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Início A Rússia está pressionando Petrobras à aumentar o preço do diesel: Entenda como a suspenção das exportações do combustível russo afeta a inflação do Brasil

A Rússia está pressionando Petrobras à aumentar o preço do diesel: Entenda como a suspenção das exportações do combustível russo afeta a inflação do Brasil

25 de setembro de 2023 às 05:06
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Pressão no mercado brasileiro e as implicações globais

Após o preço do petróleo Brent disparar, podendo atingir US$ 95, a Rússia decidiu interromper suas exportações de diesel e gasolina devido à crescente demanda interna, um alerta soou para a Petrobras e para o mercado brasileiro. Petrobras, uma das principais beneficiárias das importações desses combustíveis, encontra-se agora sob pressão para reajustar preços, intensificando os desafios relacionados à inflação.

Com a Europa impondo sanções após a invasão da Ucrânia, a Rússia se destacou como o principal fornecedor de diesel para o Brasil em 2023, ultrapassando os EUA. No mês de agosto, impressionantes 70% do diesel importado pelo Brasil originou-se da Rússia, refletindo a dependência brasileira de fontes externas, que representam entre 25% e 30% da demanda do país.

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Retaliação ou necessidade da Rússia?

A interrupção, uma estratégia adotada por Moscou para combater o aumento dos preços internos, não veio com uma data final clara. Devido à depreciação do rublo e ao aumento global dos preços do petróleo, os preços dos combustíveis na Rússia atingiram níveis recordes recentemente. Algumas exceções serão permitidas para exportações, focando principalmente em países da União Econômica Eurasiática e para assistência humanitária.

Mas o impacto desta decisão não se restringe aos postos de gasolina. O diesel alimenta uma ampla gama de indústrias, desde a navegação até a agricultura. Otto Nogami, economista do Insper, destacou que a subida dos preços do diesel vai reverberar em toda a economia, amplificando os custos de produção e, por fim, aumentando a inflação.

Brasil e sua relação com importações

Apesar do crescimento na produção interna de óleo e gás, o Brasil ainda é fortemente dependente de derivados de petróleo importados. Petrobras registrou um recorde em agosto, operando suas refinarias a quase plena capacidade. No entanto, os benefícios não foram totalmente sentidos pelo consumidor. Os preços do diesel subiram 8,54% e da gasolina 1,24% em agosto. A tendência crescente dos preços pode ser ainda mais acentuada pela recente decisão da Rússia.

A inflação havia mostrado sinais de alívio anteriormente, especialmente após a Petrobras abandonar a política de Preço de Paridade de Importação (PPI). Mas a breve queda foi ofuscada pelo retorno dos impostos e pelo reajuste da estatal.

O desafio contínuo para o Brasil é a dependência de combustíveis importados, como os da Rússia, e a necessidade de mais investimentos em refinarias. Mesmo possuindo vastas reservas de petróleo, o país enfrenta limitações em sua capacidade de refino, grande parte agora sob propriedade privada.

Refinarias privadas, por outro lado, têm vendido combustíveis a preços mais elevados do que a Petrobras. Eric Gil Dantas, economista do Observatório Social do Petróleo, salienta a necessidade de autossuficiência, argumentando que a importação de diesel é equivalente a exportar empregos. “Somos autossuficientes em petróleo. A resposta pode estar em expandir nossas refinarias”, concluiu.

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