Setor ferroviário brasileiro passa por transformação inédita, com chegada de novos investimentos, fábricas internacionais e avanços em Parcerias Público-Privadas em diversas regiões do país. O movimento desperta interesse de gigantes do setor e estimula a indústria nacional.
O setor ferroviário brasileiro passa por uma transformação inédita, marcada pelo aumento das Parcerias Público-Privadas (PPPs), reativação de fábricas e a implementação de projetos bilionários em diversas regiões.
Esse interesse renovado pelo transporte ferroviário de passageiros tem mobilizado grandes fabricantes nacionais e internacionais, impulsionado por leilões de linhas urbanas, investimentos em infraestrutura e a promessa de maior mobilidade urbana.
Expansão do setor ferroviário brasileiro atrai investidores
Nos últimos meses, o estado de São Paulo concentrou grande parte das oportunidades.
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O governo paulista anunciou a instalação de uma nova fábrica da gigante chinesa CRRC em Araraquara, destinada inicialmente à montagem de trens para atender contratos locais.
Ao mesmo tempo, a multinacional francesa Alstom, que já lidera o setor no Brasil, intensificou esforços para competir diretamente em futuras licitações, entre elas a Parceria Público-Privada das linhas 10 e 14 de trens urbanos, previstas para serem licitadas ainda este ano.
Segundo Suely Sola, diretora-geral da Alstom no Brasil, “é um momento especial para o setor. Nem na época da Copa do Mundo o mercado esteve tão aquecido como está agora”.
Fábricas reativadas e movimentação da indústria metroferroviária
Além disso, o mercado também testemunha o retorno das operações da espanhola CAF, que retomou a produção no interior paulista após um período de inatividade.
A empresa foi contratada para readequar carros de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), originalmente fabricados para um projeto em Cuiabá (MT), agora destinados ao governo da Bahia para uso em Salvador.
Esse movimento revela o dinamismo da indústria metroferroviária, que também observa crescimento em outros estados brasileiros.
Chegada de grandes fabricantes internacionais para o transporte ferroviário
A expansão é amparada por um ambiente competitivo. A CRRC decidiu instalar unidade fabril no país após conquistar contrato para fornecer 44 trens ao Metrô de São Paulo, com um investimento inicial de R$ 50 milhões.
De acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico, a expectativa do setor é que a presença da empresa chinesa promova igualdade tributária, conforme explicou Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).
“Quando trazem os trens completos e a importação é feita pelo governo, há isenção tributária, eles ficam mais competitivos. Mas, estando no Brasil, terão os mesmos benefícios e as mesmas agruras das demais fabricantes”.
Projetos bilionários impulsionam novas oportunidades
As oportunidades não se limitam à capital paulista.
O governo de São Paulo projeta para os próximos anos leilões e expansões das linhas 4, 5 e 6 do Metrô, além do Trem Intercidades de Sorocaba, cujo leilão está previsto para 2026.
Em paralelo, audiências públicas para a nova linha 16 devem ocorrer já em agosto, ampliando o portfólio de projetos em discussão.
Rafael Benini, secretário de parcerias em investimentos do Estado, destacou ainda que o Metrô paulista completa meio século de operação em 2025, sinalizando que a renovação da frota se intensificará na próxima década, já que a vida útil dos trens gira em torno de 50 anos.
Crescimento do setor ferroviário em outros estados
No cenário nacional, outros estados avançam com projetos relevantes.
Estão em análise iniciativas de VLT em Curitiba (PR), expansão e renovação da frota no Metrô de Brasília, aquisição de novos trens para o Rio Grande do Sul e propostas no Ceará.
“Nossa expectativa é que esses sistemas de transporte vão avançar e, com isso, naturalmente a indústria terá um aumento das encomendas”, afirmou Vicente Abate.
Indústria nacional de trens ganha força com novas empresas no transporte ferroviário
A reativação do setor ferroviário brasileiro é reforçada pela entrada de empresas especializadas em segmentos de menor porte.
A Marcopolo Rail, divisão da Marcopolo criada em 2019, tem investido em VLTs, trens regionais e turísticos, e está concluindo a entrega do sistema “people mover” para conectar a estação de trens urbanos ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Segundo Petras Amaral Santos, gerente executivo da Marcopolo Rail, a empresa possui capacidade de produção anual de até 30 carros e já estuda a ampliação da unidade para atender à crescente demanda.
Entre os projetos de interesse estão ligações regionais como Brasília-Luziânia e Salvador-Feira de Santana.
Tem projetos em andamento de implantaçao de VLT em Campina Grande, Arapiraca e. Fortaleza.
Até que em fim o Brasil tá acordando, transporte em massa como o TREM não existe. Vamos ligar o Brasil todo pelos trilhos!
Como era gostoso viajar de trem de SP até Araraquara. Quem sabe um dia retori