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Parceria entre EUA e Israel cria drones de hidrogênio com alcance de 290 km e capacidade de transportar ogiva de 10 quilos

Publicado em 20/03/2025 às 23:52
Atualizado em 21/03/2025 às 07:47
Drones de hidrogênio, Drones, EUA e Israel
Imagem representativa. Foto: IA
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Estados Unidos e Israel anunciaram uma parceria estratégica para desenvolver drones movidos a hidrogênio, capazes de realizar ataques a até 290 km de distância. A nova tecnologia busca unir eficiência energética e poder ofensivo, com desempenho próximo ao dos sistemas HIMARS

A Mach Industries, empresa com sede na Califórnia, firmou uma parceria com a fabricante israelense Heven Drones para desenvolver drones movidos a hidrogênio para uso militar nos Estados Unidos.

O projeto busca ampliar a autonomia e eficiência dos equipamentos, além de reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros no setor.

Os drones serão impulsionados por células de combustível de hidrogênio, uma tecnologia que promete melhorar o desempenho operacional e tornar as operações mais sustentáveis. Segundo especialistas envolvidos no projeto, essa inovação poderá representar um avanço importante em termos de estratégia militar.

Novo drone H2D250 busca ampliar capacidades operacionais

O modelo H2D250, destaque da parceria, é um drone de alto desempenho que pode alcançar alvos a até 290 quilômetros de distância, transportando uma ogiva de até 10 quilos. Essas características o tornam comparável a sistemas como o HIMARS, utilizados para ataques de longo alcance.

De acordo com Benzion Levinson, CEO da Heven Drones, a expectativa inicial é produzir cerca de 1.000 unidades por mês. Com a expansão da capacidade industrial, a empresa pretende chegar a uma escala de produção diária de até 1.000 drones, um volume que exigirá investimentos robustos e otimização das linhas de montagem.

A iniciativa se baseia em décadas de estudos sobre células de combustível de hidrogênio nos Estados Unidos. Nos anos 1990, a NASA realizou experimentos com aeronaves não tripuladas movidas a esse tipo de energia.

Projetados pela AeroVironment, esses veículos foram concebidos para pesquisas atmosféricas e transmissões de comunicação.

Pesquisa militar e vantagens estratégicas

Além da NASA, o Escritório de Pesquisa Naval também se dedicou ao estudo de células de combustível de hidrogênio, explorando alternativas para operações militares em campo.

A tecnologia tem vantagens estratégicas, principalmente em missões que exigem furtividade, ao gerar menos ruído e reduzir a assinatura térmica, dificultando a detecção pelos inimigos.

Outro benefício apontado pelos pesquisadores é o impacto ambiental reduzido. Como o único resíduo da reação eletroquímica das células de combustível é a água, os drones se alinham às iniciativas do Pentágono para diminuir a emissão de carbono.

Segundo Levinson, meio quilo de combustível de hidrogênio pode manter um drone em voo por cerca de 10 horas, um tempo consideravelmente maior do que o alcançado por equipamentos movidos a baterias tradicionais. Essa autonomia ampliada pode ser um diferencial importante em operações militares prolongadas.

Além disso, avanços recentes na tecnologia permitiram a integração de recursos de autonomia avançada nos drones. Com isso, as aeronaves poderão operar com menos necessidade de intervenção humana, reduzindo o risco de ataques cibernéticos que comprometam a comunicação entre operadores e equipamentos em campo.

Desafios no fornecimento de componentes

Apesar do potencial da nova tecnologia, há desafios a serem superados. A China ainda domina a produção de componentes essenciais para baterias e células de combustível, o que pode dificultar a produção em larga escala dos novos drones nos Estados Unidos.

A parceria entre Mach Industries e Heven Drones busca reduzir essa dependência, criando uma cadeia de suprimentos mais autônoma e confiável para a indústria de defesa.

O objetivo é garantir que os militares norte-americanos tenham acesso a equipamentos modernos sem precisar recorrer a insumos estratégicos de países concorrentes.

Outra iniciativa da Heven Drones para contornar essa questão é desenvolver estações móveis de reabastecimento de hidrogênio. Esses pontos poderão ser instalados em locais remotos, facilitando a logística de abastecimento e tornando as operações menos vulneráveis a eventuais dificuldades na cadeia de suprimentos.

O avanço dos drones movidos a hidrogênio pode transformar a maneira como operações militares são conduzidas, oferecendo maior autonomia, discrição e eficiência energética.

Se a produção atingir os volumes planejados, os Estados Unidos poderão ampliar significativamente suas capacidades aéreas sem comprometer a segurança energética do setor.

Com informações de Interesting Engineering.

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Romário Pereira de Carvalho

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