Caso médico mostra que raios UVA atravessam o vidro lateral, atingem camadas profundas da pele e provocam fotoenvelhecimento desigual, mesmo sem queimaduras frequentes, após motorista passar décadas com o lado esquerdo do rosto próximo à janela, desenvolvendo rugas acentuadas, tecido espesso, comedões e alterações permanentes causadas pela exposição solar ocupacional.
Um caminhoneiro de entregas de 69 anos desenvolveu sinais severos de fotoenvelhecimento principalmente no lado esquerdo do rosto, mantido próximo à janela durante 28 anos de trabalho ao volante. A exposição repetida aos raios UVA foi associada a rugas profundas, espessamento da pele, cravos e pequenos nódulos.
As informações foram publicadas pelo Daily Galaxy em 22 de julho de 2026, ao revisitar um caso clínico documentado no New England Journal of Medicine. O contraste entre os lados do rosto mostrou como a radiação solar pode atravessar o vidro fechado e produzir alterações progressivas sem provocar queimaduras imediatas.
Um lado do rosto envelheceu de maneira muito mais intensa

As alterações concentravam-se no lado esquerdo, diretamente voltado para a janela do motorista. O lado direito, mais afastado do vidro durante as jornadas, apresentava sinais muito menos intensos, embora ambos tivessem a mesma idade biológica.
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A diferença não significava que metade do rosto tivesse envelhecido mais rápido por causas naturais. Ela refletia a quantidade desigual de radiação ultravioleta recebida durante milhares de horas de condução profissional.
Alterações progrediram lentamente durante décadas
O motorista relatava espessamento e enrugamento gradual havia aproximadamente 25 anos. As modificações não causavam sintomas importantes, mas se tornaram cada vez mais visíveis à medida que a exposição diária continuava.
Esse padrão ajuda a explicar por que os danos solares podem passar despercebidos. Não houve um único episódio responsável pelo quadro, mas o acúmulo de pequenas doses recebidas repetidamente durante anos de trabalho.
Raios UVA conseguem atravessar o vidro lateral

O vidro comum bloqueia grande parte da radiação UVB, mais relacionada à vermelhidão e às queimaduras solares. Essa proteção parcial pode criar a impressão de que uma pessoa está completamente segura quando dirige com as janelas fechadas.
Os raios UVA, porém, conseguem atravessar o vidro lateral e alcançar a pele. Como não costumam produzir a mesma sensação imediata de queimadura, a exposição pode continuar por longos períodos sem um alerta perceptível.
Radiação atingiu camadas de sustentação da pele
A radiação UVA pode penetrar na epiderme e alcançar regiões superiores da derme, camada que ajuda a sustentar a pele. Com o tempo, essa energia altera estruturas responsáveis pela firmeza, elasticidade e capacidade de recuperação do tecido.
As fibras elásticas danificadas deixam a pele mais áspera, espessa e menos flexível. Esse processo contribui para o aparecimento de sulcos profundos e para a diferença marcante observada entre os dois lados do rosto.
Exames identificaram alterações além das rugas
Os médicos observaram rugas pronunciadas, espessamento, comedões abertos e pequenos nódulos na área mais exposta. A análise do tecido também revelou alterações na derme e pequenos cistos ao redor de folículos pilosos finos.
Esses achados mostram que o dano não estava restrito à aparência externa. A exposição prolongada modificou estruturas microscópicas da pele, deixando sinais compatíveis com uma forma avançada de fotoenvelhecimento.
Diagnóstico indicou dermatoheliose unilateral
O quadro foi classificado como dermatoheliose unilateral, denominação usada para descrever danos solares crônicos concentrados em apenas um lado do corpo. A assimetria estava diretamente relacionada à posição ocupada pelo motorista durante o trabalho.
O caso também apresentava características da síndrome de Favre-Racouchot. Essa condição costuma reunir rugas profundas, pele amarelada e espessada, cravos e alterações nos folículos em áreas submetidas a intensa exposição solar.
Posição ao volante criou uma comparação incomum
Idade, genética, alimentação e a maioria dos fatores pessoais eram compartilhados pelos dois lados do rosto. A principal diferença era a proximidade constante da janela esquerda durante quase três décadas.
O próprio rosto funcionou como uma comparação visual dos efeitos da radiação. Enquanto uma metade recebeu mais raios UVA, a outra permaneceu relativamente protegida pela distância e pela estrutura interna do veículo.
Danos podem ocorrer sem queimaduras frequentes
Muitas pessoas associam prejuízo solar apenas a vermelhidão, ardência ou descamação. O caso demonstra que a ausência desses sintomas não significa que a pele esteja livre dos efeitos da radiação ultravioleta.
Os raios UVA podem produzir danos silenciosos e cumulativos. O motorista não precisava sofrer queimaduras repetidas para que as fibras da pele fossem alteradas lentamente ao longo dos anos.
Exposição ocupacional não acontece apenas ao ar livre
Caminhoneiros, entregadores, motoristas de aplicativo, taxistas e outros profissionais podem permanecer várias horas perto das janelas de veículos. Mesmo trabalhando dentro de uma cabine fechada, essas pessoas recebem radiação nas áreas descobertas.
Rosto, pescoço, mãos e braços estão entre as regiões mais expostas. O risco depende da duração, da intensidade da luz, do tipo de vidro e da proteção utilizada, não apenas de a pessoa trabalhar diretamente sob o céu aberto.
Danos ultravioletas vão além da aparência
O caso concentrou-se no envelhecimento visível, mas a radiação ultravioleta também pode afetar células abaixo da superfície. Os raios UVA contribuem para alterações celulares e danos ao DNA, enquanto os UVB estão fortemente associados a mutações relacionadas ao câncer de pele.
O laudo não identificou câncer no motorista. Ainda assim, os médicos recomendaram acompanhamento regular, considerando a extensão das alterações e o longo histórico de exposição ocupacional.
Proteção precisa abranger UVA e UVB

