouro sempre simbolizou riqueza e prestígio.

Sua escassez extrema — representada fisicamente nesse cubo de 22 metros — reforça sua condição única como ativo eterno. Não é à toa que mesmo em plena era digital, quando criptomoedas e ativos virtuais crescem, o ouro ainda ocupa um lugar especial no imaginário coletivo e nas estratégias econômicas de longo prazo.

Poucos dados são tão impressionantes quanto este: todo o ouro da humanidade caberia em um cubo de apenas 22 metros de lado. Um espaço pequeno, mas carregado de significado, história e valor.

Seja como joia, moeda, investimento ou símbolo de poder, o ouro continua sendo um dos pilares mais sólidos da economia global — e sua escassez é o que o torna eterno.

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Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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