Fabricante alemã prepara motor 1.5 turbo e dois sistemas híbridos, um pleno (HEV) e um leve (MHEV), para as futuras gerações de Nivus e T-Cross a partir de 2027.
A Volkswagen revelou os detalhes de sua nova e poderosa estratégia de motorização para o futuro. A marca prepara o motor 1.5 TSI Evo2 e dois conjuntos híbridos distintos. A novidade chegará ao Brasil e promete acirrar a concorrência no segmento de eletrificados, mirando diretamente na liderança de mercado. Estes são os planos da montadora para as próximas gerações do Nivus e do T-Cross.
A estratégia de eletrificação da Volkswagen para o mercado brasileiro
A Volkswagen está montando seu quebra-cabeça de eletrificação no Brasil. A estratégia começou com um investimento de R$ 13 bilhões nas fábricas de São Paulo. Depois, protótipos foram flagrados em testes no país. Agora, a empresa revelou detalhes sobre sua nova motorização durante a apresentação do T-Roc 2026 na Europa, confirmando os próximos passos da marca.
O coração dos híbridos: o novo motor 1.5 TSI Evo2 flex
A base dos futuros sistemas híbridos será o motor 1.5 TSI Evo2. Ele começará a ser produzido em São Carlos (SP) a partir do próximo ano. O propulsor já passa por adaptações para se tornar flex desde 2023.
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Este motor possui quatro cilindros, turbocompressor e injeção direta de combustível. Ele opera em ciclo Miller, uma configuração que aumenta a eficiência. Uma de suas grandes novidades é o sistema ativo de gerenciamento de cilindros (ACTplus). A tecnologia desativa dois dos quatro pistões dependendo da necessidade, de forma quase imperceptível ao motorista. Esse será o motor a combustão presente nos dois conjuntos híbridos.
Sistema híbrido pleno (HEV): a resposta direta à Toyota
O principal destaque é o novo conjunto híbrido pleno (HEV). Ele foi desenvolvido para a Europa e para a América do Sul. O sistema coloca a Volkswagen em competição direta com os modelos da Toyota. A mecânica será parecida com a do Corolla e Corolla Cross.
O conjunto une o motor 1.5 TSI Evo2 a um módulo elétrico, instalado no câmbio automatizado DSG de sete marchas. As baterias serão recarregadas pelo próprio motor e pelas frenagens regenerativas, sem necessidade de recarga externa.
Para o Brasil, a versão escolhida deve ser a mais potente. Com o auxílio elétrico, a potência combinada chegará a 170 cv e o torque a 31,8 kgfm. O foco do sistema é a alta eficiência, com baixo consumo de combustível.
Sistema híbrido leve (MHEV): uma alternativa de entrada
A Volkswagen também apresentou um sistema híbrido leve (MHEV) de 48V. Nele, o motor 1.5 a combustão recebe o auxílio de uma pequena máquina elétrica de 19 cv. Este componente funciona como um “superalternador”, mas não consegue mover o carro sozinho.
Na Europa, este sistema terá calibrações de 116 cv ou 150 cv. Ainda não está claro como ele será aplicado no mercado brasileiro, mas uma possibilidade é equipar as versões intermediárias dos novos Nivus e T-Cross. Atualmente, essa mecânica não é compatível com o motor 1.0 TSI.
O futuro de Nivus e T-Cross com os motores híbridos da Volkswagen
A aplicação dos novos motores híbridos da Volkswagen já tem destino certo. As próximas gerações do Nivus e do T-Cross receberão a tecnologia. O lançamento de ambos os SUVs compactos está programado para 2027. Eles serão produzidos na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP).