Lucro da BYD sobe 14% no primeiro semestre de 2025, sustentado pela demanda global por veículos elétricos e avanço agressivo em mercados internacionais
O lucro da montadora chinesa BYD avançou 14% no primeiro semestre de 2025. A alta foi impulsionada pela forte demanda por veículos elétricos e pela expansão agressiva da companhia nos mercados internacionais.
O desempenho positivo no exterior compensou as dificuldades enfrentadas dentro da China, onde a guerra de preços segue pressionando as empresas do setor automotivo.
Resultados financeiros no semestre
O mais importante é que o lucro líquido atingiu 15,5 bilhões de yuans, o equivalente a US$ 2,2 bilhões ou R$ 11,9 bilhões.
-
5 motos usadas até R$ 15 mil que rodam mais de 35 km/l, têm manutenção barata e são as mais procuradas por quem roda todo dia
-
Últimos dias! Picapes e SUVs têm até R$ 59,7 mil de desconto, veja os carros com maiores descontos para CNPJ em agosto
-
Novo sedã elétrico no Brasil recarga de 10 a 80% em 21 minutos e tem teto solar fotocrômico que não precisa ser fechado; conheça o Audi A6 e-tron
-
Com preço de R$ 20 mil, a Shineray Urban 150 EFI 2025 oferece motor 150 cc, ABS de série, painel digital e consumo econômico de até 45 km/l
Já a receita subiu 23%, alcançando 371,3 bilhões de yuans, aproximadamente US$ 52 bilhões ou R$ 281,8 bilhões. Esses números foram divulgados pela empresa em comunicado oficial.
O crescimento de dois dígitos nos ganhos confirma o peso da estratégia internacional da montadora. A expansão para novos mercados deu fôlego à receita em um momento em que as margens no país de origem enfrentam forte pressão.
Pressão no mercado chinês
Apesar do balanço positivo, a companhia encara um segundo semestre mais difícil. Os descontos aplicados em maio colocaram a BYD no centro de um debate acalorado sobre o futuro do setor.
O governo de Pequim busca conter a guerra de preços porque teme que a disputa reduza o valor das marcas e provoque perdas até nas empresas mais sólidas.
Mesmo assim, as principais montadoras, incluindo a própria BYD, mantiveram ou aumentaram os descontos em julho.
Algumas apenas reduziram levemente os cortes, sem encerrar a prática. Portanto, a preocupação segue ativa dentro da indústria automobilística.
Expansão internacional como trunfo
Atualmente maior fabricante de veículos elétricos do mundo, a BYD vendeu 2,15 milhões de unidades no primeiro semestre.
O número representa alta de 33% em relação ao mesmo período de 2024. O volume, no entanto, ainda corresponde a menos da metade da meta anual de 5,5 milhões de carros.
Além disso, a empresa observou uma mudança importante no mercado interno. Os modelos 100% elétricos registraram crescimento firme, mas os híbridos plug-in recuaram em comparação ao ano anterior. Essa mudança reforçou a relevância das exportações.
A unidade da BYD na Tailândia desempenhou papel decisivo. De lá, a empresa enviou veículos para a Europa pela primeira vez, atendendo países como Reino Unido, Alemanha e Bélgica, segundo a agência Xinhua.
Olhar dos analistas
Apesar das dificuldades atuais, analistas projetam boas perspectivas para a companhia. O relatório do HSBC liderado por Yuqian Ding atribuiu a queda das vendas em julho à demanda doméstica mais fraca durante a baixa temporada de verão.
Outro ponto citado foi a decisão da empresa de priorizar a normalização dos estoques em seus canais de distribuição. Houve ainda uma disciplina mais rígida de preços, que reduziu o ímpeto das vendas no curto prazo.
Além disso, os analistas acreditam que tais medidas devem gerar resultados mais sólidos no futuro. A expectativa é que elas tragam benefícios sustentáveis para as margens de lucro, garantindo um crescimento mais estável e equilibrado nos próximos anos.
Desafios e perspectivas
Portanto, a BYD vive um cenário de contraste. De um lado, colhe resultados robustos com sua presença global. De outro, enfrenta o peso de uma concorrência cada vez mais acirrada no mercado chinês.
O mais importante é que a estratégia de internacionalização mostrou eficácia no semestre e pode seguir como peça-chave para manter a trajetória de expansão.
Para investidores e analistas, a atenção estará voltada para o equilíbrio entre descontos domésticos e lucros externos ao longo da segunda metade de 2025.
Com informações de O Globo.