Asteroide de 67 metros, maior que a Torre de Pisa, passará a 633 mil km da Terra em 28 de julho. Nasa acompanha a trajetória e garante: não há risco de impacto.
Um asteroide com cerca de 67 metros de diâmetro, maior que a famosa Torre de Pisa (que mede 55,86 metros de altura), está prestes a passar relativamente perto da Terra. Batizado de 2025 OW, o corpo celeste foi detectado pela sonda Pan-STARRS 2 em 21 de julho e, segundo cálculos da Nasa, fará sua aproximação máxima na segunda-feira, 28 de julho, a uma distância de 633 mil quilômetros do nosso planeta — pouco menos do dobro da distância entre a Terra e a Lua.
Apesar do alerta emitido pela Nasa, a agência norte-americana tranquiliza: o asteroide não oferece risco de colisão com a Terra. Ele se desloca a uma velocidade impressionante de 20,97 km/s (cerca de 75 mil km/h) e, embora esteja na categoria de “objeto próximo à Terra” (NEO, na sigla em inglês), não é considerado “potencialmente perigoso”, já que tem menos da metade do tamanho mínimo (140 metros) para ser classificado dessa forma.
Asteroide maior que a Torre de Pisa: comparação ajuda a dimensionar o fenômeno
Para facilitar a compreensão do público, astrônomos têm usado a Torre de Pisa como referência: o asteroide mede quase 11 metros a mais do que o famoso ponto turístico italiano. Essa comparação deixa mais claro o porte do 2025 OW, que, apesar de ser um “pequeno gigante” cósmico, está bem abaixo do tamanho de asteroides que poderiam causar grandes danos em caso de impacto.
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Ainda assim, o evento é importante porque ilustra o monitoramento contínuo feito por agências espaciais como a Nasa, que rastreiam milhares de objetos que circulam pelo Sistema Solar e podem se aproximar do nosso planeta.
Asteroide perto da Terra: por que a Nasa acompanha esses objetos?
A Nasa mantém um programa robusto de observação de asteroides e cometas conhecidos como NEOs. A agência considera um asteroide “potencialmente perigoso” quando ele se aproxima a menos de 7,5 milhões de quilômetros da Terra e possui mais de 140 metros de diâmetro.
Mesmo não sendo enquadrado nessa categoria, o 2025 OW merece atenção por sua órbita e por cruzar a vizinhança da Terra com uma frequência considerável. Ele já havia passado pelo nosso planeta em 28 de julho de 2024, mas a uma distância maior — cerca de 1,9 milhão de quilômetros.
A detecção precoce do 2025 OW, dias antes da aproximação, mostra que os sistemas de alerta e monitoramento estão funcionando, permitindo que cientistas calculem rotas e tranquilizem a população quanto a possíveis riscos.
Nasa alerta asteroide: a importância de esclarecer os conceitos
Quando a Nasa anuncia a aproximação de um asteroide, é comum que surjam dúvidas e até alarmes infundados. Por isso, especialistas fazem questão de esclarecer: a expressão “asteroide potencialmente perigoso” não significa que haverá impacto, e sim que o corpo celeste entra em um raio de vigilância especial.
No caso do 2025 OW, ele não atinge os critérios de tamanho para ser considerado perigoso, embora a distância da aproximação seja curta em termos astronômicos. Ou seja, trata-se de um evento notável para a ciência, mas sem ameaça concreta ao planeta.
O espaço em 2025: ano movimentado para observação de asteroides
O 2025 OW é apenas um dos vários asteroides monitorados neste ano. Desde a passagem do asteroide MK em 29 de junho de 2024, nenhum outro objeto havia chegado tão perto da Terra — naquela ocasião, o MK passou a apenas 299 mil quilômetros do nosso planeta, menos do que a distância entre a Terra e a Lua.
Esses eventos mostram como a aproximação de asteroides, mesmo pequenos, é frequente e serve como lembrete para o investimento em tecnologia de monitoramento e, no futuro, possíveis sistemas de defesa planetária.
Asteroides: vestígios do início do Sistema Solar
Corpos como o 2025 OW são verdadeiras cápsulas do tempo. Eles são fragmentos remanescentes da formação do Sistema Solar há bilhões de anos, compostos por rocha, metal e outros materiais primitivos. O estudo desses objetos pode fornecer pistas sobre a origem dos planetas e até sobre como a água e compostos orgânicos chegaram à Terra.
Cada aproximação de um asteroide, portanto, é uma oportunidade científica valiosa: telescópios e sondas podem coletar dados sobre composição, rotação, brilho e até possíveis satélites naturais desses corpos.
O que esperar da passagem de 28 de julho?
O asteroide 2025 OW passará “silenciosamente” pela Terra, sem ser visível a olho nu, mas será observado por telescópios ao redor do mundo. A Nasa manterá atualizações sobre sua trajetória, que já foi calculada com alto grau de precisão, confirmando que não há risco de impacto.
Ainda assim, a proximidade serve como um lembrete de que o espaço está cheio de objetos que cruzam a órbita terrestre e que o investimento em ciência e tecnologia é fundamental para entender e, se necessário, se proteger de ameaças futuras.
O asteroide maior que a Torre de Pisa que passará pela Terra a 633 mil quilômetros é um lembrete da grandiosidade e da imprevisibilidade do espaço, mas também da capacidade humana de vigilância e previsão.
A Nasa reforça que não há motivo para preocupação, mas sim para admiração pelo fato de que podemos rastrear, estudar e compreender fenômenos cósmicos como esse com cada vez mais precisão.