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O homem mais rico da África quase faliu ao arriscar US$ 23 bilhões em uma refinaria mas hoje controla uma planta capaz de suprir toda a demanda de gasolina da Nigéria e ainda influenciar o mercado global

Publicado em 29/08/2025 às 22:08
Dangote arriscou tudo e hoje controla uma refinaria que muda o jogo do petróleo mundial.
Dangote arriscou tudo e hoje controla uma refinaria que muda o jogo do petróleo mundial.
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Alico Dangote, que quase quebrou com refinaria de US$ 23 bi, agora produz 1% da gasolina do mundo e volta ao top 100 da Forbes.

O homem mais rico da África, Alico Dangote, transformou um risco quase fatal em um dos maiores feitos industriais do século XXI. O magnata nigeriano enfrentou atrasos, dívidas bilionárias e críticas de especialistas ao apostar em uma refinaria de US$ 23 bilhões, mas hoje sua obra mudou o setor de energia da Nigéria e impacta o mercado global de combustíveis.

Com capacidade de 650 mil barris por dia, a refinaria é maior do que muitas plantas estatais em operação no Ocidente. Além de abastecer totalmente o mercado interno nigeriano, a unidade ainda produz excedente suficiente para exportar, representando cerca de 1% de toda a gasolina consumida no planeta.

Quem é Alico Dangote

Alico Dangote, de 68 anos, nasceu em uma família muçulmana comerciante no norte da Nigéria. Começou pequeno, vendendo doces, e em 1978 fundou seu próprio negócio. Décadas depois, construiu o Dangote Group, um conglomerado que domina setores como cimento, fertilizantes, alimentos e logística, empregando milhares de pessoas em mais de dez países africanos.

Segundo a Forbes, ele ocupa atualmente a 89ª posição entre os mais ricos do mundo, com fortuna de US$ 24 bilhões, recuperando espaço após anos em que sua aposta parecia um erro irreparável.

O risco bilionário da refinaria

Em 2013, Dangote anunciou a construção de uma refinaria gigante. A Nigéria, apesar de ser uma das maiores produtoras de petróleo do mundo, dependia da importação de gasolina e diesel. O empresário enxergou a chance de transformar esse cenário, mas enfrentou dez anos de atrasos, paralisações e custos que mais que dobraram.

O orçamento inicial de US$ 10 bilhões subiu para US$ 23 bilhões. Para manter o projeto vivo, ele vendeu parte de sua participação no setor de cimento e contraiu mais de US$ 15 bilhões em empréstimos, incluindo da própria holding. Muitos críticos diziam que a obra nunca seria concluída.

A virada em 2024

Após anos de incerteza, a refinaria entrou em operação em 2024. Com produção diária de 330 mil barris de gasolina, o complexo se tornou capaz de atender toda a demanda da Nigéria e ainda abrir espaço para exportações. Isso mudou a balança de importações do país, reduziu a dependência externa e colocou Dangote no centro das discussões sobre energia global.

O impacto é comparável ao de refinarias de gigantes como Petrobras, Aramco e ExxonMobil, colocando a África no mapa estratégico do mercado de combustíveis.

Do quase fracasso ao topo novamente

O sucesso da refinaria praticamente dobrou a fortuna de Dangote em apenas um ano, devolvendo-o ao top 100 da Forbes pela primeira vez desde 2018. O que parecia ser o maior erro de sua carreira se tornou o movimento que consolidou sua imagem como o maior industrial africano do século XXI.

A história de Alico Dangote mostra como um risco extremo pode mudar o rumo de uma nação inteira. O homem mais rico da África quase faliu, mas hoje controla uma refinaria que garante autossuficiência para seu país e ainda influencia o mercado global de combustíveis.

E você, acredita que esse projeto bilionário é um exemplo de visão estratégica ou um risco desnecessário que só deu certo por sorte? Deixe sua opinião nos comentários queremos ouvir quem vive isso na prática.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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