O governo brasileiro e a Marinha estão em negociações com a França para obter combustível nuclear para o submarino Álvaro Alberto
Segundo as informações publicada em 22 de março pelo naval.com.br o governo brasileiro e a Marinha estão em negociações com a França para obter cooperação, inclusive na área do combustível nuclear para o submarino Álvaro Alberto, que está em desenvolvimento como parte do programa brasileiro de submarinos.
A Embaixadora Maria Luisa Escorel de Moraes, secretária de Europa e América do Norte do Itamarati, afirmou que, sobre o combustível do submarino e a possível cooperação da França nessa área, acredita-se que é possível. Ela mencionou que, embora possa ter havido resistência no passado, atualmente já há conversa sobre essa possibilidade.
Submarino da Marinha do Brasil Álvaro Alberto
O submarino nuclear Álvaro Alberto (SN-10) será o primeiro submarino de ataque de propulsão nuclear do Brasil. Está sendo construído pela empresa naval estatal Itaguaí Construções Navais (ICN). O projeto faz parte de uma parceria estratégica firmada entre França e Brasil, que também incluiu a transferência total de tecnologia e apoio para a construção de quatro submarinos da classe Scorpène de propulsão convencional ampliados.
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O submarino leva o nome do ex-vice-almirante da Marinha do Brasil e cientista Álvaro Alberto da Motta e Silva, que foi responsável pela implementação do programa nuclear brasileiro.

Cooperação Brasil-França
O programa de desenvolvimento de submarinos, estimado em 40 bilhões de reais em valores atuais, tem como objetivo a construção de quatro submarinos convencionais, dois dos quais já estão prontos, e um submarino convencional movido à propulsão nuclear.
Sobre o submarino de propulsão nuclear, é importante lembrar que nos últimos anos o Brasil vem enfrentando forte resistência da comunidade internacional, por meio da Agência Internacional de Energia Atômica, que está exigindo uma série de critérios por parte do Brasil para que o projeto brasileiro possa ser aprovado.
Desafios e resistências
A questão é que boa parte desses critérios exigidos iriam ferir diretamente a parte de segredo militar e industrial, colocando a soberania brasileira em cheque. Obviamente, não sabemos o grau destas negociações entre Brasil e França, mas com certeza não será algo tão simples, pois os Estados Unidos se opõem à venda dos equipamentos e transferência de know-how que levem o Brasil, ou qualquer outro país, a obter esta capacidade. Essa negociação será do tipo desgastante, que vai requerer muito acordo político, de modo a não ferir a soberania nacional.
O que poderá acontecer se o Brasil passar por cima de todos os critérios exigidos pela Agência Internacional de Energia Atômica? Neste caso, o Brasil enfrentaria sérias sanções, principalmente na área econômica.


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