Com 45,54 milhões de toneladas, o Brasil se destaca como o maior produtor de açúcar do mundo no ciclo 2023/24, representando 25% de toda a produção global da commodity.
O agronegócio global de açúcar apresentou crescimento consistente nos últimos anos. No ciclo 2023/24, a produção total alcançou 183,5 milhões de toneladas, com aumento de 3% entre 2014 e 2023. O Brasil, mais uma vez, assumiu o protagonismo nesse mercado e segue como o maior produtor de açúcar do mundo.
O país produziu 45,54 milhões de toneladas de açúcar na safra mais recente. Isso representa um crescimento de 20% em relação ao volume de 2022, quando foram registradas 38 milhões de toneladas.
A participação brasileira no mercado mundial chegou a 25%, consolidando sua força como potência no setor sucroalcooleiro.
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Etanol e açúcar disputam espaço na cana brasileira
A produção canavieira no Brasil é versátil. Boa parte da matéria-prima é destinada à fabricação de açúcar, mas há uma concorrência natural com o etanol.
A escolha entre uma ou outra opção depende da atratividade comercial do momento.
Enquanto o açúcar disputa o protagonismo com o biocombustível, nos Estados Unidos o cenário é outro.
Lá, o etanol é majoritariamente produzido a partir do milho, demonstrando as diferenças estratégicas entre os principais players do setor.
Índia se mantém como segundo maior produtor de açúcar do planeta
Logo após o Brasil, a Índia aparece como o segundo maior produtor mundial, com 34 milhões de toneladas em 2023.
No entanto, o país asiático sofreu uma retração na produção, com queda de 8% em comparação aos 37 milhões de toneladas registradas em 2022.
Mesmo com esse recuo, o crescimento da produção indiana foi de 11% ao longo da última década. Atualmente, o país detém 19% de participação no volume global de açúcar.
União Europeia e China ocupam posições de destaque no ranking global
A União Europeia ocupa o terceiro lugar na produção mundial de açúcar, com 14,99 milhões de toneladas.
Entre 2022 e 2023, os países do bloco europeu aumentaram a produção em 7%. No entanto, o desempenho de longo prazo foi negativo: queda de 19% desde 2014, com share atual de 8%.
A China, quarta colocada no ranking, produziu 9,9 milhões de toneladas em 2023. Esse número representa um leve aumento de 1% em relação ao ano anterior.
Contudo, o país apresentou retração de 10% na comparação com 2014, sendo responsável hoje por 5% do total mundial.
Tailândia, Estados Unidos e Paquistão completam os primeiros lugares do ranking
A Tailândia ficou em quinto lugar, com produção de 8,8 milhões de toneladas no ciclo atual.
A nação asiática responde por 5% do açúcar global, embora tenha enfrentado uma queda de 19% nos últimos dez anos.
Logo em seguida vêm os Estados Unidos, com 8,28 milhões de toneladas. O país também representa 5% da produção global, mantendo estabilidade nos últimos ciclos.
O Paquistão ocupa a sétima posição, com 6,66 milhões de toneladas e share de 4%. Em oitavo, aparece a Rússia, com 6,6 milhões de toneladas e os mesmos 4% de participação.
México e Austrália completam a lista dos dez maiores produtores mundiais de açúcar
O México figura como o nono maior produtor de açúcar, com 4,93 milhões de toneladas.
Já a Austrália fecha o top 10 com 4,1 milhões de toneladas. Esses países respondem, respectivamente, por 3% e 2% da produção mundial.
Juntos, os dez maiores produtores de açúcar do planeta concentram 44% de todo o volume fabricado globalmente.
O protagonismo brasileiro se destaca nesse cenário, demonstrando a força do país no agronegócio e sua importância estratégica no fornecimento da commodity para o mundo.