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Cientistas desenvolvem reator movido a energia solar capaz de reciclar plástico e gás poluente

17/01/2023 às 17:08
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Cientistas desenvolvem reator movido a energia solar capaz de reciclar plástico e gás poluente
Foto: Universidade de Cambridge/Divulgação

Cientistas da Universidade de Cambridge desenvolvem reator que utiliza energia solar para reciclar CO₂ e resíduos plásticos. O novo reator solar possui capacidade de gerar 100 vezes mais que outros modelos, pois utiliza perovskita.

As produções feitas pelo homem que mais geram problemas ao meio ambiente são os gases de efeito estufa e os resíduos de plástico. Porém, cientistas desenvolveram um método capaz de reciclar ambos utilizando energia solar. Em um estudo divulgado recentemente na revista científica Nature Synthesis, pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, relatam que desenvolveram um reator solar que transforma estes materiais em variados produtos químicos úteis.

Reator que utiliza energia solar produz até 100 vezes mais que outros reatores

Cientistas já criaram máquinas que transformam materiais em combustíveis, óleos e outros produtos químicos. Entretanto, a nova pesquisa conseguiu desenvolver o primeiro reator que pode realizar a transformação do CO2 e dos resíduos plásticos simultaneamente.

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Os cientistas utilizam os materiais em compartimentos diferentes que, através de um catalisador de cobre-paládio, transformam estes materiais em algo mais útil. Para que o catalisador do reator solar fosse ativado, foi utilizada energia capturada pela luz solar, que transformou as garrafas de PET em ácido glicólico e o CO2 em monóxido de carbono, componentes altamente utilizados em diversas indústrias.

O reator que utiliza energia solar é bastante eficiente e possui capacidade para produzir até 100 vezes mais que outros reatores com base em energia solar. De acordo com um dos autores do estudo, Motiar Rahaman, geralmente a transformação de CO2 demanda muita energia. Entretanto, com o sistema desenvolvido pelos cientistas, basicamente é necessário apenas acender uma luz e o reator começa a converter todos os produtos nocivos em algo útil e sustentável. Antes deste sistema, não havia nada que o fizesse de forma tão eficiente.

Reator foi desenvolvido com células solares de perovskita

Subhajit Bhattacharjee, outro autor do estudo, afirma que o sistema é especial devido à sua versatilidade e capacidade de ajustes. Ele afirma que a ideia do projeto foi criar um dispositivo que possa ser utilizado, assim, no futuro, sendo possível trocar o catalisador para gerar outros produtos mais complexos.

Segundo Erwin Reisner, autor sênior do estudo e professor do departamento de química da Universidade de Cambridge, transformar resíduos em algo útil utilizando energia solar é uma das principais missões da pesquisa dos cientistas. Reisner complementa que a poluição plástica é um grande problema no mundo inteiro e, diversas vezes, vários plásticos que o ser humano joga na lixeira são incinerados ou acabam em aterros.

O reator foi produzido com células solares que utilizam a perovskita, que tem se mostrado uma das melhores alternativas para o segmento de energia solar.

Brasil inicia obras de usina que transforma lixo em energia elétrica

O Brasil está seguindo com destino à sustentabilidade e a prova disso é que, em setembro do último ano, São Paulo começou as obras da primeira usina que transforma resíduos em energia elétrica, com estimativa de inauguração no final do próximo ano.

O empreendimento, que levará o país a um nível mais próximo da sustentabilidade, será instalado na cidade de Palmital, a aproximadamente 400 km da capital, e integrará outros 13 municípios da região. Os resíduos serão coletados de 150 mil residências, resultando na geração de 144 MW por dia, o suficiente para suprir as necessidades energéticas de quase 30 mil casas por ano.

Sem dúvidas, a principal vantagem do empreendimento são a diminuição dos resíduos e uma conta de luz mais barata para os consumidores dos municípios. Segundo o Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (CIVAP), responsável pelo projeto, a construção do empreendimento evitará o descarte de quase 94 mil toneladas de resíduos por ano em aterros sanitários.

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