Descoberta em Vulci, na Itália, revelou três câmaras funerárias com armas, peças de um carro e objetos de banquete. Os achados indicam um sepultamento de alto status, mas os ocupantes ainda não foram identificados.
Arqueólogos identificaram uma tumba etrusca em Vulci, na Itália, durante escavações realizadas em 2026. O monumento, datado do fim do século VII a.C., guarda três câmaras funerárias e objetos que ajudam a investigar a elite da antiga cidade.
Objetos sobreviveram a invasões da tumba
A descoberta ocorreu na necrópole da Polledrara, território da antiga Vulci. Segundo a Live Science, a escavação encontrou armas, ornamentos, componentes de um carro e utensílios usados em banquetes, apesar das tentativas de saque ao longo do tempo.
A Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem responsável pela região informou, em 22 de setembro, que as três câmaras da chamada Tumba da Câmara de Pedra foram integralmente exploradas nesta campanha. Parte dos materiais permaneceu protegida sob o desabamento dos tetos e de outras estruturas.
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Entre os achados estão cerâmicas gregas e locais, lâminas de ouro e bronze, peças trabalhadas em osso e marfim e objetos de vestuário. O órgão italiano destaca uma rara peça de calçado feminino; seu comunicado descreve uma peça, e não um par.
Serviço de banquete permaneceu nas câmaras laterais
Nas câmaras laterais, os pesquisadores encontraram um tripé de bronze associado a uma lamparina de alabastro. A possível origem da lamparina na região de Náucratis ou de Rodes ainda é apresentada pela Superintendência como uma hipótese.
Também foi recuperado um conjunto de recipientes de uma rara produção local conhecida como Polledrara Ware. Alguns estavam em suas posições originais. Havia ainda uma peça usada na preparação do vinho e uma grande taça policromada de estilo jônico.
A variedade dos objetos sustenta a avaliação de que se trata de um sepultamento de alto status. À revista Etruscan Times, o arqueólogo Christian Mazet, um dos diretores do projeto, classificou a tumba como pertencente ao mais alto escalão da sociedade de Vulci. Os responsáveis pelo comunicado oficial não identificaram seus ocupantes. Etruscan Times
Busca iniciada no século XIX levou à tumba etrusca em Vulci
O achado retoma uma investigação iniciada em 1889. Naquele ano, uma equipe francesa identificou o recinto circular do chamado Túmulo Gsell, mas não escavou completamente o complexo nem localizou a grande tumba em seu interior.
A campanha de 2026, conduzida pelo projeto internacional Ritorno a Vulci, voltou à área e encontrou a câmara funerária monumental. Nas estruturas internas, os arqueólogos identificaram paredes feitas com blocos de pedra em um terreno associado ao antigo curso do rio Fiora.
Ainda não há uma medida definitiva para o túmulo. Cálculos iniciais citados pela Etruscan Times indicam que ele pode ter dimensões comparáveis às da Cuccumella, outro grande monumento funerário de Vulci. A hipótese depende da conclusão do levantamento de seu perímetro.
Nova campanha está prevista para 2027
Para a Superintendência, a tumba oferece a oportunidade de comparar os rituais funerários e os objetos da elite de Vulci com os da Tumba de Ísis, descoberta em uma área próxima no século XIX. Essas relações ainda serão estudadas.
Após a campanha, a tumba e o recinto do túmulo foram novamente cobertos para conservação. Uma nova etapa de escavações está prevista para 2027, seguida pelo estudo e pela publicação dos resultados.
