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Início Presidente da Petrobras defende exploração de petróleo na Foz do Amazonas e minimiza possíveis riscos

Presidente da Petrobras defende exploração de petróleo na Foz do Amazonas e minimiza possíveis riscos

17 de agosto de 2023 às 06:43
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Prates destaca a importância da Petrobras no cenário econômico e ambiental do país, e sua responsabilidade em equilibrar a exploração de petróleo com medidas de preservação e segurança ambiental.
Foto: Mario Tama/Getty Images

Prates destaca a importância da Petrobras no cenário econômico e ambiental do país, e sua responsabilidade em equilibrar a exploração de petróleo com medidas de preservação e segurança ambiental.

Em uma audiência pública conjunta no Senado, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, abordou questões cruciais relacionadas à exploração de petróleo próximo à costa do Amapá, na região do Foz do Amazonas. O evento, realizado na última quarta-feira, (16/08), reuniu as comissões de Infraestrutura e de Desenvolvimento Regional e Turismo. Prates enfatizou a importância de compreender a situação de maneira abrangente, afastando exacerbações e mal-entendidos.

Veja na íntegra a audiência pública e as falas do presidente da Petrobras

Fonte: TV Senado

Jean Paul Prates explica que exploração de petróleo na região não é novidade e ressalta o histórico da Petrobras

O presidente da Petrobras refutou a ideia de que a empresa estaria iniciando uma nova produção de petróleo na região.

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Ele explicou que já existe uma atividade considerável ocorrendo, com petróleo sendo transportado diariamente pelo Rio Amazonas até a refinaria de Manaus.

Como exemplo, Prates destacou o Polo de Urucu, que opera na Amazônia desde 1986, demonstrando que a exploração de petróleo na região não é uma novidade.

Prates também salientou a questão dos riscos. Entre as várias explorações de petróleo na região, ele argumentou que a perfuração próxima à costa do Amapá é a menos arriscada.

O presidente da Petrobras justificou sua posição, apontando que essa atividade possui o menor potencial de causar danos ambientais e oferece mais condições para gerar receitas tanto para o governo quanto para a população local.

Ele mencionou o histórico da Petrobras em relação a acidentes e vazamentos, destacando que a empresa mantém um baixo índice desses incidentes.

No entanto, Prates também admitiu que, embora seja uma possibilidade remota, o vazamento é uma eventualidade presente na produção de petróleo.

Debate sobre transição energética e investimento em petróleo marca audiência do presidente da Petrobras

Quanto à localização específica da exploração, Prates ressaltou que a área a ser perfurada está a 170 km da costa do Amapá e a 580 km da foz do Amazonas.

Ele esclareceu que, mesmo no processo de licenciamento, é declarada a remota probabilidade de qualquer óleo eventualmente vazado atingir a costa, devido às correntes marítimas e ventos que direcionariam qualquer vazamento para longe da região.

O presidente da Petrobras enfatizou a diferença entre a licença ambiental solicitada pela empresa, destinada a determinar a viabilidade da descoberta de petróleo, e uma futura licença para a produção do óleo.

Ele explicou que, caso sejam descobertas reservas de petróleo na região, uma análise econômica será necessária para avaliar sua viabilidade comercial.

Isso inclui a construção de infraestrutura para a produção em larga escala, um processo que pode levar de cinco a oito anos.

Além disso, Prates defendeu a ideia de que a exploração de petróleo deve financiar a transição energética.

Ele discordou do movimento internacional “Just Stop Oil”, que prega a proibição de novas licitações de exploração de petróleo como uma maneira de acelerar a transição para fontes de energia mais sustentáveis.

Prates argumentou que a transição energética é um processo gradual e que a exploração de petróleo ainda é necessária para sustentar essa transição.

Jean Paul Prates também participou de uma audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado, onde discutiu os danos ambientais causados pela petroquímica Braskem em Maceió.

A Petrobras possui participação significativa na empresa, sendo detentora de 36,1% do capital total e 47% do capital votante.

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