Protetores solares de amplo espectro são formulados para reduzir a exposição aos dois tipos de radiação. A aplicação precisa incluir áreas frequentemente esquecidas por quem dirige, como orelhas, pescoço, mãos e a lateral do rosto.
Roupas, chapéus, sombra e películas automotivas adequadas também podem ajudar, desde que respeitem as normas aplicáveis. Fechar a janela não elimina automaticamente a passagem dos raios UVA, ponto central evidenciado pelo caso clínico.
Tratamento pode melhorar parte das alterações
Os médicos recomendaram protetor solar e retinoides tópicos, substâncias derivadas da vitamina A utilizadas em determinados tratamentos dermatológicos. Esses produtos podem contribuir para melhorar alguns sinais de espessamento e fotoenvelhecimento.
A indicação, porém, deve ser feita por profissional habilitado. Alterações persistentes, feridas, manchas ou nódulos precisam de avaliação dermatológica, especialmente quando existe histórico prolongado de exposição solar.
Caso não significa que todo motorista terá o mesmo quadro
A imagem representa uma manifestação extrema e não permite afirmar que todas as pessoas que dirigem diariamente desenvolverão a mesma assimetria. Tempo de exposição, características da pele, trajeto, latitude e proteção adotada influenciam o resultado.
Ainda assim, o caso oferece uma demonstração clara do efeito cumulativo. Horas aparentemente inofensivas podem somar uma dose relevante de radiação quando se repetem durante anos ou décadas.
Rosto revelou um dano construído silenciosamente
O contraste observado no caminhoneiro transforma um processo invisível em uma evidência difícil de ignorar. Os sinais não surgiram repentinamente, mas foram construídos por uma rotina prolongada ao lado da janela.
A história mostra que a proteção solar também deve fazer parte da vida de quem trabalha dentro de veículos. Você já imaginava que os raios UVA poderiam atravessar o vidro fechado e causar uma diferença tão intensa entre os dois lados do rosto? Compartilhe sua percepção nos comentários.

Infância ao sol e ao vento numa época em que não se falava em câncer de pele e muito menos em protetor solar, hoje, com 84 anos de idade, convivo há 45 anos com pequenos tumores no rosto dos quais já extraí 22. Sem grandes consequências, sinto pelo motorista da reportagem.
Laurindo, é importante ressaltar como a exposição prolongada ao sol pode ter consequências sérias, como no caso do caminhoneiro. Protetor solar e acompanhamento dermatológico são essenciais para prevenir comorbidades na pele.
Uso película nos vidros…não tão escura. Acho q ela ajuda a proteger do sol TB
Suely, a película realmente pode ajudar a reduzir a exposição aos raios UVA, que frequentemente penetram pelos vidros. É uma boa prática, mas não substitui o uso de protetor solar, especialmente para quem passa muito tempo dirigindo.
Sempre usei filtro solar mesmo dirigindo o dia todo sou representante de vendas , estou 40anos trabalhando e não tenho quase rugas além de passar um hidratante após banho a noite.
Antônio, é ótimo saber que você cuida da pele! O caso do caminhoneiro destaca justamente a importância da proteção solar, mesmo em situações que parecem seguras.