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BYD Dolphin Mini acelera de 0 a 100 km/h em 7,7 s e tem autonomia de 270 km, mas jornalista dispara: ‘Esse é o problema de carros muito baratos’

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 09/08/2025 às 15:14
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Avaliação recente do BYD Dolphin Mini destaca desempenho e eficiência energética, mas aponta falhas no acabamento, tecnologia e dirigibilidade que colocam em dúvida o real custo-benefício do compacto elétrico.

O BYD Dolphin Mini, conhecido em alguns mercados como Seagull e vendido no Reino Unido sob o nome Dolphin Surf, tem se destacado pelo preço competitivo e pela proposta de ser uma opção de entrada no segmento de veículos elétricos.

No entanto, uma recente avaliação feita por um jornalista especializado do canal britânico Carwow trouxe uma série de observações críticas sobre o modelo, apontando limitações que, segundo ele, comprometem a experiência geral de uso.

De acordo com o repórter, o hatch elétrico se apresenta como o segundo carro a bateria mais barato disponível na Europa, ficando atrás apenas do Dacia Spring.

Apesar disso, o profissional destacou que o custo reduzido vem acompanhado de concessões que afetam desde o acabamento até a tecnologia embarcada.

Design externo causa controvérsia

BYD Dolphin Mini atinge 270 km de autonomia e 0 a 100 km/h em 7,7 s, mas recebe críticas sobre acabamento e custo-benefício.
BYD Dolphin Mini atinge 270 km de autonomia e 0 a 100 km/h em 7,7 s, mas recebe críticas sobre acabamento e custo-benefício.

O design externo foi um dos primeiros pontos questionados.

Segundo o jornalista, a aparência do Dolphin Mini remete a modelos compactos mais antigos, como o Chevrolet Spark ou o Chevrolet Bolt, resultando em um visual que ele classificou como “um tanto esquisito”.

Ainda que o estilo seja subjetivo, a comparação ressalta que a estética pode não agradar a todos os consumidores.

Interior recebe críticas sobre acabamento e usabilidade

No interior, as críticas se intensificaram.

O avaliador destacou o uso predominante de plásticos rígidos, a central multimídia com interface considerada confusa e o painel de instrumentos com fontes pequenas, o que dificulta a leitura das informações durante a condução.

Além disso, a climatização foi outro ponto de insatisfação: os controles de ar-condicionado são posicionados de forma pouco prática, e várias funções só podem ser ajustadas pela tela sensível ao toque, o que pode distrair o motorista.

Pontos positivos: espaço interno e eficiência energética

Apesar dessas ressalvas, houve espaço para elogios.

O jornalista reconheceu que os bancos são confortáveis e que o espaço interno é satisfatório, especialmente na parte traseira, onde há boa acomodação para pernas e cabeça.

Outro destaque positivo foi o consumo energético: em testes, o Dolphin Mini atingiu média de 4 milhas por kWh, superando concorrentes diretos como MG4, Hyundai Inster e Citroën e-C3.

BYD Dolphin Mini atinge 270 km de autonomia e 0 a 100 km/h em 7,7 s, mas recebe críticas sobre acabamento e custo-benefício.
BYD Dolphin Mini atinge 270 km de autonomia e 0 a 100 km/h em 7,7 s, mas recebe críticas sobre acabamento e custo-benefício.

Com essa eficiência, a autonomia real registrada foi de cerca de 270 km, número considerado adequado para deslocamentos urbanos.

No quesito desempenho, o compacto surpreendeu ao acelerar de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos, resultado até melhor que o informado pela própria fabricante.

Problemas de dirigibilidade e sistemas de assistência

Ainda assim, a experiência de direção não convenceu o avaliador.

Entre os problemas citados, está a ausência de controle manual sobre o nível de regeneração de energia — recurso que aproveita a desaceleração para recarregar a bateria.

Os freios também receberam críticas pela resposta inconsistente, e o sistema de assistência ao motorista foi considerado excessivamente sensível, emitindo alertas mesmo quando não havia risco iminente.

Outro ponto mencionado foi a ventilação, que, segundo o jornalista, não garante uma distribuição de ar eficiente pelo habitáculo.

Essa limitação, combinada com a necessidade de recorrer constantemente à tela central para ajustes, foi vista como um fator que prejudica a usabilidade no dia a dia.

Comparação com rivais e custo-benefício

O profissional comparou o Dolphin Mini com rivais que chegam ao mercado europeu em faixas de preço próximas, como o Renault 5, o próprio MG4 e o Hyundai Inster.

Para ele, embora o modelo da BYD se destaque pelo preço inicial, quando analisados fatores como acabamento, tecnologia e conforto, o custo-benefício deixa de ser tão competitivo.

BYD Dolphin Mini atinge 270 km de autonomia e 0 a 100 km/h em 7,7 s, mas recebe críticas sobre acabamento e custo-benefício.
BYD Dolphin Mini atinge 270 km de autonomia e 0 a 100 km/h em 7,7 s, mas recebe críticas sobre acabamento e custo-benefício.

Expansão da BYD e desafios dos elétricos acessíveis

O mercado de elétricos acessíveis vem crescendo rapidamente, impulsionado por fabricantes chinesas que buscam ampliar participação global.

No entanto, como apontado pelo avaliador, o desafio está em equilibrar o preço reduzido com um pacote de atributos capaz de competir com marcas já consolidadas e novos lançamentos que apostam em design mais sofisticado e recursos tecnológicos avançados.

A BYD, atualmente uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo, vem ampliando sua presença na Europa e na América Latina.

No Brasil, a empresa já comercializa outros modelos elétricos e híbridos, e o Dolphin Mini deve reforçar sua linha como alternativa urbana.

Apesar das críticas, a estratégia da marca segue apostando em oferecer opções com preços mais acessíveis para acelerar a adoção de carros a bateria.

O caso do Dolphin Mini levanta um questionamento importante no setor: até que ponto o preço baixo compensa eventuais limitações em acabamento, conforto e tecnologia?

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Eduardo Luiz Dutra
Eduardo Luiz Dutra
12/08/2025 07:25

Estão procurando defeito no carro, nada haver essa matéria …

João da Silva
João da Silva
11/08/2025 20:21

A pergunta é quantos anos a bateria do carro elétrico dura?

Construtora
Construtora
Em resposta a  João da Silva
12/08/2025 11:35

8 anos com garantia total da bateria e produção nacional a partir de 2026 em Manaus

Jr Lima
Jr Lima
Em resposta a  Construtora
13/08/2025 16:44

Querem matar o carro elétrico pela 4 vez , a indústria ( Montadoras Nacionais) são desonestas , tanto com consumidores e também com a concorrência. Elétricos que entregam tudo camb. Aut, contrl estab. Freios 4 rodas pelo preço dos carros de entrada.

Cleiverson
Cleiverson
Em resposta a  João da Silva
13/08/2025 15:49

Tem garantia de 6 anos do carro .E 8 anos na bateria

Jr Lima
Jr Lima
Em resposta a  Cleiverson
13/08/2025 16:45

Em 8 anos fazendo uma conta básica , já lucrou 3 carros nacionais. Kkkkkk

Alan
Alan
11/08/2025 20:15

Hahahaha esse é o problema de carro elétrico? Sério!? Hahahahah as 98% das pessoas no país andam menos de 50km por dia ….mas , um carro ter 270km é um problema hhaaahahhaa.

Jr Lima
Jr Lima
Em resposta a  Alan
13/08/2025 16:47

Né isso! Estão pagando bem para falar mau dos elétricos. 8 anos carro 110 mil já se pagou custo x benefícios.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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