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Com R$123,5 milhões do Novo PAC, a megaobra no Rio de Janeiro terá 5 km de galerias para proteger 165 mil moradores das chuvas

Escrito por Carla Teles
Publicado em 28/08/2025 às 22:39
Com R$123,5 milhões do Novo PAC, a megaobra no Rio de Janeiro terá 5 km de galerias para proteger 165 mil moradores das chuvas
Uma obra de R$123,5 milhões em Realengo pode ser o fim das enchentes no Rio de Janeiro. Saiba como um “piscinão” de 21 milhões de litros mudará a vida na Zona Oeste.
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Com um reservatório de 21 milhões de litros e mais de 5 km de galerias, projeto de R$ 123,5 milhões busca solucionar um problema histórico na Zona Oeste.

Moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro convivem há décadas com o medo das chuvas. Casas inundadas, lama e prejuízos são uma realidade constante. Agora, uma obra de grande porte em Realengo surge como uma solução concreta para o problema das enchentes no Rio de Janeiro. A construção de um “piscinão” colossal e um sistema de drenagem integrado estão em andamento. A questão é: será esta a virada de jogo definitiva contra os alagamentos na região?

Uma nova esperança contra as águas: o que é o piscinão de Realengo?

Realengo, um dos bairros mais populosos da Zona Oeste, com 165.881 habitantes, está no centro de uma das maiores obras de drenagem do Brasil. O projeto, orçado em R$ 123,5 milhões, prevê a construção de um reservatório subterrâneo, conhecido como “piscinão”. Sua capacidade será de 21 milhões de litros de água.

Além do reservatório, a obra inclui a implantação de mais de 5 km de novas galerias pluviais. Uma rede de microdrenagem também será criada. O objetivo é integrar todo o sistema ao Rio Catarino, um dos principais cursos d’água da região, aliviando o sofrimento dos moradores.

Décadas de abandono: o histórico das enchentes na Zona Oeste

A luta de Realengo contra as enchentes é antiga. Existem relatos de casas invadidas pela água desde a década de 1970. A situação se tornou crítica a partir dos anos 2000. Em 2013, uma tromba d’água paralisou o bairro, transformando ruas em rios e causando perdas para inúmeras famílias.

No passado, apenas obras paliativas foram realizadas. A urbanização sem planejamento impermeabilizou o solo, enquanto o Rio Catarino se tornava um canal estreito e sobrecarregado. A pressão de movimentos comunitários foi fundamental para que o projeto atual saísse do papel.

Engenharia e planejamento: os detalhes da megaobra contra alagamentos

As frentes de trabalho foram iniciadas oficialmente em 19 de julho de 2025. A Prefeitura do Rio, através da Fundação Rio-Águas, executa o projeto com recursos do Novo PAC. O coração da obra é o imenso reservatório, considerado o maior já planejado para a área urbana do Rio, superando o da Praça da Bandeira.

O local escolhido é a Rua Bernardo de Vasconcelos, uma área crítica para alagamentos. Além da escavação para o piscinão, estão sendo implantados 5 km de galerias pluviais profundas. A obra também inclui novos bueiros e a readequação do leito do Rio Catarino. A gestão do trânsito é monitorada em tempo real pelo Centro de Operações Rio (COR) para minimizar impactos.

Um modelo para o Brasil? O diferencial do projeto de Realengo

Obras contra enchentes não são novidade. O piscinão da Praça da Bandeira, com 18 milhões de litros, já se mostrou eficaz. O diferencial de Realengo é a integração. O sistema foi pensado para funcionar em conjunto com rios e galerias.

Outro ponto importante é o envolvimento da população. Reuniões públicas e comunicação direta fazem parte do processo. Um programa de capacitação também foi iniciado, treinando trabalhadores locais em manutenção de bueiros e educação ambiental. Este modelo integrado, que une engenharia e comunidade, pode inspirar outras cidades.

O futuro pós-obra: impactos esperados e os próximos passos

O cronograma oficial prevê a conclusão da obra em 36 meses, até meados de 2028. Contudo, a prefeitura estima que a primeira fase já esteja operacional no verão de 2026, reduzindo as enchentes mais comuns.

Os benefícios esperados vão além do fim dos alagamentos: valorização de imóveis, a resiliência do comércio local e melhorias na saúde pública são aguardados. A obra pode se tornar um laboratório para o futuro da drenagem urbana no Brasil. Construir é o começo; preservar e manter será o verdadeiro desafio para transformar Realengo em uma referência no combate às enchentes no Rio de Janeiro. O verdadeiro teste virá com a próxima grande chuva.

E você, o que acha? Depois de tantas décadas de sofrimento, você acredita que essa megaobra será a solução definitiva para Realengo ou a próxima grande tempestade ainda trará medo aos moradores? Deixe sua opinião nos comentários!

Informações de Construction Time.

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Carla Teles

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