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Dar celular para crianças antes dos 13 pode ser um erro grave: entenda por que especialistas pedem restrições urgentes no mundo todo

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 23/07/2025 às 17:54
Estudo alerta: uso de celular antes dos 13 anos pode prejudicar saúde mental de crianças. Saiba por que especialistas pedem restrições urgentes.
Estudo alerta: uso de celular antes dos 13 anos pode prejudicar saúde mental de crianças. Saiba por que especialistas pedem restrições urgentes.
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Novo estudo revela riscos à saúde mental de crianças e adolescentes ao receberem celular antes dos 13 anos, mobilizando especialistas e levando a pedidos de restrições em vários países. Veja o que está em debate globalmente sobre o tema.

O uso do celular antes dos 13 anos pode causar impactos negativos na saúde mental de crianças e adolescentes, segundo um estudo global recente que mobilizou especialistas e ampliou o debate sobre restrições urgentes em diversos países.

A pesquisa, conduzida pelo Sapien Labs, analisou dados de aproximadamente dois milhões de pessoas em 163 países e aponta que o acesso precoce a smartphones está ligado ao aumento de sintomas como pensamentos suicidas, dificuldades na regulação emocional, queda na autoestima e distanciamento da realidade, especialmente entre meninas.

Esses resultados levaram os pesquisadores a defender limites mais rígidos para o uso de celulares e redes sociais por pré-adolescentes.

O estudo revelou que, quanto mais cedo uma criança recebe um smartphone, maior é a probabilidade de desenvolver problemas de saúde mental e menor é o bem-estar relatado na adolescência.

Para cada ano a menos de idade em que uma pessoa começa a usar smartphones, os indicadores de saúde mental tendem a apresentar resultados mais preocupantes.

Riscos do acesso precoce ao celular

Por que o acesso precoce ao celular pode ser tão prejudicial?

Segundo os autores do estudo, o contato com dispositivos eletrônicos antes dos 13 anos favorece o aumento do tempo nas redes sociais, distúrbios do sono, exposição ao cyberbullying e conflitos familiares.

Esses fatores, combinados, impactam diretamente a capacidade de concentração, a qualidade das relações interpessoais e o desenvolvimento emocional dos jovens.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a relação entre o uso precoce de celulares e o surgimento de sentimentos de inadequação e isolamento.

Muitos jovens relatam dificuldades para lidar com frustrações e desafios da vida real após longos períodos expostos ao ambiente digital sem supervisão adequada.

A psicóloga clínica Melissa Greenberg, do Centro de Psicoterapia de Princeton, em Nova Jersey, ressalta que “os pais devem observar sinais de ansiedade, baixa autoestima e alterações emocionais, buscando orientação profissional caso esses sintomas se manifestem”.

Estudo alerta: uso de celular antes dos 13 anos pode prejudicar saúde mental de crianças. Saiba por que especialistas pedem restrições urgentes.
Estudo alerta: uso de celular antes dos 13 anos pode prejudicar saúde mental de crianças. Saiba por que especialistas pedem restrições urgentes.

Efeitos positivos das restrições nas escolas

Diversos países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e França, vêm adotando políticas para restringir o uso de celulares nas escolas.

Segundo relatos de educadores, a proibição resultou em melhorias notáveis na capacidade de concentração dos alunos e no fortalecimento da sociabilidade entre colegas.

Esses dados reforçam os argumentos de especialistas para limitar o acesso de crianças e adolescentes a smartphones durante o período escolar.

O psicólogo social Jonathan Haidt, referência internacional sobre o tema, destaca em seu livro “A Geração Ansiosa” que o uso de redes sociais durante a puberdade está associado à queda na satisfação com a vida e ao aumento de doenças mentais.

Pesquisas realizadas no Reino Unido confirmam essa relação, indicando que a satisfação dos jovens com a própria vida diminui um ano após o início do uso intenso de mídias sociais.

Recomendações de especialistas e mobilização dos pais

Diante das evidências, organizações internacionais e grupos de pais vêm se mobilizando para criar compromissos coletivos.

Iniciativas como o grupo “Wait Until 8th” nos Estados Unidos incentivam famílias a adiar o acesso das crianças a smartphones até pelo menos o final do ensino fundamental, promovendo acordos entre pais de uma mesma comunidade escolar.

Especialistas sugerem que o ideal é restringir o uso de redes sociais até, no mínimo, os 16 anos.

Embora muitos pais temam que os filhos fiquem socialmente isolados, a experiência mostra que o diálogo e a cooperação entre famílias podem facilitar a adoção dessas medidas.

“Verifique se há algum compromisso semelhante em sua comunidade e, caso não exista, considere iniciar uma mobilização”, aconselha Greenberg.

Além de buscar o apoio de outros pais, é recomendável escolher escolas com políticas claras sobre o uso de dispositivos eletrônicos ou pressionar por regulamentações mais rigorosas nas instituições de ensino.

A principal autora do estudo, Tara Thiagarajan, ressalta a necessidade de “ações urgentes que limitem o acesso de crianças ao ambiente digital” e a importância de envolver as famílias nos debates públicos sobre regulamentação.

O que fazer se a criança já usa celular?

Para os pais que já deram um celular aos filhos antes dos 13 anos, a orientação dos especialistas é não entrar em pânico.

Mudanças podem ser implementadas a qualquer momento.

Opções como ativar controles parentais, trocar o smartphone por um modelo mais simples ou remover aplicativos e recursos podem ajudar a reduzir os riscos.

Caso a criança demonstre resistência, o diálogo deve ser aberto, explicando as razões para as alterações e enfatizando a preocupação com o bem-estar.

“Quando demos a vocês o smartphone, não tínhamos todas as informações sobre os possíveis impactos. Hoje, sabemos mais e queremos fazer o que for mais saudável”, é uma sugestão de abordagem indicada por Greenberg para pais que enfrentam dificuldades ao limitar o uso de celulares.

Caso sejam percebidos sintomas como ansiedade, baixa autoestima ou mudanças de comportamento, buscar apoio de profissionais qualificados é fundamental.

Especialistas também recomendam conversar abertamente sobre saúde mental e oferecer suporte contínuo, destacando que há ajuda disponível sempre que necessário.

O cenário brasileiro e o desafio coletivo

No Brasil, o debate sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes tem ganhado espaço nas famílias, nas escolas e entre profissionais da saúde mental.

Estudos nacionais acompanham as tendências globais e reforçam a necessidade de medidas preventivas, como o adiamento do uso de smartphones e a restrição ao acesso precoce às redes sociais.

Com o avanço das tecnologias, especialistas alertam para a importância do acompanhamento parental e da criação de ambientes digitais mais seguros.

A responsabilidade coletiva, envolvendo famílias, escolas e autoridades, é vista como essencial para garantir o desenvolvimento saudável das próximas gerações.

Quais seriam as consequências para o futuro se o Brasil adotasse uma lei nacional proibindo o uso de celular para crianças antes dos 13 anos?

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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