Tecnologia inédita de transporte público será testada em cidade brasileira com veículo 100% elétrico, sem trilhos, capaz de atingir alta velocidade e transportar centenas de passageiros em rotas urbanas sinalizadas.
A Região Metropolitana de Curitiba se prepara para receber, a partir de novembro de 2025, uma inovação inédita no transporte público brasileiro: o Bonde Digital Urbano, conhecido como BUD.
Fabricado na China, o veículo 100% elétrico chega para ser testado entre o Terminal de Pinhais e o Terminal de São Roque, em Piraquara, criando um novo cenário para a mobilidade urbana na região.
O anúncio oficial foi feito no dia 30 de julho pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior, por meio das redes sociais, destacando o potencial transformador do projeto.
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O Bonde Digital Urbano não utiliza trilhos tradicionais, como ocorre com metrôs ou trens convencionais.
Sua operação é baseada na tecnologia Digital Rail Transit (DRT), que emprega indução magnética para guiar o trajeto sobre o asfalto, semelhante a um metrô de superfície, porém sem a necessidade de trilhos físicos.
O modelo em teste, desenvolvido pela fabricante chinesa CRRC Nanjing Puzhen, conta com três vagões acoplados, podendo transportar até 400 passageiros por viagem e atingir velocidade máxima de 70 km/h, segundo informações do fabricante.
O investimento estadual nesta fase experimental é de R$ 6 milhões, destinados à implantação de infraestrutura, sinalização, transporte e demais serviços auxiliares necessários para a operação inicial do Bonde Digital Urbano.
O período de testes foi estipulado para durar 15 meses, tempo considerado suficiente para avaliar a viabilidade técnica, operacional e a receptividade do público à novidade.
A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP) coordena o projeto, atuando em conjunto com órgãos estaduais para garantir a integração com outros modais e a segurança dos usuários.
Bonde digital sem trilhos: como funciona o sistema inovador
Diferentemente dos tradicionais sistemas de metrô ou trem, o Bonde Digital Urbano opera guiado por sensores e câmeras instalados tanto no próprio veículo quanto no percurso asfaltado.
A tecnologia Digital Rail Transit permite o deslocamento preciso do veículo por rotas pré-determinadas, utilizando faixas magnéticas e sinalização avançada no asfalto.
Não há trilhos, o que reduz custos e facilita a implantação em áreas urbanas já consolidadas, minimizando impactos estruturais.
De acordo com a fabricante, o veículo foi projetado para oferecer conforto, acessibilidade e segurança, com portas amplas e espaço para pessoas com mobilidade reduzida.
Além disso, o sistema DRT contribui para a redução de emissões de gases poluentes, já que o Bonde Digital Urbano é totalmente elétrico.
A autonomia, aliada à possibilidade de recarga rápida, amplia o potencial de uso sustentável do modal em trajetos urbanos.
Segundo estimativas do setor, a vida útil do BUD pode chegar a 30 anos, tornando o investimento inicial mais vantajoso para administrações públicas interessadas em renovar suas frotas de transporte coletivo.
Curitiba e inovação: motivos para a escolha da região
Curitiba é reconhecida internacionalmente por sua tradição em inovação no transporte público, principalmente pela implantação pioneira do sistema de ônibus expresso conhecido como BRT (Bus Rapid Transit), modelo que serviu de referência para cidades de diversos países.
A escolha da Região Metropolitana de Curitiba para o início dos testes do Bonde Digital Urbano reforça esse histórico, ao buscar soluções que unam tecnologia, eficiência e sustentabilidade.
Conforme destacou o governador Ratinho Júnior em publicação recente, “a chegada do Bonde Digital Urbano é um marco importante, porque coloca o Paraná na vanguarda do transporte coletivo inteligente e limpo”.
O trecho selecionado para a primeira operação experimental conecta o Terminal de Pinhais, município vizinho a Curitiba, ao Terminal de São Roque, em Piraquara.
Essa rota foi planejada considerando o volume de passageiros e a necessidade de novas alternativas para desafogar o trânsito e aprimorar a mobilidade na região.
Ainda não há definição oficial sobre a expansão do sistema para outros trechos metropolitanos ou para a capital, pois a continuidade dependerá dos resultados e da avaliação técnica após o período de testes.
Benefícios do bonde digital urbano para a população
A principal vantagem para os usuários está na modernização do transporte coletivo, com veículos mais silenciosos, livres de poluentes e capazes de trafegar em velocidade superior à maioria dos ônibus urbanos.
O BUD oferece ainda maior capacidade de transporte por viagem e menor tempo de espera nos pontos de embarque.
A ausência de trilhos permite rápida adaptação das rotas, ampliando a flexibilidade operacional.
