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Centauro II, o destruidor de tanques puro-sangue de 120 mm está chegando ao Brasil para renovar o arsenal do Exército

16 de maio de 2024 às 01:31
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Centauro II, o destruidor de tanques puro-sangue de 120 mm está chegando ao Brasil para renovar o arsenal do Exército
Foto: Reprodução/Youtube

Novo blindado caça-tanques da Itália será comprado pelo exército brasileiro. O blindado Centauro II no Brasil deve ser entregue ainda este ano.

A primeira unidade do blindado Centauro II, de uma compra realizada pelo exército brasileiro no ano passado, está prestes a ser embarcada rumo ao Brasil. No total, foram encomendadas 98 unidades do blindado caça-tanques, que estão sendo montados na Itália. Neste ano de 2024, duas unidades serão entregues: a primeira deve embarcar nas próximas semanas, enquanto a segunda, atualmente em fase de testes na Itália, deverá ser entregue no segundo semestre.

Mais de 200 unidades do Centauro II podem chegar ainda este ano no Brasil

No total, a encomenda de blindado caça-tanques do exército poderá ser ampliada para até 221 unidades. Esta primeira unidade do blindado Centauro II no Brasil não conta com alguns sistemas, mas que, posteriormente, serão instalados.

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O Centauro II é um moderno blindado do tipo caça tanques com tração 8×8, estando equipado com uma torre Oto Melara de 120 MM. Sendo o primeiro veículo blindado caça-tanques com tração 8×8, esta nova versão, que é uma evolução do Centauro B1, foi totalmente redesenhada para resistir a dispositivos explosivos improvisados.

A carcaça do blindado Centauro II no Brasil é fabricada em aço balístico monocoque de alta resistência e com geometria diferenciada. O seu fundo em V e a eliminação de cavas na caixa de rodas e paralamas, ajuda na dissipação da energia de uma possível Mina Terrestre, que venha a ser detonada embaixo do veículo.

O blindado caça-tanques é equipado com um motor FPT Vector V8 Diesel de 720 cavalos de potência. Podendo atingir entre 40 e 80 km/h em terrenos de geografia acidentada, e até 110 km/h em estradas estruturadas, o blindado Centauro II no Brasil pesa 32 toneladas, tendo um alcance operacional de 800 km.

Agora, o Brasil se junta à Itália como operador do veículo, sendo que será o primeiro operador internacional do blindado caça-tanques Centauro II.

Saiba como surgiu o blindado caça-tanques

Durante a Guerra Fria, o Exército Italiano (EI) mantinha suas principais unidades de combate ao norte do país, como forma de contenção de uma eventual invasão de forças soviéticas a partir de países do leste Europeu. O aumento da movimentação de meios da Marinha Soviética na região do Mar Mediterrâneo, contudo, expôs uma grande fragilidade representada pela possibilidade de um desembarque anfíbio ao sul.

Em função disso, nos anos 1980, foram apresentados os requerimentos de um veículo que unisse o poder de fogo e a letalidade do carro de combate principal do EI, na época o Leopard 1, com uma mobilidade estratégica que permitisse o deslocamento rápido pela malha rodoviária e que pudesse dar o combate inicial a qualquer ameaça até a chegada das forças pesadas.

Após várias propostas e testes, em 1987, o Consórcio Iveco – OTO Melara (CIO) apresentou a versão definitiva do Centauro, um moderno blindado caça-tanques sobre rodas, com tração 8×8, com 24 toneladas. O nome de Centauro foi adotado pelo EI em 1989, num total de 400 unidades.

A primeira versão do blindado caça-tanques

A primeira versão era equipada com um motor de 520 HP e dotado de um canhão OTO Melara 105/52, de 105 mm.

O canhão do blindado Centauro podia disparar todos os tipos de munição no padrão OTAN, tanto as cinéticas, como as APFSDS-T (armor piercing, finstabilized, discarding sabot-tracer), quanto às químicas, como as HEAT e HESH, possuindo 14 cartuchos prontos para o uso e outros 26 no chassi.

O tubo era coberto por uma manga térmica, para evitar distorções, e por um extrator para evitar que a fumaça entrasse no compartimento de combate após o disparo, intoxicando a tripulação.

O armamento secundário consistia em três metralhadoras MG42, em calibre 7,62x51mm, uma coaxial ao canhão e as outras em suportes antiaéreos no teto, operados pelo comandante do veículo e pelo carregador.

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