Revogação da política de preços diferenciados põe fim ao subsídio do governo e a diferença de preços do gás de cozinha (GLP) envazado em botijão de 13 kg e o vendido a granel
O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), revogou a norma que permitia a prática de preços diferenciados do gás liquefeito de petróleo, o popular gás de cozinha. Assim não existirá mais o subsídio do governo que permitia ao consumidor residencial pagar mais barato pelo GLP.
A medida foi publicada hoje (29/08), pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e a iniciativa está alinhada com a política de abertura do Novo Mercado de Gás do novo governo.
O que acontece hoje no mercado era que o gás de cozinha (GLP) é comercializado com preços diferenciados entre o envazado em botijões de 13 kg e o vendido a granel. Agora o consumidor residencial pagará o mesmo preço que o consumidor industrial.
A intenção do governo é que com a revogação da medida haja um incentivo na entrada de outras empresas na produção e importação.
Em nota o MME divulgou que: “A mudança contribui com o aumento da oferta de GLP e o desenvolvimento do mercado”.
-
O cheiro de fritura começa a ser vencido antes do primeiro alimento entrar no óleo; descubra por que restaurantes seguem essa rotina todos os dias
-
Radar com IA feito com câmera velha e apenas US$ 20 virou sensação nas redes após suposta venda de US$ 317 mil ao governo chinês, mas falta de documentos, contratos e confirmação oficial transforma a história do estudante de 20 anos em mistura de inovação barata, mistério e alerta tecnológico
-
Aos 8 anos, menina viu mulheres sem casa no caminho da escola, aprendeu a costurar bolsas com a avó e criou kits com sabonete, meias, escova, absorventes e roupas íntimas que já ajudaram mais de 5 mil pessoas em situação de rua
-
Enquanto muita gente olha só para os R$ 600, o Bolsa Família de julho pode esconder adicionais de R$ 150 e R$ 50 para famílias com crianças, gestantes, nutrizes e CadÚnico atualizado
Quando ocorrerá a mudança
A determinação do CNPE passa a vigorar em 1º de março de 2020. O prazo, segundo o MME, “dará a segurança jurídica e previsibilidade ao mercado para que os agentes possam se preparar e realizar investimentos na infraestrutura de armazenagem e movimentação de GLP.”
A ANP responderá pelo monitoramento dos preços praticados pelas empresas e será responsável pela aplicação das multas.
Caso aconteça alguma irregularidade na cobrança dos preços o CADE e os demais órgãos competentes serão notificados para tomar as providências cabíveis.
Como resultado das discussões para mudanças nas regras do setor de gás, A ANP já havia revogado, em julho deste ano, os artigos 36 da resolução 49/2016 e 27, da 51/2016, que proibiam os distribuidores de GLP de vender diretamente o gás de cozinha ao consumidor.
A comercialização do GLP já vinha sendo discutida desde o ano passado e a medida aprovada visa a eliminação dos intermediários nas vendas de combustíveis líquidos e do gás natural e aumentar a concorrência do setor.
