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Brasil na Opep+ é pisar em fio desencapado, diz ex-governador do Espírito Santo.

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 05/12/2023 às 16:55
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Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo e especialista em questões ligadas ao Meio Ambiente, criticou a possível entrada do Brasil na Opep+, cartel
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Segundo Hartung, a aliança com países produtores de petróleo poderia comprometer os esforços brasileiros em busca de sustentabilidade e conservação dos recursos naturais. Ele ressaltou a importância de se manter a independência em relação a acordos que possam prejudicar o meio ambiente e a economia nacional.

O ex-governador do Espírito Santo e especialista em questões ambientais, Paulo Hartung, criticou o potencial ingresso do Brasil na Opep+, um cartel que reúne os principais produtores de petróleo do mundo. Este convite foi sinalizado pelos membros do governo, incluindo o presidente Lula, que indicaram que o Brasil fará parte da organização, mas como um mero observador.

Numa entrevista realizada com Felipe Miranda durante uma live em celebração aos 14 anos da Empiricus, Paulo Hartung sublinhou que a missão do Brasil é encerrar o desmatamento, o garimpo e a grilagem de terras, além de estabelecer instituições como o mercado de carbono nacional. Ele ressaltou que o país deve avançar no etanol de segunda geração, no hidrogênio e em outras fontes de energia como parte do desafio de transição energética. Para Hartung, esta transição energética é um modelo para ser percebido pelo mundo como comprometido com o tema, e a discussão sobre a entrada na Opep dificulta esse objetivo.

Paulo Hartung também lembrou que o Brasil recebeu o título de ‘Fóssil do dia’ após aderir à Opep. Esse prêmio é concedido de forma irônica pela Rede de Ação do Clima (CAN), composta por ativistas na área. Em sua opinião, o Brasil não deveria ter ingressado na Opep, pois, quando a imagem do Brasil deveria ser fortalecida, acabou por tomar uma iniciativa contraproducente.

O especialista ressaltou a importância de investir em outras fontes de energia, mas isso não significa que o Brasil deve abandonar a produção e exploração de petróleo. Ele acredita que o Brasil e o governo precisam ter equilíbrio, racionalidade, sabedoria e inteligência para fazer escolhas em meio a um mundo de conflitos, destacando eventos como a briga entre Hamas e Israel, assim como entre China e Estados Unidos, e a invasão da Rússia na Ucrânia.

Paulo Hartung acredita que o Brasil deve viver em cooperação com os dois ‘brigões’, dando prioridade ao bem da população brasileira. Ele concluiu enfatizando que o país atravessa um momento de rearranjo da globalização, que requer escolhas sábias e estratégicas do governo.

Fonte: MoneyTimes

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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