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Obras mais inúteis do Brasil tem milhões desperdiçados e problemas sem solução. Conheça agora!

14 de maio de 2024 às 21:00
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população, obras, Brasil
Foto: Freepik

O Brasil enfrenta uma série de obras públicas paralisadas e mal planejadas que consomem milhões dos cofres públicos sem oferecer benefícios à população

No Brasil, diversas obras públicas têm se tornado símbolos de desperdício de recursos e má gestão, deixando a população sem os benefícios prometidos. Projetos grandiosos, que envolvem milhões de reais, muitas vezes ficam inacabados ou mal planejados, resultando em estruturas subutilizadas ou completamente abandonadas. Veja abaixo algumas das mais notórias obras inúteis do Brasil, destacando como falhas no planejamento e na execução dessas iniciativas têm impactado negativamente a população e os cofres públicos.

Porto de Luís Correia: Um projeto de décadas sem navios

O Porto de Luís Correia, no Piauí, é um exemplo emblemático de desperdício de recursos da população. Iniciado há 47 anos, o projeto tinha como objetivo impulsionar a economia local, mas até hoje não recebeu um único navio. Com um custo estimado em mais de 770 milhões de reais, a construção foi interrompida e retomada várias vezes, enfrentando problemas de superfaturamento e falta de estudos preliminares. 

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G1 – Globo.com

Aeroporto de São Raimundo Nonato: Um elefante branco no meio do Piauí

Outro exemplo  de obra no Brasil é o Aeroporto de São Raimundo Nonato, também no Piauí. Construído para atrair turistas ao Parque Nacional da Serra da Capivara, o aeroporto foi finalizado 11 anos após o início das obras, consumindo 22 milhões de reais da população

G1 – Globo.com

Com um custo de manutenção anual de 1,8 milhão de reais, o aeroporto recebe pouquíssimos passageiros. Apesar do anúncio recente de voos regulares, a demanda baixa não deve ser resolvida rapidamente, pois a única atração local é o parque arqueológico, insuficiente para justificar o investimento.

Ciclovia de Cachoeirinha: planejamento malfeito e obras paralisadas

Em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, uma ciclovia de 4,5 km de extensão foi anunciada em 2019 com previsão de conclusão em quatro meses. No entanto, problemas de planejamento, como árvores e postes no trajeto, paralisaram a obra, que já consumiu 1,35 milhões de reais e está 70% concluída. A prefeitura considera abandonar o projeto e transformar o local em um canteiro central concretado para economizar em manutenção.

Foto: Diário Gaúcho

Ponte de Minas Novas: um projeto inacabado há 19 anos

A Ponte de Minas Novas, em Minas Gerais, é outro exemplo de dinheiro público desperdiçado. Construída há 19 anos por 3 milhões de reais, a ponte nunca foi concluída, pois não possui cabeceiras em nenhum dos lados. Em 2021, a prefeitura anunciou a retomada das obras, mas até agora apenas 40% dos serviços foram executados.

Foto: Senador Carlos Viana

Canal de Saquarema: obra inacabada e problemas ambientais

O Canal de Saquarema, no Rio de Janeiro, é crucial para o ecossistema local, mas sofre com o assoreamento. Desde 2001, várias obras foram realizadas, incluindo a construção de um molhe de pedras de 150 metros de comprimento, que custou 52 milhões de reais e nunca foi concluída. Em 2021, uma nova tentativa de finalizar o projeto foi interrompida pelo Ministério Público Federal devido à ausência de estudos técnicos atualizados.

Foto: Band – UOL

Ponte estaiada de São José dos Campos: uma solução ineficaz

A Ponte Estaiada de São José dos Campos, em São Paulo, custou 61 milhões de reais e deveria melhorar o trânsito local. No entanto, estudos indicam que a ponte aumentará os congestionamentos e não beneficiará o transporte público. O Ministério Público e a Defensoria Pública moveram um processo para exigir melhorias no trânsito da região.

Foto: G1 – Globo.com


Esses exemplos mostram a necessidade urgente de melhor planejamento e gestão dos recursos públicos no Brasil. Projetos mal concebidos e executados não só desperdiçam dinheiro, mas também frustram as expectativas da população e prejudicam o desenvolvimento do país.

Para evitar mais obras inúteis, é essencial que governantes e gestores públicos priorizem a transparência, o planejamento adequado e a fiscalização rigorosa de todas as etapas dos projetos.

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