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Como morar no Chile em 2027: salário mínimo de 553.553 pesos tem reajuste pela inflação marcado em lei para 1º de janeiro

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 02/11/2026 às 20:07
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Bandeira gigante do Chile, com a estrela branca sobre o azul e as faixas branca e vermelha, hasteada diante de prédios de escritórios em Santiago.
Bandeira do Chile hasteada no centro de Santiago, em foto do governo chileno. Foto: Secretaría General de Gobierno do Chile/Flickr (CC BY-SA 2.0)
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Para quem pensa em morar no Chile, o piso em vigor desde maio vale R$ 3.025,17 pela PTAX; o valor novo depende do IPC de maio a dezembro e sai em decreto até 15 de janeiro de 2027

Para quem pensa em morar no Chile, o piso salarial é um número de referência. O salário mínimo do Chile é de 553.553 pesos chilenos por mês desde 1º de maio de 2026. O valor está na Lei 21.830, publicada no Diário Oficial do Chile em 22 de junho de 2026.

A mesma lei já marcou a próxima correção: em 1º de janeiro de 2027, o piso sobe pela inflação. A regra vale para trabalhadores com mais de 18 e até 65 anos.

A conversão ajuda a medir o valor. Pela cotação oficial do Banco Central (PTAX de venda de 30 de outubro, R$ 0,005465 por peso), o piso fica em R$ 3.025,17 por mês.

Isso dá 1,87 vez o salário mínimo brasileiro de R$ 1.621. Em 12 meses, o piso soma 6.642.636 pesos chilenos, ou R$ 36.302,01.

Piso mensal da Lei 21.830Pesos chilenosReais (PTAX R$ 0,005465)Salários mínimos do Brasil
Trabalhador de 18 a 65 anos553.553R$ 3.025,171,87
Menor de 18 ou maior de 65 anos412.938R$ 2.256,711,39
Piso para fins não remuneratórios356.815R$ 1.949,991,20
Piso geral em 12 meses6.642.636R$ 36.302,01

Quanto será o salário mínimo do Chile em 1º de janeiro de 2027?

O número ainda não existe. A Lei 21.830 manda reajustar o piso pela variação acumulada do IPC, o índice de preços ao consumidor chileno.

Vista aérea de bairros de casas baixas e prédios cortados por uma avenida larga, com um parque arborizado no centro.
Vista aérea do Parque La Bandera e dos bairros ao redor, no Chile, em foto do governo chileno. Foto: Gobierno de Chile/Flickr (CC BY 2.0)

O índice é apurado e informado pelo INE, o instituto oficial de estatística do país. O período da conta vai de 1º de maio a 31 de dezembro de 2026.

A inflação de novembro e de dezembro ainda não foi medida. Por isso, o valor de 2027 depende de dados que o INE só vai divulgar depois do fim do ano.

O reajuste segue uma conta proporcional. Cada 1% de inflação acumulada no período soma cerca de 5.536 pesos chilenos ao piso, perto de R$ 30,25 pela PTAX.

O valor final sai em decreto. A lei dá ao Ministério da Fazenda chileno prazo até 15 de janeiro de 2027 para publicar o decreto supremo.

O texto também precisa da assinatura do ministro do Trabalho. Para quem planeja morar no Chile no começo de 2027, o piso de janeiro só fica conhecido com esse decreto.

O que acontece com os outros pisos e benefícios?

A Lei 21.830 também fixou, desde 1º de maio de 2026, 412.938 pesos chilenos para quem tem menos de 18 ou mais de 65 anos. Para fins não remuneratórios, o piso ficou em 356.815 pesos chilenos.

Pelo artigo 6 da Lei 21.830, esses dois valores sobem em 1º de janeiro de 2027 na mesma proporção do salário mínimo do Chile.

O mesmo vale para as faixas de renda da asignación familiar e maternal e do subsidio familiar. São benefícios chilenos que a lei também atualizou.

O que está previsto para julho de 2027?

Janeiro não fecha a conta do ano. A lei obriga o presidente da República a mandar ao Congresso, até junho de 2027, um projeto com novo reajuste a partir de 1º de julho.

O projeto deve ser preparado com sugestões do Consejo Superior Laboral. Na prática, o salário mínimo do Chile tem duas datas previstas em 2027.

A primeira é a correção automática pela inflação, em janeiro. A segunda é o projeto para julho, cujo valor vai depender do Congresso.

Como o brasileiro pede residência temporária no Chile?

Um dos caminhos oficiais para morar no Chile é a residência temporária. O salário mínimo do Chile não aparece entre os documentos pedidos para ela. A regra está na página do Servicio Nacional de Migraciones (SERMIG) sobre a subcategoria 15.

Essa residência temporária, por reciprocidade internacional, é dirigida a nacionais de Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. A base é o artigo 70 da Lei 21.325, a lei de migração chilena.

O pedido é feito só a partir do exterior, no Portal de Trámites Digitales do SERMIG. A página lista três documentos.

O primeiro é o passaporte, com validade de pelo menos um ano na data do pedido. O segundo é a certidão de antecedentes criminais do país de origem ou de onde a pessoa morou nos últimos 5 anos.

Essa certidão precisa ter no máximo 60 dias. O terceiro documento é uma foto colorida recente, com fundo branco.

Documento emitido fora do Chile precisa de apostila ou legalização. O que não estiver em espanhol ou inglês vai com tradução oficial.

A residência temporária dessa subcategoria vale por até 2 anos, pode ser prorrogada e permite atividades remuneradas.

Quais documentos dão direito a trabalho remunerado?

Para quem quer morar no Chile e trabalhar, o SERMIG mantém um canal oficial no YouTube, o Migraciones Chile. Num vídeo de novembro de 2024, com 3 minutos e 36 segundos, o serviço trata do tema.

Homem de terno apresenta num auditório uma tela com o texto Documentos que habilitan para trabajar, ao lado da bandeira do Chile, diante de uma plateia de costas.
Capacitação do serviço de migração chileno sobre os documentos que permitem trabalhar no país. Foto: Divulgação/Servicio Nacional de Migraciones (SERMIG)

O vídeo explica quais documentos permitem trabalhar no Chile com remuneração. A base é ter um permiso de residência ou de permanência.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Quanto custa e o que pode barrar o pedido?

A taxa da residência temporária varia conforme a nacionalidade, segundo a página de aranceles migratórios do SERMIG.

Quem faz o pedido do exterior tem 90 dias corridos para entrar no Chile depois de baixar o Estampado Electrónico, o selo eletrônico da residência. O prazo está na página geral da residência temporária.

O SERMIG pode rejeitar o pedido nos casos do artigo 88 da Lei 21.325. Entre eles estão não cumprir os requisitos da subcategoria e apresentar documento falso ou adulterado.

Quem pretende morar no Chile deve conferir requisitos, prazos e taxas no próprio SERMIG ou num consulado chileno antes do pedido. Nenhuma dessas etapas garante a residência: a decisão é do SERMIG.

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Bruno Teles

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