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A Petrobras defere golpe de misericórdia no setor naval em Pernambuco depois que comprou navios e sondas do exterior

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 19/06/2017 às 20:58

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A Petrobras defere golpe de misericórdia no setor naval em Pernambuco depois que comprou navios e sondas do exterior
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Sem acomendas depois que a Petrobras decidiu comprar unidades offshore no exterior, os estaleiros Atlântico Sul (EAS) e Vard Promar estão respirando por aparelhos e em contagem regressiva

Depois que a Petrobras fez algumas modificações na questão de  Conteúdo Local, o estado de Pernambuco sentiu na pele o duro golpe. Se você não sabe o que é conteúdo local, acesse aqui. Como a estatal decidiu obter plataformas de petróleo e navios de estaleiros de outros países, porque é mais barato do que se fossem produzidos no Brasil, os estaleiros ficaram sem serviços em suas carteiras de trabalho na Suape. Isso porque já se passaram muitos anos de tentativas e a esperança era justamente que a Petrobras voltasse a produzir com eles, mas não foi bem o que aconteceu.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o  presidente do Estaleiro Atlântico Sul revelou que o estaleiro pode parar de funcionar em 2019. Isso porque 13 navios para Staco que estavam previstos, viabilizando atividades operacionais até o ano de 2022 foram cancelados. Para completar a Traspetro rompeu com mais da metade do empreendimento porque a Petrobras não sancionou os negócios previstos.

Acontece que antigamente a lei de conteúdo local garantia 75% de atividades nacionais, quando se tratava de navios e FPSO’s, mas com a flexibilização e autonomia da BR em escolher quaisquer empresas de acordo com sua vontade isso é desolador. O gerencial da EAS disse o que acontecerá com eles, está passivos de acontecer com qualquer estaleiro do país se o Fundo de Marinha Mercante e do BNDES não proverem créditos para continuar tocando as atividades.

Em situação regular, o estaleiro  Atlântico Sul consegue empregar 3.800 de forma direta, sendo que desses 700 seriam de empresas terceirizadas. O Vard Promar, empegaria de forma fácil 1600 colaboradores diretos e 1500 indiretos, isto segundo o cálculo da Sindmetal-PE.

Neste momento, há apenas 9 navios em fase de término somando os 3 estaleiros. Se não houver novos contratos até 2019, as portas serão fechadas. As dividas do EAS com o BNDES chagam a incrível somatória de 1,3 bilhões de reais e com banco privados, está dívida chega à 350 milhões. Os dois estaleiros estarão suscetíveis a recuperação judicial.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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