Você pode estar pagando mais do que deveria no pedágio! Com o Desconto de Usuário Frequente (DUF), é possível economizar até 90% ao passar frequentemente pelo mesmo trecho.
Imagine poder reduzir drasticamente os gastos com pedágio nas rodovias que você utiliza diariamente. Poucos motoristas sabem, mas é possível obter até 90% de desconto com um sistema que já está em funcionamento em diversas estradas brasileiras.
Essa vantagem pode representar uma grande economia para quem trafega com frequência por rodovias pedagiadas.
O Desconto de Usuário Frequente (DUF) é um programa que oferece reduções progressivas na tarifa de pedágio conforme a quantidade de vezes que um mesmo motorista passa por um determinado trecho dentro do mesmo mês.
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Esse modelo está em operação em diversas rodovias e pode representar uma economia expressiva para condutores frequentes.
Como funciona o desconto no pedágio?
O DUF é aplicado automaticamente para motoristas que utilizam tags eletrônicas em seus veículos.
O desconto pode chegar a 90%, dependendo do número de vezes que o condutor passa pelo mesmo pedágio em um período de 30 dias.
A contagem começa a partir da segunda passagem pelo mesmo local e sentido.
“O DUF pode chegar a 96% de desconto, dependendo da frequência de passagens e do mesmo sentido ao longo do mês”, explicou Diego Ros Quinto, vice-presidente da Abepam e diretor financeiro da Move Mais em entrevista ao Diário do Litoral.
Esse desconto já está sendo aplicado em rodovias como SP-310, SP-326 e SP-333, administradas pela Econoroeste, além da Via Dutra e Rio-Santos.
A SP-333, inclusive, possui o sistema de pedágio sem cancela (free flow), uma tecnologia inovadora que elimina a necessidade de paradas.
Desconto básico na tarifa beneficia motoristas
Além do DUF, quem utiliza tags eletrônicas também recebe automaticamente um Desconto Básico de Tarifa (DBT) de 5%.
Esse benefício é válido em 27 rodovias federais e 58 estaduais, garantindo redução de custos mesmo para quem não trafega com tanta frequência.
Problemas com o sistema free flow geram multas
Apesar das vantagens, a tecnologia de pedágio free flow tem causado problemas a muitos motoristas.
Nos primeiros dois meses de funcionamento na Rodovia dos Tamoios, no litoral de São Paulo, foram registradas quase 10 mil multas.
Muitos condutores afirmam que as cobranças foram indevidas ou que simplesmente esqueceram de pagar a tarifa, que deve ser quitada virtualmente caso o veículo não tenha uma tag instalada.
Diego Ros Quinto alerta que problemas na identificação da tag podem ser causados por instalação incorreta ou por reposicionamento do adesivo no para-brisas.
“É importante seguir as instruções de instalação e manuseio e, em hipótese alguma, retirar ou recolocar a tag no vidro”, afirmou o executivo.
Outros fatores que podem comprometer a leitura são películas no vidro frontal e danos ao dispositivo causados por impactos ou manuseio inadequado.
Para garantir a eficiência, tanto as tags quanto as antenas de leitura passam por testes rigorosos em condições extremas de temperatura, chuva e vento.
Caso ocorra falha na leitura, o sistema também utiliza o reconhecimento das placas dos veículos para realizar a cobrança.
Integração e futuro do sistema de pedágio
Para que o modelo free flow funcione plenamente no Brasil, é necessária a integração dos sistemas de pagamento em um único banco de dados digital.
Atualmente, estão em discussão protocolos padronizados de comunicação entre diferentes concessionárias, a fim de garantir que a identificação dos veículos e a cobrança sejam feitas de forma automática e sem erros.
Segundo a Abepam, associação que representa empresas do setor de tags veiculares, as Administradoras de Meios de Pagamento para Arrecadação de Pedágio (AMAPs) já possuem capacidade para atender a essa demanda.
Sobre a Abepam
A Abepam foi fundada em 2021 com o objetivo de melhorar a mobilidade no Brasil e promover um ecossistema de transporte mais eficiente. Representando grandes empresas como ConectCar, Move Mais, Sem Parar, Taggy e Veloe, a entidade prevê que o número de tags ativas no país crescerá de 12 para 20 milhões nos próximos dois anos.
Além disso, a associação trabalha para incentivar soluções inovadoras e ampliar o uso da tecnologia free flow nas rodovias brasileiras, garantindo um modelo de pedágio mais eficiente e acessível.