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Itaipu investe em energia renováveis e busca dobrar a produção de energia limpa

Escrito por Paulo H. S. Nogueira
Publicado em 28/07/2025 às 06:25
Trabalhadores com capacete inspecionam placas solares ao lado de caminhão em obra ao ar livre com vegetação ao fundo.
Cinco profissionais analisam painéis solares descarregados de um caminhão em área arborizada, destacando o avanço da energia limpa.
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Descubra como Itaipu investe em energia renováveis para diversificar sua matriz e dobrar sua produção de energia limpa com foco em sustentabilidade e inovação.

Desde sua criação, a hidrelétrica de Itaipu representa um marco na integração entre Brasil e Paraguai. Localizada no Rio Paraná, essa gigante da engenharia iniciou suas operações em 1984. Desde então, ela tem abastecido, de maneira constante, grande parte da demanda energética dos dois países.

Atualmente, mais de 85% da energia do Paraguai e cerca de 9% da do Brasil vêm da usina.

Entretanto, os tempos mudaram. Ao longo das últimas décadas, a crise climática ganhou força e exigiu novas soluções. Nesse sentido, Itaipu assumiu o protagonismo e ampliou seus horizontes.

Itaipu investe em energia renováveis como forma de se adaptar às exigências do presente e às necessidades futuras. Desse modo, a empresa reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a inovação tecnológica.

À medida que o mundo busca alternativas aos combustíveis fósseis, Itaipu se prepara para dobrar sua produção de energia limpa. Para isso, aposta na combinação de diferentes fontes renováveis.

A empresa busca aproveitar a riqueza natural do território brasileiro e paraguaio.

Energia solar como nova fronteira tecnológica

Antes de mais nada, é importante entender como Itaipu iniciou sua jornada em direção à diversificação energética. Embora sua base continue sendo hidrelétrica, a empresa deu um passo importante ao investir na geração solar.

Com a instalação de 1.500 placas solares flutuantes em seu reservatório, Itaipu cria um modelo híbrido de produção, unindo água e sol.

Por conseguinte, essa inovação permite gerar energia mesmo em períodos de seca. Ao mesmo tempo, reduz a pressão sobre os recursos hídricos e contribui para a segurança energética.

Conforme o projeto avança, a expectativa é que 10% da área do reservatório possa ser usada para instalar placas solares, o que dobraria a capacidade atual da usina.

Além disso, o projeto-piloto funciona como campo de testes. Assim, os técnicos avaliam o impacto ambiental, a eficiência energética e o potencial de replicação em outros pontos do país.

Portanto, essa estratégia demonstra o compromisso da empresa com a pesquisa, a sustentabilidade e a autonomia energética.

Hidrogênio verde: combustível do futuro

Ao mesmo tempo em que investe em energia solar, Itaipu investe em energia renováveis com o foco no hidrogênio verde, uma alternativa promissora.

Produzido a partir da eletricidade da própria usina, esse combustível não emite poluentes e pode ser usado em diferentes setores, como transporte e indústria.

Dessa forma, a produção de hidrogênio ocorre dentro do Parque Tecnológico Itaipu (Parquetec), que desenvolve pesquisas em parceria com universidades e centros de inovação.

Atualmente, já é possível gerar 1 quilo de hidrogênio por hora, suficiente para abastecer um carro por 150 quilômetros.

Além disso, Itaipu apresentará seu protótipo de barco movido a hidrogênio na COP30, conferência da ONU que ocorrerá em Belém. Assim, a empresa mostra ao mundo que é possível substituir motores a diesel por soluções limpas, especialmente em áreas sensíveis como a Amazônia.

Portanto, ao investir nessa tecnologia, Itaipu não só contribui para a redução das emissões, como também estimula a criação de cadeias produtivas sustentáveis.

Logo, a empresa se consolida como referência em inovação energética na América do Sul.

Biogás: energia que nasce dos resíduos

Além do sol e do hidrogênio, Itaipu investe em energia renováveis também por meio do biogás, uma fonte energética que transforma resíduos orgânicos em eletricidade.

Assim, a empresa aproveita sobras de alimentos e dejetos agrícolas para gerar biometano e energia térmica.

Por exemplo, em Toledo (PR), um projeto apoiado por Itaipu e pelo CIBiogás usa resíduos de 40 mil suínos para produzir eletricidade.

Como resultado, cerca de 1.500 casas são abastecidas com energia limpa, enquanto os produtores ganham uma nova fonte de renda.

Além disso, a adoção do biogás segue os princípios da economia circular, pois transforma lixo em recurso.

Isso também reduz os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos e melhora a qualidade do solo e da água.

Assim sendo, a proposta de Itaipu é replicar esse modelo em outras áreas rurais, fortalecendo a geração descentralizada de energia e promovendo o desenvolvimento local.

Por meio do biogás, a empresa reforça sua atuação em comunidades que historicamente ficaram fora do sistema elétrico tradicional.

Modernização do tratado e expansão da atuação

Para permitir que Itaipu atue de forma mais ampla no setor de energia renovável, será necessário revisar o tratado firmado entre Brasil e Paraguai em 1973.

Afinal, o documento original se limitava à produção hidrelétrica.

Diante disso, ambos os países já iniciaram diálogos para atualizar o acordo. Com essa mudança, Itaipu poderá comercializar energia solar, biogás e hidrogênio, além de desenvolver novos projetos em parceria com outras instituições.

Assim, uma eventual atualização do tratado trará mais liberdade operacional e abrirá caminho para investimentos ainda maiores.

Consequentemente, a empresa poderá estender seu impacto positivo para além da área de concessão atual, alcançando regiões carentes de infraestrutura energética.

Portanto, a revisão do tratado se apresenta como um passo essencial para consolidar o papel de Itaipu na transição energética do continente sul-americano.

Itaipu investe em energia renováveis: Construindo o futuro com energia limpa

Diante de tantos avanços, fica evidente que Itaipu investe em energia renováveis com foco estratégico e visão de futuro.

A empresa entende que apenas com uma matriz diversificada e sustentável será possível garantir o abastecimento de energia nos próximos anos.

Combinando hidreletricidade, energia solar, biogás e hidrogênio verde, Itaipu constrói um modelo inovador, eficiente e ambientalmente responsável.

Embora o caminho exija esforço contínuo, as conquistas até agora demonstram que a transição energética está em curso — e que o Brasil tem papel de destaque nesse cenário.

Além de atender às necessidades atuais, essa transformação energética também prepara o país para os desafios do amanhã.

Por meio de tecnologia, pesquisa e respeito ao meio ambiente, Itaipu prova que é possível crescer sem destruir.

Ao transformar sua atuação e dobrar sua produção de energia limpa, Itaipu reafirma seu compromisso com o futuro.

Dessa maneira, ela se posiciona como um agente de mudança, capaz de inspirar outros países e influenciar políticas globais em favor da energia renovável.

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Itaipu mira nova era como propulsora de energia múltipla – Estadão

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Paulo H. S. Nogueira

Sou Paulo Nogueira, formado em Eletrotécnica pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), com experiência prática no setor offshore, atuando em plataformas de petróleo, FPSOs e embarcações de apoio. Hoje, dedico-me exclusivamente à divulgação de notícias, análises e tendências do setor energético brasileiro, levando informações confiáveis e atualizadas sobre petróleo, gás, energias renováveis e transição energética.

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