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Após escândalos e afastamento, acordo de US$ 2,7 bilhões encerra disputa da Eldorado e reforça expansão dos irmãos Batista em mais de 20 países

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 09/08/2025 às 20:03
Retorno dos irmãos Batista ao centro do poder empresarial reacende debate sobre influência política e histórico de financiamentos do BNDES
Retorno dos irmãos Batista ao centro do poder empresarial reacende debate sobre influência política e histórico de financiamentos do BNDES (Imagem: Invest News)
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Após escândalos e anos de afastamento, os irmãos Batista reassumem o comando da J&F, expandem negócios bilionários e voltam ao centro do poder empresarial.

Os irmãos Batista estão novamente no controle da J&F Investimentos, holding que lidera empresas como a JBS, Banco Original, PicPay e Ambar Energia. Depois de protagonizarem um dos maiores escândalos políticos e econômicos da década passada, Joesley e Wesley retomaram cargos estratégicos e voltaram a se expor publicamente, impulsionando negócios e ampliando sua influência.

A volta dos irmãos Batista marca uma reviravolta que une estratégia empresarial, expansão internacional e disputas bilionárias resolvidas, reposicionando a família no topo do cenário corporativo brasileiro. Entre os marcos, estão a listagem da JBS na Bolsa de Nova York e o acordo de US$ 2,7 bilhões que encerrou a disputa pela Eldorado Brasil.

O retorno estratégico dos irmãos Batista ao comando

Em 2024, os irmãos Batista voltaram a ocupar cadeiras no Conselho de Administração da JBS e reassumiram protagonismo na gestão da holding. Ao mesmo tempo, passaram a marcar presença em eventos de alto nível, conceder entrevistas e manter perfis ativos nas redes sociais.

Joesley, mais ativo, usa LinkedIn e Instagram para mostrar bastidores e negócios. Wesley, mais discreto, atua no LinkedIn. Essa postura é oposta ao silêncio adotado após o “Joesley Day”, em 2017, quando delações envolvendo o então presidente Michel Temer geraram colapso no mercado financeiro.

Movimentos bilionários e expansão internacional

A listagem da JBS na Bolsa de Nova York, planejada pelos irmãos Batista desde 2009, ampliou o acesso a crédito internacional e fortaleceu seu controle acionário. A empresa, dona de marcas como Seara, Swift e Friboi, agora aposta mais em produtos processados e de marca, reduzindo a dependência de commodities.

Outro passo decisivo foi o encerramento da disputa pela Eldorado Brasil. Com um acordo de US$ 2,7 bilhões, os irmãos puseram fim a um litígio iniciado em 2018 contra a Paper Excellence, envolvendo quebra de contrato, espionagem corporativa e disputa por terras.

Diversificação além da carne

Nos últimos anos, a J&F dos irmãos Batista entrou em novos setores estratégicos. Em 2022, criou a LHG Mining ao comprar minas de minério de ferro e manganês da Vale. O negócio recebeu R$ 3,7 bilhões do BNDES para modernizar sua logística fluvial, incluindo balsas e empurradores.

No setor de energia, a Ambar Energia comprou usinas termelétricas da Eletrobras e hidrelétricas da Cemig. Em óleo e gás, a aquisição da Fluxos expandiu operações na Argentina e Bolívia. Essas movimentações consolidam um portfólio que hoje inclui oito empresas e presença em mais de 20 países.

A nova geração já se posiciona

O provável futuro comandante global da JBS é Wesley Batista Filho, atual CEO da operação norte-americana. Com 33 anos, ele é visto como peça-chave para manter a JBS competitiva e globalizada.

Henrique Batista, no setor de pescados, e José Antônio Batista Costa, no conselho do PicPay, também já ocupam posições estratégicas. Essa transição garante continuidade familiar, mas adiciona visão mais moderna e internacional aos negócios.

Passado ainda levanta questionamentos

Embora os irmãos Batista tenham reconquistado protagonismo e expandido seus negócios, o histórico de financiamentos bilionários do BNDES e as acusações de corrupção ainda pesam. A relação com o poder público continua sendo um ponto sensível para analistas e investidores.

Mesmo assim, a J&F segue crescendo como uma potência global, com a JBS consolidada como uma das maiores empresas de alimentos do mundo e novos investimentos estratégicos em andamento.

E você, acredita que o retorno dos irmãos Batista é positivo para a economia brasileira ou representa riscos pela influência política? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem acompanha de perto esse cenário.

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Jorge Nelson Caceres Olave
Jorge Nelson Caceres Olave
10/08/2025 09:44

Acredito que não voltaram a cometer os mesmos erros do pasado.es un grupo con gran potencial de avanço en seus investimentos as grandes empresas do mundo sempre tiverom privilégiosdos governos en nome do emprego que produzem espero que continuem cumprindo seus deveres honestamente e pagando seus impostos sem corrupção pr poder limpar seus nomes.adelante grande nacion brasileira

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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