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Aos 60 anos, ela achou algo que assustou o bairro inteiro no meio de uma limpeza, no porão da própria casa, uma mulher de Nova York encontrou o que a polícia aponta como uma granada da Segunda Guerra Mundial

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 07/08/2026 às 08:51 Atualizado em 07/08/2026 às 08:52
Granada da Segunda Guerra foi encontrada por moradora de 60 anos durante limpeza de porão em Nova York, e o esquadrão antibombas destruiu o artefato.
Granada da Segunda Guerra foi encontrada por moradora de 60 anos durante limpeza de porão em Nova York, e o esquadrão antibombas destruiu o artefato.
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O objeto foi encontrado por volta das 10h53 de quarta-feira, 5 de agosto, em Bethpage, no condado de Nassau. A casa foi isolada, o esquadrão antibombas removeu o artefato para local seguro e o destruiu. Nenhum morador ficou ferido.

O que começou como uma limpeza de rotina em Bethpage, Nova York, terminou com o esquadrão antibombas na rua depois que uma moradora de 60 anos encontrou no porão de casa o que os investigadores identificaram como uma possível granada do tipo usado na Segunda Guerra Mundial, conforme reportagem publicada pela revista People, com base em informações do Departamento de Polícia do Condado de Nassau.

A ocorrência foi registrada por volta das 10h53 da manhã de quarta-feira, 5 de agosto. Os policiais que chegaram ao local isolaram a residência antes de acionar a unidade de serviços de emergência e os detetives especializados, procedimento padrão diante de suspeita de artefato explosivo.

O que aconteceu depois que ela encontrou

Carro do Departamento de Polícia do Condado de Nassau.
Crédito:Shutterstock / Leonard Zhukovsky
Carro do Departamento de Polícia do Condado de Nassau.Crédito:
Shutterstock / Leonard Zhukovsky

A sequência de atendimento seguiu um protocolo bem definido, e o primeiro passo não envolveu tocar no objeto.

Os agentes que atenderam ao chamado isolaram a casa e acionaram as equipes especializadas do condado. Só depois disso os detetives do esquadrão antibombas fizeram a inspeção do artefato.

A conclusão preliminar foi de que se tratava de uma granada compatível com as usadas no período da guerra. O dispositivo foi isolado, transportado para um local seguro e destruído, e as autoridades confirmaram em seguida que não havia mais risco para o público.

Por que artefato antigo não é artefato inofensivo

O procedimento adotado pode parecer exagerado diante de um objeto com décadas de idade, mas a cautela tem razão prática.

Munição de guerra pode conter carga explosiva ainda ativa mesmo depois de longos períodos de armazenamento. A passagem do tempo não neutraliza o material, e em alguns casos torna o dispositivo mais instável do que era originalmente.

É por isso que a orientação em ocorrências assim é sempre a mesma. Não mover, não transportar e não tentar identificar o objeto por conta própria, e sim acionar a autoridade competente e afastar as pessoas do local.

A reação de um bairro que não esperava por isso

A descoberta surpreendeu a vizinhança, e os relatos de quem mora ali reforçam o contraste entre a rotina do lugar e o tipo de ocorrência.

A moradora Jeanne Chillianis descreveu a região como um bairro muito tranquilo, com muitas famílias e crianças, e afirmou morar ali há 32 anos sem nunca ter presenciado nada parecido.

O vizinho Patrick Dobrzynski deu um depoimento na mesma linha. Ele disse que já tinha ouvido histórias semelhantes em outros estados, mas considerava inacreditável que algo assim acontecesse tão perto de casa.

Como uma granada de guerra vai parar em um porão

video: Jornal news12

A apuração segue em andamento, e a origem do objeto é justamente o ponto que a investigação precisa esclarecer.

Existem caminhos conhecidos para esse tipo de situação, e o mais comum envolve herança familiar. Soldados que serviram na Segunda Guerra Mundial trouxeram material de campanha ao voltar para casa, prática que era corrente na época e que hoje seria ilegal.

Esses itens costumam ficar guardados por décadas. Só reaparecem quando a casa muda de dono, quando alguém morre ou quando um porão é esvaziado, situação que se repete com frequência em regiões com forte presença de veteranos daquele período.

O que fazer se acontecer com você

Ainda que seja um caso raro, o episódio serve de referência para quem faz limpeza em imóvel antigo, sótão ou porão herdado.

A recomendação em situações assim é interromper a atividade imediatamente, afastar as pessoas do cômodo e acionar a polícia sem manusear o objeto.

O risco maior não está em encontrar o artefato. Está em decidir carregá lo até o quintal, colocá lo no porta-malas ou levá lo à delegacia por conta própria, movimentação que é justamente o que os protocolos de emergência tentam evitar.

Uma limpeza que virou operação policial

O que essa história tem de mais representativo é o intervalo entre a rotina e a exceção. Uma faxina comum, em uma manhã de quarta-feira, em uma rua residencial descrita como sem histórico de ocorrências graves.

Bastou o conteúdo de uma caixa esquecida no porão para que a rua fosse isolada e uma equipe especializada precisasse ser acionada.

E você, já encontrou algo inesperado em porão, sótão ou casa de familiar? Saberia o que fazer diante de um objeto assim ou tentaria descobrir o que era? Conta nos comentários o achado mais estranho que já apareceu em uma faxina na sua casa.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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