Este era o valor que costumávamos ter antes da crise. O mercado acha que o preço do petróleo irá chegar nesta média nos próximos meses
O petróleo está subindo novamente, com os investidores já esperando US$ 80 o barril esse mês. O petróleo Brent, referência internacional, subiu quase US$ 1 por barril, nesta terça (15/05), para US$ 79,22, o maior preço desde novembro de 2014, em meio a sinais de um mercado de petróleo mais apertado. O norte-americano West Texas Intermediate, por sua vez, acrescentou 68 centavos a 71,64 dólares o barril. Os cortes na oferta liderados pela Opep e pela Rússia coincidiram com uma queda na produção e nas exportações da Venezuela devido a crises econômicas e políticas e com sanções ao Irã.
As exportações de petróleo bruto da Venezuela, de acordo com tanques Kpler, estão à beira de um colapso, os números mostram produção abaixo de 1 milhão de barris por dia para mínimos históricos, as vendas externas de petróleo da Venezuela caíram 40% em comparação com o ano anterior. A situação energética do país também não está bonita, uma vez que os credores da PDVSA, empresa estatal de petróleo ameaçada de extinção, tentam confiscar ativos no exterior.
Uma queda no fornecimento de petróleo iraniano também é esperada com a nova rodada de sanções dos EUA, lançada agora no governo Trump, após a retirada do país do acordo nuclear. E para completar a Arábia Saudita está produzindo menos petróleo do que em qualquer momento desde que o acordo de corte de produção entrou em vigor no início de 2017.
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O mercado global de energia está se preparando para um aumento nos preços do petróleo, e esses fenômenos no mercado podem fornecer a receita perfeita para o petróleo a US$ 100 o barril no próximo ano, de acordo com analistas da corretora PVM, de Londres.
Entretanto, os sauditas disseram que entraram em cena para estabilizar o mercado de petróleo com outros produtores em caso de necessidade, mas isso levantou questões sobre se os participantes envolvidos no acordo de corte de oferta, principalmente a Rússia podem desfazer o acordo de produção de 18 meses com a Opep.
É importante também notar que apesar do crescimento robusto na produção dos campos petrolíferos de xisto dos EUA, esses barris não conseguiram ajudar a preencher a lacuna tanto quanto as pessoas inicialmente previam como gargalos de tubulação e outros problemas de infraestrutura impedem que o petróleo chegue às refinarias e terminais de exportação. Reafirmando, uma tese de preços subindo pelo menos o curto prazo. Fonte: Portal do Petroleiro

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