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Aos 93, a bilionária discreta brasileira que comanda império de R$ 6,6 bilhões é mantida na lista da Forbes

Escrito por Geovane Souza
Publicado em 30/08/2025 às 12:05
Aos 93, a bilionária discreta brasileira que comanda império de R$ 6,6 bilhões é mantida na lista da Forbes
Foto: A presença de Lúcia no ranking de 2025 dialoga com um momento de destaque para o agronegócio brasileiro.
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A matriarca da AMAGGI, Lúcia Borges Maggi, aparece na lista da Forbes Brasil 2025 entre as mulheres mais ricas do país, com R$ 6,6 bilhões. Entenda a trajetória, os negócios e o legado social por trás da empresária.

A nova lista de bilionários divulgada pela Forbes Brasil em 28 de agosto de 2025 reafirma Lúcia Maggi no topo entre as mulheres com patrimônio próprio construído no agronegócio. Segundo a publicação, sua fortuna está estimada em R$ 6,6 bilhões, com o selo de “self-made”, categoria reservada a quem não herdou a riqueza.

A empresária tem 93 anos, nasceu em 20 de julho de 1932 e consolidou a reputação de líder estratégica que atua com discrição, validando decisões relevantes do grupo familiar. Perfis públicos, como a página da Forbes global, também indicam Rondonópolis como sua cidade de residência, reforçando as raízes no Centro-Oeste.

A presença de Lúcia no ranking de 2025 dialoga com um momento de destaque para o agronegócio brasileiro em produtividade, exportações e diversificação de mercados. Veículos econômicos que repercutiram a lista ressaltam a força das bilionárias do país e ajudam a situar a atualização do ranking em 2025.

Do Paraná a Mato Grosso e a criação da AMAGGI

A história empresarial de Lúcia Maggi começou em 1977, com a inauguração da Sementes Maggi em São Miguel do Iguaçu, no Paraná. O passo seguinte veio em 1979, quando a família iniciou as operações em Mato Grosso ao adquirir uma fazenda em Itiquira, movimento que seria determinante para a expansão para o Centro-Oeste.

A mudança consolidou a vocação agrícola e a visão de longo prazo. Em poucos anos, a marca evoluiu para AMAGGI, ampliando a atuação do campo à comercialização e, mais tarde, à logística de escoamento. A presença territorial se espalhou por rotas estratégicas e estados-chave do agronegócio.

Com a morte de André Maggi em 2001, Lúcia assumiu papel ainda mais relevante na governança, mantendo o perfil reservado e priorizando resultados. A empresa seguiu profissionalizando a gestão e, com o tempo, reforçou a internacionalização e a diversificação dos negócios.

O que a AMAGGI faz hoje, grãos, logística e energia renovável

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A AMAGGI integra a cadeia de ponta a ponta. No agro, cultiva soja, milho e algodão em larga escala. No comércio global, opera a originação e o trading de grãos e fibras. O site institucional destaca um volume anual de 18 milhões de toneladas comercializadas e 1,2 milhão de toneladas produzidas nas fazendas no Brasil, números que ajudam a dimensionar o porte do grupo. AMAGGI é, portanto, palavra-chave para entender a engrenagem do agro brasileiro.

A logística é um diferencial competitivo. O chamado Corredor Madeira–Amazonas conecta barcaças que saem de Porto Velho até Itacoatiara, no Amazonas, onde a companhia opera terminal próprio. A infraestrutura inclui terminais, armazéns e frota fluvial e rodoviária, permitindo ganho de escala e previsibilidade no escoamento.

Outro pilar é energia renovável. A empresa investe em PCHs no Mato Grosso desde os anos 1990 e expandiu iniciativas em geração limpa, com ativos hidro e solares registrados em relatórios corporativos e na documentação pública sobre a trajetória do grupo. A diversificação reduz custos, mitiga riscos operacionais e fortalece a agenda ESG.

Discrição, raízes e legado social de Lúcia Borges Maggi

Apesar do tamanho do império, Lúcia mantém vida discreta em Rondonópolis, algo citado em perfis de referência e que combina com a imagem de liderança silenciosa. Essa postura ajuda a preservar o foco na gestão e nas entregas, sem exposição excessiva.

O vínculo com Sapezal também é forte. Em fevereiro de 2024, a prefeitura celebrou a reinauguração da Praça Dona Lúcia Borges Maggi, evento registrado por imprensa local e canais oficiais, o que simboliza o reconhecimento da comunidade à trajetória da família no município.

Na frente social, a Fundação André e Lúcia Maggi (FALM) existe desde 1997 e é responsável por gerir o Investimento Social Privado do grupo. A instituição mantém projetos em educação, saúde e desenvolvimento comunitário nas regiões onde a companhia atua, com foco em protagonismo local e impacto de longo prazo.

Importância para o agro e para a liderança feminina

O caso de Lúcia Maggi ilumina a discussão sobre liderança feminina no agronegócio. Em 2025, a própria Forbes Brasil chama atenção para a escassez de mulheres classificadas como self-made no topo da lista. Ter uma empresária de 93 anos entre as maiores fortunas do país, com patrimônio construído no setor, é um retrato poderoso de perseverança e visão estratégica.

No plano econômico, empresas como a AMAGGI são peças-chave para competitividade externa do Brasil, já que combinam produção, comercialização e logística com investimentos em energia renovável. Esse arranjo evidencia como conglomerados do agro têm impacto direto na balança comercial, no emprego e na integração de cadeias produtivas.

Em perspectiva, os desafios incluem sucessão, metas de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência logística em cenário de maior exigência ambiental e regulatória. O histórico de diversificação do grupo e a governança firmada ao longo de décadas indicam capacidade para ajustar rotas, mantendo competitividade e impacto social.

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Geovane Souza

Geovane Souza é especialista em criação de conteúdo na internet, ações de SEO e marketing digital. Nas horas vagas é Universitário de Sistemas de Informação no IFBA Campus de Vitória da Conquista.

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