Para a população da Região Metropolitana de Curitiba, essa inovação representa um passo importante rumo a uma mobilidade mais eficiente, segura e alinhada às tendências globais de transporte sustentável.
De acordo com especialistas, o uso de veículos elétricos como o Bonde Digital Urbano contribui significativamente para a qualidade do ar e para a redução da poluição sonora nos centros urbanos.
Além disso, o investimento em tecnologia de ponta no transporte público fortalece a imagem da cidade como referência em soluções inovadoras para grandes desafios urbanos.
Futuro da mobilidade: expectativas para o bonde digital
A implantação do Bonde Digital Urbano é vista como uma aposta promissora para o futuro da mobilidade na Região Metropolitana de Curitiba.
Caso os testes sejam bem-sucedidos, existe a possibilidade de ampliar o uso do modal para outros eixos estratégicos, atendendo a uma demanda crescente por alternativas sustentáveis ao transporte tradicional.
O governo estadual, por meio da AMEP, já estuda cenários para eventuais expansões, mas reforça que todas as etapas serão baseadas em resultados técnicos e avaliação do impacto junto à população.
A chegada do BUD abre espaço para a discussão sobre o papel das novas tecnologias no redesenho dos sistemas de transporte coletivo nas cidades brasileiras.
O potencial de replicação em outras regiões do país dependerá do desempenho alcançado na Região Metropolitana de Curitiba e do interesse de gestores públicos em adotar soluções semelhantes.
Com a introdução do bonde digital sem trilhos, surge um novo horizonte para o transporte urbano sustentável no Brasil, alinhado às melhores práticas internacionais e ao compromisso com a inovação.
A experiência de Curitiba servirá de referência para outros municípios que buscam alternativas eficientes e sustentáveis para a mobilidade de suas populações.
Será que essa iniciativa inovadora conseguirá inspirar outras cidades brasileiras a apostar em tecnologias sustentáveis para revolucionar o transporte público? O futuro da mobilidade urbana pode estar prestes a mudar.
Qual a vantagem em relação a um ônibus elétrico???
Valeu Francisco Fortes .
Poucas palavras , falou tudo .
República das BANANAS é aqui , nada se termina no prazo ,é uma cueca ralo que transborda dinheiro . ACORDA POVO BRASILEIRO .
O Brasil é um país difícil de se entender. Enquanto ficamos debatendo anos após anos sobre o modal ferroviário, vemos o tempo passar e ñ avançamos, pior, ficamos atrasados a cada dia.
Vamos analisar um problema q sempre se fala em falta de recursos. Temos o Plano Nacional de Ferrovias avaliado em 100 bilhões de Reais p/investir em cerca de 5 mil km de ferrovias.
Isto daria p/fazer cerca de 6 ferrovias do porte da Transnordestina c/cerca de 1.750km, com orçamento de cerca de 15 bilhões, que já se arrasta por cerca de 20 anos, q ainda ñ se concluiu sequer o 1° trecho de cerca de 1.200 km.
Ou seja, falta de recursos é pura balela. Temos as chamadas EMENDAS SECRETAS, c/valores de 50 bilhões. Isto dava para fazer em 2 anos, uma Transnordestina, uma Fico e uma Fiol, etc, ou seja, dava p/financiar o Plano Nacional de Ferrovias c/pelo nenos 5 mil km de ferrovias e assim, as futuras ampliações q/serão necessárias p/expansão das ferrovias e outros modais c/hidrovias p/atender um país continental c/o Brasil. Só p/lembar, a China tem cerca de 200 mil km de ferrovias modernas. Enquanto o Brasil só tem cerca de 15 mil km. Há um século tínhamos 30 mil.
Quanto às EMENDAS SECRETAS, se fosse dividir em valores iguais entre os estados, daria cerca de 2 bilhões p/cada, ou seja, é muito dinheiro jogado no ralo.
O POVO BRASILEIRO TEM O DIREITO DE SABER P/ONDE VÃO OS RECURSOS DA ALTA CARGA TRIBUTÁRIA QUE PAGAMOS C/NOSSO SUOR E Q/OS RECURSOS VÃO P/RALO.
ENQUANTO O POVO NÃO SE CONSCIENTIZAR QUE TEM QUE SER PROTAGONISTA DAS DECISÕES POLÍTICAS, FICAR ESPERANDO QUE OS POLÍTICOS VÃO FAZER AS TRANSFORMAÇÕES QUE O PAÍS E POVO PRECISAM, ISTO NUNCA VAI ACONTECER, PORQUE OS POLÍTICOS SÓ TÃO PREOCUPADOS EM DEFENDER SEUS PRIVILÉGIOS QUE NUNCA SE ESGOTAM E CONSUMEM QUASE TODOS OS RECURSOS PUBLICOS E O PAÍS NUNCA SAI DO ATRASO DE 5 SÉCULOS.