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Cientistas analisam pequenos “camarões” de rios no Reino Unido e fazem descoberta surpreendente ao encontrar cocaína em 100% das amostras, além de cetamina, medicamentos e pesticidas proibidos

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 29/07/2026 às 21:09 Atualizado em 29/07/2026 às 21:10
Pequeno crustáceo de água doce semelhante a um camarão, analisado em estudo que encontrou cocaína, cetamina e pesticidas em rios do Reino Unido.
Exemplar semelhante ao Gammarus pulex, espécie usada como indicador ambiental em pesquisa que detectou cocaína e outros contaminantes nos rios de Suffolk.
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Pesquisa realizada em cinco bacias hidrográficas de Suffolk revelou a presença de 56 contaminantes químicos acumulados em pequenos crustáceos de água doce e acendeu um alerta sobre a poluição invisível dos rios.

Uma descoberta ambiental chamou a atenção de pesquisadores ao revelar que todos os pequenos crustáceos analisados em rios do Reino Unido continham cocaína em seus organismos.

Além da droga ilícita, cetamina, medicamentos e pesticidas proibidos também foram identificados durante as análises laboratoriais, evidenciando um cenário de contaminação química disseminada nos ecossistemas aquáticos.

O estudo foi publicado em 1º de maio de 2019 na revista científica Environment International e desenvolvido por pesquisadores do King’s College London em parceria com a Universidade de Suffolk.

As coletas foram realizadas em 15 pontos distribuídos por cinco bacias hidrográficas da região de Suffolk, no leste da Inglaterra.

Investigação científica revelou contaminação em todos os organismos analisados

Os pesquisadores concentraram o trabalho no Gammarus pulex, um pequeno invertebrado de água doce frequentemente comparado a um camarão.

Esse organismo vive próximo ao leito dos rios e, por esse motivo, funciona como um importante indicador da qualidade ambiental.

Durante a pesquisa, equipes coletaram amostras de água e dos próprios crustáceos.

As análises laboratoriais utilizaram equipamentos capazes de identificar 107 compostos químicos diferentes.

Os resultados mostraram que 100% dos exemplares apresentavam cocaína acumulada no organismo.

A cetamina também apareceu em 76% das amostras, reforçando a presença de contaminantes químicos nos cursos d’água analisados.

Medicamentos, drogas ilícitas e pesticidas foram encontrados simultaneamente

A investigação avaliou substâncias divididas em três grupos principais.

Entre elas estavam medicamentos, como antidepressivos, analgésicos e antipsicóticos.

Os pesquisadores também investigaram pesticidas utilizados na agricultura.

As análises incluíram ainda drogas ilícitas, entre elas a cocaína.

Os resultados identificaram ainda o fenuron, pesticida proibido na União Europeia.

Segundo os autores, esse achado pode indicar que determinadas substâncias permanecem no ambiente durante longos períodos.

Outra hipótese apresentada pelo estudo considera a possibilidade de uso ilegal desses produtos.

Pesquisa encontrou 56 contaminantes acumulados nos pequenos crustáceos

As análises identificaram 56 compostos químicos diferentes acumulados no Gammarus pulex.

Esse resultado demonstra que os animais permanecem expostos simultaneamente a uma mistura complexa de contaminantes presentes na água.

Os pesquisadores observaram ainda que alguns medicamentos apresentaram maior potencial para provocar efeitos negativos na fauna aquática do que determinados pesticidas encontrados durante a investigação.

O estudo, entretanto, não concluiu que a cocaína tenha provocado danos específicos aos organismos analisados.

Novas pesquisas ainda serão necessárias para compreender os possíveis impactos individuais e combinados dessas substâncias sobre os animais aquáticos.

Contaminação química vai além dos resíduos visíveis nos rios

Os locais analisados estão situados em regiões predominantemente rurais de Suffolk.

Mesmo assim, medicamentos, drogas ilícitas e pesticidas foram encontrados nos organismos coletados.

Os pesquisadores destacam que a poluição dos rios não se limita aos resíduos visíveis.

Substâncias químicas presentes em baixas concentrações também acabam sendo absorvidas pelos organismos que vivem nesses ambientes.

Esse cenário evidencia uma contaminação invisível que pode passar despercebida sem análises laboratoriais específicas.

Cientistas propõem novo modelo para avaliar os riscos ambientais

Os autores defendem uma mudança na forma de avaliar a qualidade dos rios.

As avaliações ambientais costumam considerar principalmente a concentração de poluentes presente na água.

A pesquisa propõe incluir também a quantidade dessas substâncias acumuladas dentro dos organismos aquáticos.

Segundo os cientistas, essa metodologia pode indicar quando os animais atingem uma “pressão de efeito”, condição capaz de alterar o comportamento ou comprometer a saúde da fauna.

Os resultados foram divulgados pelo King’s College London, pela Universidade de Suffolk e repercutidos pela CNN Brasil.

Descoberta reforça preocupação com a poluição invisível dos ecossistemas

A identificação de cocaína, cetamina, medicamentos e pesticidas proibidos em pequenos crustáceos demonstra que a contaminação química dos rios pode ser mais ampla do que aparenta.

Os pesquisadores destacam que organismos considerados indicadores ambientais conseguem revelar a presença de substâncias que muitas vezes permanecem imperceptíveis apenas pela análise da água.

O estudo reforça a importância de ampliar os métodos de monitoramento ambiental para compreender com maior precisão os riscos enfrentados pela fauna aquática.

Você imaginava que pequenos crustáceos de rios poderiam acumular cocaína, medicamentos e pesticidas ao mesmo tempo? Deixe sua opinião nos comentários.

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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