O Governo Federal confirmou a ampliação do Auxílio Gás, que vai garantir botijão de cozinha gratuito para mais de 15 milhões de famílias inscritas no CadÚnico. Entenda como será o novo modelo do benefício.
O Governo Federal prepara o lançamento da ampliação do Auxílio Gás, programa que passará a atender mais de 15,5 milhões de famílias brasileiras, o equivalente a mais de 46 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A medida foi confirmada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, exibido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação.
De acordo com Rui Costa, a iniciativa busca garantir dignidade, segurança alimentar e proteção social.
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Além de aliviar o orçamento das famílias, o ministro destacou que a medida vai reduzir os riscos de acidentes domésticos provocados pelo uso de alternativas perigosas para cozinhar, como o álcool.
Foco em quem está inscrito no CadÚnico
O projeto de lei que dará base à ampliação do Auxílio Gás será destinado às famílias cadastradas no CadÚnico, que tenham renda igual ou inferior a meio salário mínimo.
Atualmente, cerca de 5,6 milhões de famílias recebem o benefício, mas a meta é ampliar esse número e triplicar o alcance do programa.
Essa reestruturação é considerada estratégica para enfrentar a chamada pobreza energética, problema que atinge milhares de lares brasileiros que não conseguem arcar com o preço do gás de cozinha.
Funcionamento do benefício
Hoje, os beneficiários recebem um valor de R$ 108 a cada dois meses. Esse montante equivale a 100% da média nacional do preço do botijão de gás de 13 kg, conforme cálculo realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No entanto, Rui Costa explicou que esse modelo de pagamento em dinheiro não atende de forma plena, pois há uma grande diferença nos preços regionais.
“Hoje é um subsídio financeiro, um valor fixo que a pessoa recebe. Só que esse valor não é suficiente para comprar o botijão de gás. Supostamente ele equivaleria à média do preço nacional, só que tem diferença de até R$ 60 a mais do que o valor médio”, disse o ministro.
Diante dessa disparidade, o governo pretende adotar uma nova forma de repasse: em vez do depósito em dinheiro, as famílias inscritas no CadÚnico receberão um crédito diretamente nas revendas de gás.
Assim, ao se dirigir a um ponto autorizado, bastará apresentar o CPF para retirar o botijão, que será custeado pelo governo.
Investimento previsto e impacto social
A proposta inclui um aumento expressivo de recursos para sustentar a ampliação do Auxílio Gás.
O valor destinado pode chegar a R$ 13,6 bilhões em 2026, garantindo fôlego financeiro para manter o atendimento a milhões de famílias em todas as regiões do país.
Segundo o ministro Rui Costa, essa mudança vai muito além do aspecto econômico.
O objetivo é oferecer segurança e reduzir o número de queimaduras, especialmente entre crianças e mulheres, que frequentemente sofrem acidentes ao tentar cozinhar com álcool ou outros combustíveis improvisados.
Expectativa das famílias beneficiadas
Com a alteração no formato do benefício, a expectativa é que mais de 15 milhões de famílias inscritas no CadÚnico tenham acesso direto ao botijão de gás, sem a necessidade de complementar valores do próprio bolso.
Para muitos, essa mudança representa não apenas economia, mas também dignidade e qualidade de vida.
O novo modelo do Auxílio Gás deverá ser implementado já na próxima semana, marcando uma das principais ações sociais do governo neste ano.