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Crise nos Correios se agrava: estatal registra prejuízo de R$ 4,37 bilhões no semestre, superando em três vezes o resultado de 2024

Publicado em 29/08/2025 às 22:33
Correios, Crise, Prejuízo
Imagem: Divulgação / Correios
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Correios enfrentam crise histórica após prejuízo bilionário triplicar em um ano, pressionando liderança e aumentando riscos de reestruturação administrativa profunda

Os Correios registraram prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados por O Globo.

O número é três vezes maior do que o déficit de R$ 1,35 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. O resultado reforça o cenário de crise enfrentado pela estatal.

Gestão dos correios em xeque

A gravidade da situação levou o presidente da empresa, Fabiano Silva, a entregar uma carta de renúncia ao Palácio do Planalto no mês passado.

Apesar disso, Silva ainda permanece no cargo e aguarda uma definição sobre seu futuro. Portanto, o impasse na liderança expõe a dificuldade em encontrar uma saída política e administrativa para o problema.

Primeiro trimestre negativo

No primeiro trimestre, os Correios já haviam registrado um déficit de R$ 1,72 bilhão. Diante desse cenário, a direção cogitou pedir aporte de recursos ao governo federal.

Além disso, em 2024, a empresa fechou com prejuízo líquido de R$ 2,6 bilhões, valor quatro vezes maior que os R$ 597 milhões de 2023.

O déficit crescente é atribuído principalmente à queda nas receitas de encomendas internacionais. O setor foi fortemente impactado pela nova taxação sobre produtos importados, conhecida como “taxa das blusinhas”.

A concorrência de empresas privadas, sobretudo no transporte de mercadorias vindas da China, também ampliou as dificuldades.

Receitas e despesas

A receita da estatal caiu 0,89%, passando de R$ 21,67 bilhões para R$ 21,47 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas operacionais cresceram cerca de 8%, subindo de R$ 22,3 bilhões para R$ 24 bilhões.

Esse aumento foi impulsionado pela folha de pagamento, custos judiciais e gastos com a universalização do serviço postal.

Para enfrentar a crise, a direção estuda ampliar o plano de demissão voluntária (PDV), reduzir a jornada de trabalho e promover uma reestruturação administrativa abrangente.

Com informações de O Antagonista.

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Romário Pereira de Carvalho

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