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Com R$ 1 bilhão na mesa, Coca-Cola vai construir no Brasil uma de suas maiores fábricas no mundo e essas são as cidades favoritas para receber o aporte colossal

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/08/2025 às 17:34
Coca-Cola planeja investir R$ 1 bilhão em nova fábrica no interior de SP, com Pindamonhangaba e Lorena como favoritas.
Coca-Cola planeja investir R$ 1 bilhão em nova fábrica no interior de SP, com Pindamonhangaba e Lorena como favoritas.
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Coca-Cola prepara investimento bilionário no interior de São Paulo e avalia cidades estratégicas para receber uma das maiores fábricas do mundo. A definição deve ocorrer até 2025, com início das obras previsto para 2026.

A Coca-Cola avalia instalar uma nova planta industrial no interior de São Paulo, com investimento estimado em R$ 1 bilhão.

A empresa trabalha para definir o município até o fim de 2025 e iniciar as obras em 2026, segundo declarações públicas de executivos.

De acordo com apurações regionais, Pindamonhangaba e Lorena aparecem hoje como as candidatas mais bem posicionadas para receber o projeto.

Disputa no interior paulista ganha contornos finais

A seleção de cidades passa por etapas técnicas e políticas.

Enquanto o cronograma aponta decisões ainda em 2025, conversas com administrações locais e proprietários de áreas avançam em paralelo.

Informações do noticiário regional indicam que Pindamonhangaba desponta por articulação política e disponibilidade de terrenos com perfil industrial, com tratativas consideradas adiantadas.

Lorena, por sua vez, ganha tração por sua logística no eixo da Dutra (BR-116) e pela proximidade de bases industriais e centros de distribuição, fatores que reduzem custos operacionais e ampliam o alcance comercial.

Outras cidades em movimento

Além das favoritas, outros municípios do interior paulista buscam se credenciar.

Itu, Sorocaba, Bragança Paulista, Jundiaí e Campinas vêm se movimentando para atrair investimentos de grande porte, embora, no momento, estejam fora do pelotão principal da disputa.

Em paralelo, Queluz entrou no radar após a oferta de uma área com características comparáveis às analisadas pela companhia em Porto Real (RJ), onde funcionou uma antiga unidade do sistema Coca-Cola.

Caçapava mantém conversas iniciais com representantes ligados ao projeto.

Jacareí estaria descartada por questões de localização, segundo relatos locais.

O que pesa na decisão

A escolha final depende de um conjunto de critérios.

Pesam de forma decisiva a logística e a distribuição, requisito diretamente influenciado por acessos rodoviários, distância a mercados consumidores e presença de operadores logísticos.

Também entram na conta características do terrenotamanho, regularização fundiária, topografia e prazo de implantação —, além da infraestrutura urbana e de utilidades: água, energia, esgoto, gás e telecomunicações.

Outro elemento sensível é a segurança regulatória e ambiental, que afeta tanto a velocidade do licenciamento quanto a previsibilidade de custos futuros.

Porte do projeto e impacto produtivo

O valor anunciado, R$ 1 bilhão, sinaliza escala elevada para a futura planta.

Internamente, segundo as informações, a Coca-cola considera que a unidade a ser instalada no estado deverá figurar entre as maiores do portfólio global, alinhada a padrões de eficiência, automação e sustentabilidade consolidados nas operações recentes do sistema.

Ainda que os detalhes de capacidade não tenham sido divulgados, a expectativa é que o desenho fabril contemple linhas de alta velocidade, centros de armazenagem integrados e soluções de reaproveitamento de água e energia, práticas que vêm ganhando espaço na indústria de bebidas.

Mercado brasileiro de bebidas não alcoólicas em 2023

O ambiente setorial ajuda a explicar o apetite por novos investimentos.

Em 2023, o Ministério da Agricultura registrou mais de 29 bilhões de litros de bebidas não alcoólicas produzidos no país, com o Sudeste na liderança em volume.

Os refrigerantes responderam por cerca de 23 bilhões de litros, o equivalente a aproximadamente 79% do total nacional.

Esse patamar consolida o Brasil como um dos principais mercados globais para a categoria e reforça a relevância de um hub industrial próximo aos grandes centros consumidores.

Por que Vale do Paraíba e entorno ganharam espaço

A região do Vale do Paraíba e áreas próximas reúnem fatores que, em conjunto, favorecem operações de grande porte.

A Rodovia Presidente Dutra conecta São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos maiores polos de consumo do país, e cruza municípios com mão de obra qualificada, parques industriais já estabelecidos e fornecedores de embalagens, insumos e serviços técnicos.

Além disso, a presença de bases de distribuição na região encurta prazos e amplia a confiabilidade logística, atributos críticos para cadeias de alto giro como a de bebidas.

Prazos e próximos passos

O calendário interno mapeado por interlocutores prevê definição do município até o final de 2025 e início das obras em 2026.

Até lá, a companhia deve aprofundar estudos de viabilidade, avançar em negociações fundiárias e dimensionar incentivos oferecidos por governos locais e estadual.

Em paralelo, a engenharia valida layout, infraestrutura e capacidade de expansão futura — fator relevante em projetos que buscam longevidade e escala.

A execução desse ciclo costuma depender de licenciamento ambiental, aprovações urbanísticas e contratos de utilidades, etapas que influenciam diretamente o cronograma.

O que está em aberto

Alguns pontos seguem sem anúncio oficial por parte da Coca-cola, como a cidade escolhida, a capacidade nominal da unidade e o mix de produtos a ser fabricado.

Também não há detalhamento público sobre incentivos eventualmente oferecidos pelos entes federativos.

Até a decisão final, permanece como referência o conjunto de critérios técnicos e logísticos que orienta a seleção e as apurações regionais que colocam Pindamonhangaba e Lorena na dianteira.

Efeitos esperados sobre emprego e cadeias locais

Embora números específicos não tenham sido divulgados, um investimento de R$ 1 bilhão tende a ativar cadeias de fornecedores de embalagens, ingredientes, manutenção industrial e serviços logísticos, além de gerar empregos diretos e indiretos ao longo da implantação e operação.

A seleção do sítio industrial pode redefinir fluxos de transporte regional e estimular novos projetos de infraestrutura, impacto comum em plantas com perfil de “hub” de distribuição.

A intensidade desses efeitos, contudo, dependerá da cidade vencedora, do desenho operacional e do calendário de ramp-up após a inauguração.

Por fim, diante desse cenário e dos critérios em jogo, qual município do interior paulista você considera mais preparado para receber um investimento desse porte e por quê?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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