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Com produção que chegará a 9,6 milhões de barris, a América do Sul, com o Brasil à frente, se torna o novo epicentro do petróleo mundial

Escrito por Carla Teles
Publicado em 30/08/2025 às 12:39
Com produção que chegará a 9,6 milhões de barris, a América do Sul, com o Brasil à frente, se torna o novo epicentro do petróleo mundial
Descubra por que a América do Sul é o novo epicentro do petróleo. Com o pré-sal, o Brasil lidera um crescimento explosivo que supera até o Oriente Médio.
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Impulsionado pelo pré-sal, o país comanda uma expansão produtiva que deve superar o ritmo de crescimento de regiões como o Oriente Médio e os Estados Unidos até 2030.

A produção de petróleo na América do Sul está em rápida ascensão. A região não apenas quebrou recordes históricos, mas previsões indicam que terá o crescimento mais rápido do mundo no setor. Este avanço é impulsionado principalmente por projetos no pré-sal brasileiro, na Guiana e na Argentina, colocando o continente em uma nova posição no cenário energético global.

O novo epicentro do crescimento petrolífero mundial

A América do Sul está se consolidando como a região de crescimento mais acelerado na produção de petróleo. Especialistas preveem um salto de 30% entre 2024 e 2030. Esse ritmo de expansão supera o do Oriente Médio e o dos Estados Unidos.

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), esse boom compensará a queda em campos mais antigos da região, que já atingiram seu pico. A consultoria Rystad estima que a produção sul-americana passará de 7,4 milhões de barris por dia para quase 9,6 milhões até o final da década.

Os três motores da expansão: Brasil, Guiana e Argentina

O crescimento regional é liderado por três países: Brasil, Guiana e Argentina. Eles são responsáveis por impulsionar os números, enquanto outras nações como Colômbia, Equador e Venezuela enfrentam uma perspectiva de redução na produção do combustível fóssil.

Aproximadamente metade de todo o crescimento projetado virá do subsolo marítimo. Flávio Menten, da Rystad, afirma que “a América do Sul é a maior região produtora em águas profundas marinhas a nível mundial”. Esta característica atrai grandes petrolíferas. Os projetos combinam alta produtividade com baixa intensidade de carbono, um diferencial competitivo importante.

Como o Brasil lidera com produção e investimentos recordes

O Brasil é o maior produtor de petróleo da região e o grande protagonista dessa expansão. O país bateu recorde de produção em junho, extraindo quase cinco milhões de barris diários de petróleo e gás natural, conforme dados da ANP.

O grande ímã de investimentos é o pré-sal. Essa formação geológica submarina, com suas grossas camadas de sal, abriga jazidas de petróleo e gás de alta produtividade. A Petrobras, estatal brasileira, está fazendo investimentos significativos para ampliar a capacidade produtiva em campos estratégicos.

Os grandes projetos que impulsionam o continente

Diversos projetos de grande escala sustentam essa projeção de crescimento.

  • No Brasil: Campos como Búzios, Mero, Sépia e Atapu estão entre os maiores do mundo em águas profundas.
  • Na Guiana: A produção no bloco Stabroek, operado por um consórcio liderado pela ExxonMobil, deve duplicar até 2030.
  • Na Argentina: A reserva de Vaca Muerta, focada em gás de xisto extraído por fraturamento hidráulico, pode elevar sua produção para um milhão de barris por dia. O desenvolvimento, contudo, depende de investimentos em infraestrutura, como um novo oleoduto previsto para 2026.

O paradoxo da transição energética e o futuro da produção

Este boom petrolífero ocorre em meio a debates sobre as mudanças climáticas. Cientistas e organizações ambientais criticam a expansão dos combustíveis fósseis e defendem mais investimentos em energias limpas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as receitas do petróleo são necessárias para financiar as energias verdes. Para ele, “é dessa riqueza que a gente vai ter dinheiro para construir a sonhada transição energética“.

Apesar das pressões, especialistas alertam para um risco de uma escassez de petróleo na economia global após 2030 se novos campos não entrarem em operação. Sem novas explorações, a dependência de países da OPEP, como a Arábia Saudita, poderia aumentar. Por isso, a indústria petrolífera continua a ver a América do Sul como uma fronteira atraente, onde os barris são relativamente mais baratos de produzir do que em outras partes do mundo.

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Carla Teles

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