1. Início
  2. / Automotivo
  3. / 20% dos lubrificantes no Brasil são falsos: entenda como isso pode destruir seu carro 
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

20% dos lubrificantes no Brasil são falsos: entenda como isso pode destruir seu carro 

Escrito por Roberta Souza
Publicado em 31/08/2025 às 10:16
Lubrificantes; Motor; Óleo; Automotivo
Fonte: IA
Seja o primeiro a reagir!
Reagir ao artigo

Adulterações e falsificações avançam no setor de lubrificantes, elevando os riscos de falhas graves, perda da garantia e até quebra total do motor 

Cerca de 20% dos lubrificantes vendidos no Brasil são falsificados ou adulterados, segundo levantamento do Instituto Combustível Legal (ICL). 
O dado preocupa não apenas pelo impacto direto no funcionamento e na durabilidade dos motores, mas também pelos prejuízos econômicos e riscos à segurança. 

Óleos adulterados ou falsificados levam a riscos 

O alerta foi feito pelo especialista Marcelo Martini, em artigo distribuído à imprensa. Segundo ele, a presença de óleos adulterados ou falsificados no mercado compromete toda a confiança da cadeia produtiva. 

“A falsificação de lubrificantes compromete a confiança na cadeia produtiva e expõe consumidores a riscos de difícil reversão”, afirmou no texto. 

Como ocorre a falsificação dos lubrificantes 

No artigo, Martini explica que a fraude acontece de duas formas principais: 

“Na adulteração, o produto legítimo é diluído com solventes, água ou outras substâncias que alteram suas características originais. Já na falsificação total, embalagens, rótulos e design de marcas conhecidas são copiados, mas o conteúdo não tem qualquer correspondência com o original.” 

Em ambos os casos, o consumidor deixa de receber um produto formulado com aditivos e óleos básicos adequados. 

“O que chega ao motor, portanto, é um produto incapaz de oferecer a proteção necessária”, alertou. 

Danos ao motor e ao setor automotivo 

As consequências da fraude podem ser graves. 

“O motor que recebe um óleo falsificado deixa de contar com a redução de atrito, o controle de temperatura e a proteção contra desgaste de peças metálicas”, destacou Martini. 

Segundo ele, isso pode causar aumento no consumo de combustível, falhas recorrentes, superaquecimento e até a perda total do motor. Pistões, bielas e virabrequim estão entre os componentes mais afetados. Além disso, a formação de borras e o entupimento de galerias de óleo comprometem a circulação e o resfriamento. 

O problema vai além do consumidor final: 

“Quando um produto falsificado circula no mercado, não apenas o motorista é lesado – toda a rede de produção e comercialização de lubrificantes vê sua imagem comprometida.” 

Sinais de alerta: como identificar lubrificantes falsificados antes do prejuízo

Martini ressalta que o combate à falsificação exige atuação integrada de todos os agentes do setor. 

“Preços muito abaixo da média, embalagens violadas, ausência do selo da ANP ou alterações perceptíveis na cor e viscosidade do óleo devem ser vistos como sinais de alerta.” 

Ele lembra ainda que, ao optar por produtos de origem duvidosa, o consumidor pode ter gastos muito maiores no futuro. 

“Não existem atalhos no mercado de lubrificantes. Reparos de motor, perda da garantia de fábrica e desvalorização do veículo são consequências recorrentes.” 

Do lado das empresas, a inovação é fundamental: 

“Lacres diferenciados, sistemas de rastreabilidade e tecnologias aplicadas às embalagens já se mostram eficientes para reduzir a margem de atuação dos falsificadores.” 

Oficinas e distribuidores também têm papel decisivo: 

“Negligência nesse processo compromete a segurança dos clientes, gera prejuízos diretos e ainda pode resultar em sanções administrativas e legais.” 

Um setor estratégico em risco 

Para o especialista, a fraude atinge diretamente um setor vital para a economia e para a mobilidade do país. 

“Apenas com essa integração será possível reduzir o espaço para a fraude e proteger não apenas os motores, mas a própria confiança em um setor estratégico para a mobilidade e para a economia do país.” 

E você, já conferiu a procedência do óleo que coloca no seu carro?

Aplicativo CPG Click Petroleo e Gas
Menos Anúncios, interação com usuários, Noticias/Vagas Personalizadas, Sorteios e muitos mais!
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Feedbacks
Visualizar todos comentários
Roberta Souza

Autora no portal Click Petróleo e Gás desde 2019, responsável pela publicação de mais de 8.000 matérias que somam milhões de acessos, unindo técnica, clareza e engajamento para informar e conectar leitores. Engenheira de Petróleo e pós-graduada em Comissionamento de Unidades Industriais, também trago experiência prática e vivência no setor do agronegócio, o que amplia minha visão e versatilidade na produção de conteúdo especializado. Desenvolvo pautas, divulgo oportunidades de emprego e crio materiais publicitários direcionados para o público do setor. Para sugestões de pauta, divulgação de vagas ou propostas de publicidade, entre em contato pelo e-mail: santizatagpc@gmail.com. Não recebemos currículos

Compartilhar em aplicativos
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x