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Multinacional produtora de fertilizantes pretende desenvolver adubos no Brasil

22 de junho de 2022 às 10:44
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Imagem de Africa Studio / Fonte: Adobe Stock

O grupo, que já desenvolve fertilizantes especiais e adubos em alguns países, pretende expandir sua produção para o Brasil

A Haifa Group, multinacional israelense que produz fertilizantes especiais, está planejando produzir seus adubos no Brasil, de acordo com Motti Levin, CEO do grupo.

“Enxergamos diversas oportunidades de mercado e entendemos que há uma necessidade de ter uma produção local, que fornecerá para toda América Latina”, disse Levin, em coletiva de imprensa. A companhia é líder global no desenvolvimento de nitrato de potássio e em fertilizantes especiais para nutrição vegetal. Ainda segundo Levin, a Haifa procura uma junção estratégica para efetivar o planejamento de produção de adubo no Brasil. A Haifa possui quatro fábricas localizadas em Israel, França, Estados Unidos e Canadá.

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A subordinada brasileira da Haifa possui oito filiais distribuídas no Brasil, estão elas presentes nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Essa unidade da Haifa de fabricantes de adubos especiais, presente no Brasil, atende países como a Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

Agricultores passaram a adotar novas tecnologias disponíveis para o plantio

Gustavo Branco, diretor da Haifa South America, relatou que os agricultores do Brasil estão adotando de forma considerável as novas tecnologias especiais de adubos e fertilizantes disponíveis.

Ele diz: “Estamos falando em produtividade de mais de dois dígitos em relação ao uso de fertilizantes convencionais. Com isso, há melhores rendimentos financeiros, pois o produtor faz mais com menos e não há desperdício”. Na opinião do executivo, no atual cenário com a guerra entre Rússia e Ucrânia, os fertilizantes especiais e adubos foram destacados como alternativa aos produtos tradicionais.

“Quando se fala de fertilizantes especiais, estamos falando de quilos e não toneladas, o que melhora a logística, a armazenagem e a disponibilidade”, concluiu.

Sobre a Haifa

A Haifa é uma empresa multinacional com base em Israel e líder mundial de fertilizantes especiais a base de nitrato. Ela disponibiliza um desempenho impecável e flexível por meio de produtos, soluções e serviços customizados. A presença mundial da Haifa outorga que ela se encontre próxima aos clientes e usuários finais dos seus produtos.

Combinando visão e liderança, tecnologia e inovação, a Haifa se tornou especialista mundial em Fertilizantes Especiais, desenvolvendo produtos notáveis.
Sendo uma empresa sólida e estável com presença global, a Haifa disponibiliza padrões operacionais de excelência mundial.

A Haifa possui compromisso com os funcionários, clientes, comunidade e também com o meio-ambiente. A empresa possui atitude pioneira em criar soluções para impulsionar um mundo para constante mudança. A Haifa prevê um futuro que inclui melhor nutrição vegetal, eficiência, lucro, conveniência e meio-ambiente.

Brasil aumentou sua importação de fertilizantes em 440% desde 1998

De acordo com um levantamento feito pela CNN Brasil, do ano de 1998 até 2021, ocorreu um aumento de cerca de 440% na importação de fertilizantes e adubos para o Brasil. Os dados foram coletados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

Conforme os dados, há a validação de uma dependência do Brasil em relação a importação dos fertilizantes e adubos. De acordo com a Anda, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados em 2021 eram importados.

No ano de 1998, o Brasil importava 7,2 milhões de toneladas de fertilizantes e adubos, o que correspondia a aproximadamente 49% do consumo interno.

Nos anos de 2019 e 2020 a taxa de importação de fertilizantes e adubos manteve o escalão de 81%, porém a quantidade de toneladas de produtos importados teve aumento de 11%, de 29,6 milhões de toneladas para cerca de 32,9 milhões. Nos anos de 2017 e 2018, o percentual de produtos importados não ultrapassou 77%.

O Brasil é o quarto país no consumo de fertilizantes, o que representa cerca de 8% do consumo mundial.

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